Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    782944
    AUTHOR
    Braga, Rubem
    TITLE
    Theatro da Experiencia / Rubem Braga
    IN
    Diário de S. Paulo (São Paulo, Brasil). -- Nov. 10, 1933
    DESCRIPTION
    ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – notes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Braga, Rubem. "Theatro da Experiencia." Diário de S. Paulo (São Paulo, Brazil), November 10, 1933.
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This newspaper article about the CAM (Club of Modern Artists) describes the activities of the Teatro da Experiência, the theater company founded by Flávio de Carvalho in 1933. The author explains that the group objectives are “to create innovative theater that appeals to contemporary audiences by reflecting their daily life.” The Teatro da Experiência bases its work on its research into “the unknown.” By 1934, the group had staged Carvalho’s O bailado do deus morto [The Dance of the Dead God], and had also held a public reading of O homem e o cavalo [The Man and the Horse], the play that Oswald de Andrade wrote expressly for the company.  

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Reportagem sobre o Club dos Artistas Modernos (CAM), mais especificamente sobre as atividades da companhia Teatro da Experiência, fundado em 1933, por Flavio de Carvalho. Em depoimento ao jornal, o artista declara que o objetivo do grupo é "criar um teatro novo, que satisfaça o homem de hoje, que reflita a vida de hoje", a partir de pesquisas sobre o
"desconhecido". Até 1934, o Teatro da Experiência montou o espetáculo "O bailado do deus morto", de Flavio de Carvalho, e realizou a leitura de "O homem e o cavalo", peça de Oswald de Andrade escrita especialmente para a companhia.

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Annotations

Rubem Braga briefly describes the CAM (Club of Modern Artists) program, which includes dances, conferences, and art exhibitions, including an exhibition of drawings and sculpture by children and inmates of the Juquerí psychiatric hospital, located thirty kilometers from São Paulo. In his remarks, Flávio de Carvalho (1899–1973), the president of the club, discusses the Teatro da Experiência, which during it very short existence (1933–34) explored a variety of ways in which to breathe new life into Brazilian theater. There were both amateur and professional actors in the company; in their productions, gesture and wardrobe were considered just as important as dramatic expression; the sets were sculpture made of aluminum and/or solid materials instead of painted panels; a transparent curtain was installed between the proscenium and the stage to allow for more intense lighting effects, etc. According to Flávio de Carvalho, the goal was to present an “Expressionist style of theater” that stressed “thought” over “emotional reaction.”  

 

[As complementary reading, see the following articles by Flávio Carvalho in the ICAA digital archive: “Aspecto psychologico e morbido da arte moderna [1]” (doc. no. 1110997) and “(…) [2]” (doc. no. 1110998); “A epopéia do teatro da experiencia e o bailado do deus morto” (doc. no. 780339); “Recordação do Clube dos Artistas Modernos” (doc. no. 781340); “O voluptuoso e o inesquecível” (doc. no. 1110392); “A única arte que presta é a arte anormal” (doc. no. 1084943); and “Uma tese curiosa: a cidade do homem nu” (doc. no. 783858). See also the essay by Gilberto Freyre “Recordando Flávio de Carvalho” (doc. no. 1110809); and the lecture that Siqueiros gave at the CAM “Um authentico revolucionario da pintura” (doc. no. 777225)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Rubem Braga faz uma breve descrição da programação do CAM, que inclui bailes, conferências e exposições, entre elas uma de desenhos e esculturas de crianças e pacientes do hospital psiquiátrico do Juquery. As declarações de Flavio de Carvalho, presidente do clube, atêm-se ao Teatro da Experiência, que em seu breve período de atividade, entre 1933 e 1934, pesquisou meios de renovação das artes cênicas. A companhia de atores era formada por profissionais e amadores; as encenações privilegiavam gestos e figurinos tanto quanto a dramaturgia; os cenários não se constituíam de painéis pintados, como era habitual, mas de esculturas de alumínio e sólidos; o pano de boca era translúcido de maneira a permitir jogos de luz mais intensos... Nas palavras de Flavio, a intenção era chegar a um "teatro expressionista", uma arte com o "fator pensamento" mais em evidência do que o "fator emoção".

 

Ver também:

Carvalho, Flávio de. A epopéia do Teatro da Experiência e o Bailado ... RASM - Revista Anual do Salão de Maio, São Paulo, n.1, 6p., maio 1939.

 

e- Tendências políticas da arte moderna: expressionismo, realismo social, pintura mural

f- Revolução estética

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Researcher
José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil