Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    781956
    TITLE
    Tarsila antropófaga
    IN
    Crônicas da Província do Brasil. -- Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1937
    DESCRIPTION
    p. 215-217
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    BANDEIRA, Manuel. Tarsila antropófaga. In: BANDEIRA, M. Crônicas da Província do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1937. p. 215-217.
    TOPIC DESCRIPTORS
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This text is a report, possibly written in 1929, based on an exhibition of paintings by Tarsila do Amaral in São Paulo. The text establishes two distinctive periods in the artist’s work. One “with the universal, moving colors of the shantytowns” (Pau-Brasil period), in which the writer finds a poetic beauty “difficult to explain due to intellectual interference.” In the other period, the artist created work under the Constructivist art standards of a “cannibalistic aesthetics,” in which the expressive process “was stripped of any pictorial sensuality.” Bandeira found the latter work profoundly unsatisfactory.

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Synopsis

Trata-se de uma crônica, feita provavelmente em 1929 a partir da exposição da pintora Tarsila do Amaral em São Paulo. O texto distingue duas fases nas obras da artista. Na primeira, realizada com as "cores católicas e tão comoventes da caipirada", aquela relacionada à fase Pau-Brasil, o autor encontra um encanto e poesia "difíceis de explicar, porque a intervenção da inteligência atrapalha". Na outra, construída segundo a "estética antropofágica", o processo de expressão "é despojado em extremo de todas as sensualidades da pintura" e não lhe agrada.

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Annotations

This document presents the writer’s point of view, dividing the work of Tarsila do Amaral (1886–1973) into two periods. Bandeira responded to each of these periods very differently. In the writer’s opinion, the work executed in the first period, known as Pau-Brasil, associated with ingenuous, popular images, was fairly well received in Brazil and in Europe. From his point of view as a poet, Manuel Bandeira believes that it takes more time for the critic to assimilate the cannibalizing imagination. It is worth noting that in this article, the writer uses the term “abstract” to mean an artistic deformation of reality.

 

[There are illustrations rendered by the artist in the books Feuilles de route I. Le formose, by Blaise Cendrars [ICAA digital archive doc. no. 780879] and Pau Brasil, by Oswald de Andrade et al. (doc. no. 784909). As supplementary reading, also see the texts written by the artist: “Pintura Pau-Brasil e antropofagia” (doc. no. 784978); “Tarsila” (doc. no. 782543); “Tarsila: Rio-1929” (doc. no. 785011); and the interview, “Tarsila do Amaral, a interessante artista brasileira, dá-nos as suas impressões” (doc. no. 781904)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O documento revela que duas fases da pintura de Tarsila do Amaral provocam diferente empatia: a Pau-Brasil que figura uma imagem ingênua e popular, é bem aceita,  tanto no Brasil como na Europa; já a imaginação Antropofágica seria mais lentamente assimilada pela crítica. Notar que o autor usa o termo "abstrato" para denotar uma deformação plástica da realidade.

 

Ver também:

AMARAL, Tarsila. Tarsila do Amaral, a interessante artista brasileira, dá-nos as suas impressões. Correio da Manhã, Rio de Janeiro ? , 25 dez. 1923.

Tarsila. (exposição de 1929).

 

b- Cultura popular e folclore associados à brasilidade

b- Modernismo brasileiro e vanguarda européia

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Researcher
Equipe Brasil: Marco Andrade, Ana Paula Cohen
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Biblioteca do Instituto de Estudos Brasileiros da USP