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  • ICAA Record ID
    782825
    TITLE
    Familia Artistica Paulista: 1.a exposição do grupo dos artistas plasticos - catalogo
    IMPRINT
    São Paulo, Brasil : Hotel Esplanada, 1937
    DESCRIPTION
    10p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/Pamphlet – Catalogs
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    ALMEIDA, Paulo Mendes de. Familia Artistica Paulista: 1.a exposição do grupo dos artistas plasticos - catalogo. São Paulo: Hotel Esplanada, 1937. 3p. Catálogo.
    TOPIC DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This text can be found in the catalogue for the first group exhibition by the Família Artística Paulista (FAP), held at the exclusive Hotel Esplanada in São Paulo in November 1937. This group was largely made up of self-taught artists—among them, artists who were working as artisans. Included in its ranks were four artists who had already started to garner attention, all members of the Grupo Santa Helena: Francisco Rebolo, Mario Zanini, Fulvio Pennacchi, and Alfredo Volpi. This unsigned introduction is attributed to Paulo Mendes de Almeida and includes an epigraph from the journal Esprit Nouveau, written jointly by the painters Amédée Ozenfant and Charles-Édouard Jeanneret (the architect, Le Corbusier): “The value of a painting is based on its intrinsic qualities, not on whatever it may represent or narrate.” Undoubtedly, this sentence sums up the general aspirations of the group gathered in the FAP.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Catálogo da primeira exposição do grupo Família Artística Paulista, realizada em novembro de 1937, no Hotel Esplanada, em São Paulo. Participaram da mostra Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Armando Balloni, Arnaldo Barbosa, Arthur P. Krug, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo Gonsales, Hugo Adami, Humberto Rosa, Joaquim Figueira, Manuel Martins, Mário Zanini, Paulo Rossi Osir e Waldemar da Costa. O texto de apresentação, sem assinatura, é atribuído a Paulo Mendes de Almeida e traz como epígrafe uma citação de Ozenfant e Jeanneret, procedentes da revista francesa "Esprit Nouveau": "A pintura vale pela qualidade intrínseca dos elementos plásticos e não por suas possibilidades representativas ou narrativas". A sentença sintetiza as preocupações artísticas da agremiação.

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Annotations

The text introducing the Família Artística Paulista (FAP) describes a group of visual artists “without any prejudice of any school or trend,” only grouped based on a certain affinity in their interpretation of “the general principles that determine the meaning” of visual artwork. They did not form a group due to formal relationships such as “similarity of colors, forms or volumes.” It was, however, a great heterogeneity of trends represented by the participants in the exhibition: Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Armando Balloni, Arnaldo Barbosa, Arthur P. Krug, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo Gonsales, Hugo Adami, Humberto Rosa, Joaquim Figueira, Manuel Martins, Mário Zanini, Paulo Rossi Osir, and Waldemar da Costa. They state their “rejection” of academic painting, even refusing to align themselves with “the modern” due to “the misuse of that adjective.” Without joining any avant-garde trend, these artists acknowledge “what is fruitful in Fauvism, Cubism, Futurism, Orphism, Surrealism, etc.” “In their developing phases,” all these trends are only concerned with strengthening “the pure spirit and a simple conception of things.”

                                                                                       

Most of the members of the association known as Grupo Santa Helena were artists who were recent immigrants to Brazil, almost all Italians except Rebolo (who was Spanish). They had a shared workshop/studio in an elegant building on the Praça da Sé (in central São Paulo), in a building called the Palacete Santa Helena.

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Annotations

No texto de apresentação, a Família Artística Paulista é descrita como um grupo de artistas plásticos "sem preconceitos de escola ou tendência", reunido por afinidades na interpretação dos "princípios gerais que determinam o sentido" das produções artísticas, e não por parentescos formais, referentes "à semelhança de cores, formas ou volumes". Os integrantes declaram "repúdio" ao academicismo e evitam alinhar-se à denominação de "moderno", devido ao "mau uso que se tem feito" do adjetivo. Também não se filiam às correntes de vanguarda, mas aceitam o que "trouxeram de proveitoso o fauvismo, o cubismo, o futurismo, o orphismo, o surrealismo etc". Os novos artistas, "em período de formação de personalidade", manifestam-se dotados de "espírito virgem e concepção simples das coisas", imunes, portanto, à contaminação pelas "fórmulas e demais ‘idéias feitas’ no domínio das artes". Composta, sobretudo, por artistas autodidatas - entre eles, artistas que trabalhavam anteriormente como artesãos -, a Família Artística Paulista agregou os membros do Grupo Santa Helena: Francisco Rebolo, Mario Zanini, Fulvio Pennacchi e Alfredo Volpi. Na maioria recém-imigrados e, em grande parte, de origem italiana, estes pintores dividiam um ateliê comum no Palacete Santa Helena, na praça da Sé.

 

Ver também:

"O artista e o artesão" e "Esta Artística Família", ambos de Mário de Andrade

 

b- Agrupamentos e movimentos de renovação artística (década de 30 e40)

j- A artistas imigrados e agrupamentos

n- Valorização de aspectos intrínsecos às artes plásticas

Ver também: ANDRADE, Mário de. Esta paulista familia. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 1939. p. 14.

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Coleção de Artes Visuais - Instituto de Estudos Brasileiros da USP