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Resumen

El artista Rubens Gerchman comenta en su testimonio la muestra Pare, realizada de manera conjunta con Roberto Magalhães, Antonio Dias, Carlos Vergara y Pedro Escosteguy en la galería G-4 en Río de Janeiro (abril de 1966). A su juicio, la exposición propuso una serie de ambientaciones donde el espectador se veía involucrado; el objetivo era sacarlo de su “postura aún pasiva ante las cosas”, concientizándolo así a la producción contemporánea que parte de propuestas artísticas que pueden considerarse “agresivas”. Entre esos trabajos, se desarrollaba un happening “medio didáctico” que consistía en la caída de granos de frijol desde el techo de la galería sobre aquellos espectadores que estuvieran frente a un panel con preguntas del siguiente tenor: ¿Cómo es el hombre? ¿Es el hombre un animal racional? Y ¿el hombre tiene hambre? En la consideración de Gerchman, la galería albergó casi diez mil personas durante la inauguración de Pare: “Nunca hubo antes un interés mayor sobre el arte que se hacía en la época”.

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Resumen

O artista Rubens Gerchman comenta neste depoimento a exposição "Pare", realizada junto com Roberto Magalhães, Antonio Dias, Carlos Vergara e Pedro Escostesguy, na galeria G-4, no Rio de Janeiro, em abril de 1966. Segundo ele, a mostra consistiu de uma série de ambientes que envolviam os visitantes, a fim de tirá-los de uma posição "ainda passiva em relação às coisas", de conscientizá-los da produção contemporânea de arte a partir de propostas definidas, pelo próprio artista, como "agressivas". Entre esses trabalhos, havia um happening "meio didático" que consistia na queda de grãos de feijão do teto da galeria sobre os espectadores que estivessem em frente a um painel, no qual estavam inscritas perguntas do tipo: "Como é o homem?", "O homem é um animal racional?" e "O homem tem fome?". De acordo com Gerchman, a galeria recebeu quase dez mil pessoas na noite de inauguração de "Pare": "Nunca tinha havida um interesse tão grande pela arte que se fazia naquela época".

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Comentarios críticos

La muestra Pare, que inaugura la galería G-4 en 1966, reunió a artistas entonces residentes en Río de Janeiro, los cuales fueron bautizados por el crítico Mário Schenberg como “neo-realistas”, y que incluía a Rubens Gerchman (1942–2008), Roberto [de Oliveira] Magalhães (n. 1940), Antonio [Manuel Lima] Dias (n. 1944), Carlos [Augusto Caminha] Vergara (n. 1941) y Pedro Escosteguy (1916–89). Trátase del mismo grupo que posteriormente firma (con trece artistas más) la “Declaração dos princípios da vanguarda” (1967). En este texto sobre Pare, publicado en el libro Rubens Gerchman (Río de Janeiro: Funarte, 1978), el artista refuerza su propósito “muy social y muy político” que llevaba en su seno la muestra por el modo de involucrar al espectador en los llamados happenings. El propio Gerchman juzga el término inglés como algo colonizador aunque bastante en boga en aquella época, habiendo sido de inmediata asimilación general. Las motivaciones provocadoras de los trabajos presentados en la muestra se compara, aquí, con el comportamiento del presentador de TV Chacrinha, quien se dio a conocer por lanzarle a la platea pedazos de bacalao.

 

[Sobre este tema, véanse en el archivo digital ICAA los siguientes ensayos: de Hélio Oiticica “Esquema geral da nova objetividade” (doc. no. 1110372); y de Rubens Gerchman “Uma arte brasileiro/latino-americana” (doc. no. 1111052); (sin título) [“Este trabalho é (…)”] (doc. no. 1110626); “Gerchman, o artista que testemunha e se faz presente” (doc. no. 1111086); y la carta que envió a Walter Zanini en 1968 desde Nueva York (doc. no. 1111051). Hay también la respuesta de Zanini a Gerchman, de 1969 (doc. no. 1111055); y la edición dedicada al artista de la serie de libros ABC, publicada por FUNARTE, Rubens Gerchman (doc. no. 1111072)].

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Comentarios críticos

A exposição "Pare", que inaugurou a galeria G-4 em 1966, reunia os jovens artistas então residentes no Rio de Janeiro batizados pelo crítico Mário Schenberg de "neo-realistas": Rubens Gerchman, Roberto Magalhães, Antonio Dias, Carlos Vergara e Pedro Escostesguy, o mesmo grupo que, junto com outros 13 artistas e críticos, assinaria a "Declaração dos princípios da vanguarda", em 1967. Neste texto sobre "Pare", publicado no livro "Rubens Gerchman", editado pela Funarte em 1978, o artista reforça a intenção "muito social e muito política" que estava por trás da mostra, em especial pelo modo de envolver o espectador nas proposições ou "happenings" - Gerchman descreve o termo em inglês como "colonizado", mas em voga na época e aceito de imediato pelo público. As motivações provocadoras dos trabalhos apresentados na exposição são, aqui, comparadas ao comportamento do apresentador de televisão Chacrinha, que se notabilizou por, entre outras coisas, atirar peças de bacalhau na platéia.

Ver também: Declaração dos princípios da vanguarda. (1967)

k- Arte acontecimento

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Investigador
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Equipo
FAPESP, São Paulo, Brasil
Localización
Biblioteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP