Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    784204
    TITLE
    [Letter] 1923 Nov. 15, São Paulo [to] Tarsila
    NOTES

    Publicado posteriormente em:

    AMARAL, A.A. (org.). Correspondência Mário de Andrade e Tarsila do Amaral. São Paulo: Edusp, 2001. p.78-81.

    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Letters
    BIBLIOGRAPHIC CITATION

    ANDRADE, Mário de. [Letter] 1923 Nov. 15, São Paulo [to] Tarsila. In: AMARAL, Aracy (org.). Correspondência Mário de Andrade e Tarsila do Amaral. São Paulo: Edusp, 2001. p.78-81.

    TOPIC DESCRIPTORS
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

In this letter to the painter Tarsila do Amaral, the writer Mário de Andrade urges her, Sérgio Milliet, and Oswald de Andrade—the “country folk” who have become futurists during their stay in Paris—to return to the “virgin jungle,” to the kind of Brazilian national subjects “where there is no black art.” He also urges them to turn their backs on Juan Gris and André Lhote as soon as possible, since he considers both of them to be representative of a decadent form of art criticism and aesthetic. He begs Tarsila do Amaral to return to her roots, explaining that he has created an art movement—“selva-virgismo”—that can provide what the world, art, and above all Brazil and Tarsila do Amaral, truly need.    

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Carta do escritor Mário de Andrade à pintora Tasila do Amaral, em que alerta para que Tarsila, Sérgio Milliet e Oswald de Andrade, "caipiras" que se teriam tornado futuristas em sua estadia em Paris, voltem à "mata-virgem", ou seja, às questões brasileiras e nacionais, "onde não há arte negra", e abandonem Juan Gris e Andre Lhote, que considera representantes de uma crítica e estética decadentes. Clama para que a pintora volte para dentro de si mesma e declara que criou o "matavirgismo",  movimento artístico que seria uma resposta adequada às necessidades do mundo, da arte, do Brasil e de Tarsila.

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Leia este comentário crítico em português
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Escrito em tom de manifesto, e antecipando a criação do Movimento Pau-Brasil, este documento mostra uma confluência de preocupações do grupo modernista brasileiro, em direção a reduzir a influência cubista européia e reconduzir a arte brasileira para suas fontes nativas, que aqui o autor chama de "mata-virgem".
Alguns meses antes, em abril, Tarsila, em Paris, havia pintado "A Caipirinha", obra inspirada em suas lembranças de infância na fazenda e depois, em sua volta ao Brasil, a artista reafirmará sua intenção de estudar o "gosto caipira".

Ver também:

Andrade, Oswald de. Manifesto Pau-Brasil. Correio da Manhã, São Paulo, 18 mar. 1924.

 

b- Modernismo brasileiro e vanguarda européia

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Researcher
Equipe Brasil: Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Courtesy of the family of Mário de Andrade, São Paulo, Brasil.
Location
Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes - ECA/USP