Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

www.mfah.org Home

IcaadocsArchive

Document first page thumbnail
Synopsis

This article is about the Salão Nacional de Belas Artes that was organized by the architect Lúcio Costa; it explains that the organizing committee decided that no submission would be rejected. This prompted the “old guard” artists to boycott the event, which meant that most of the works on display were by modern artists. The article mentions that the painters Emiliano Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, and Anita Malfatti all submitted works. Mário de Andrade, who wrote the article, suggests that what Malfatti is currently producing is of a diverse and transitory nature. He singles out three young participating artists: Vitorio Gobbis, who exhibits a constructive logic in work that reveals the sensuality of his material; Cândido Portinari, who in de Andrade’s opinion produced the best work at the Salon; and Alberto da Veiga Guignard, whose work—brimming with ghosts and fluidity—fluctuates between constructed and “destroyed” painting. De Andrade also mentions the unique work submitted by Ismael Nery and Cícero Dias. The latter, who is more oneiric, has jettisoned the tragic feeling of his early work; while Nery introduces a parallel reality imbued with an extraordinary purity that harbors a harmoniously balanced blend of invention and artistry. The article ends by stating that the only negative aspect of the exhibition was apparently its undeniable similarity to the famous Paris Salon.     

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O artigo sobre o Salão Nacional de Belas Artes organizado pelo arquiteto Lúcio Costa explica que a comissão organizadora resolveu não recusar nenhuma obra, de modo que os artistas da "velha guarda" se recusaram a participar, o que resultou no predomínio dos artistas modernos. Destaca a presença de Emiliano Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti. Sobre Malfatti comenta que considera de ordem diversa e transitória o que está fazendo de novo. Destaca três artistas novos: Vitorio Gobbis, sobre o qual enfatiza a lógica de construção e a sensualidade da matéria; Cândido Portinari , que considera o autor da melhor obra do salão; e Alberto da Veiga Guignard, cuja obra, povoada de fantasmas e fluidez, situa entre a pintura construída e.."destruída". Cita também a singularidade de Ismael Nery e Cícero Dias. Este, mais onírico, estaria abandonando o sentido de tragicidade de sua primeira fase; e Nery apresentaria uma realidade paralela dotada de uma pureza extraordinária, na qual haveria equilíbrio entre invenção e plasticidade. Conclui afirmando que o único mal da mostra brasileira seria sua semelhança com o salão de Paris.

Revert to English synopsis
Annotations

As from 1933, this Salão Nacional de Belas Artes came to be known as the “Salão Revolucionário” because it was the first official salon to include a significant number of modern artists. The Salon reflected the changes that the architect Lúcio Costa (1902-98), the director of the Escola Nacional de Belas Artes, introduced in order to breathe new life into fine arts instruction in Brazil. One of the reforms Costa introduced consisted of including an architectural course in the curriculum. The reactions to the Salon by the public and the critic are also recorded in this article by the great champion of modernism, Mário de Andrade (1893-1945). The Salon was part of a spiritual renewal in Brazil that promoted modern art and the movement’s ideology.

 

For additional information, see by Mário de Andrade “Carta de Mário de Andrade a Tarsila do Amaral” [Letter from Mário de Andrade to Tarsila do Amaral] (July 1931), in Aracy A. Amaral (org.), Correspondência Mário de Andrade & Tarsila do Amaral (São Paulo: EDUSP, 2001); and by Lúcia Gouveia Salão 31 (Rio de Janeiro: Funarte, 1984).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Este salão ficou conhecido como Salão Revolucionário, por ser o primeiro salão oficial a apresentar um conjunto significativo de artistas modernos. Este texto é testemunho importante da recepção do salão, na visão de um defensor do modernismo.

Ver também:

ANDRADE, Mário. Carta de Mario de Andrade a Tarsila do Amaral. Jul. 1931. In: AMARAL, Aracy (Org.) Correspondência Mário de Andrade & Tarsila do Amaral. São Paulo: Edusp, 2001.

GOUVEA, Lúcia. Salão 31. Rio de Janeiro: Funarte, 1984.

 

b- Modernismo: arte e ideário

Revert to English annotations
Researcher
Equipe Brasil: Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Courtesy of the family of Mário de Andrade, São Paulo, Brasil
Location
Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros - USP