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  • ICAA Record ID
    1111436
    TITLE
    Manifesto Flami-n’-assu
    NOTES

    Publicado posteriomente em:

    MEIRA, Clóvis; ILDONE, José; CASTRO, Acyr. Introdução à literatura no Pará. Belém: Cejup, 1990. p.292-294

    IMPRINT
    Belém, Brasil : [s.n.], 15 set. 1927
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Manifestoes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    BASTOS, Abguar. Manifesto Flami-n’-assu. Belém Nova, Belém, n.74, 15 set. 1927.
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This manifesto is a call for (cultural) independence and was written from “a high Amazonian plateau,” in the state of Pará (where the author hailed from). The proclamation uses typical expressions and references the myths, customs, and landscapes of the northern region of Brazil. Writer Abguar Bastos proposes a line of thought that can be placed “face to face” against the famous “Manifesto Pau-Brasil” published by Oswald de Andrade in São Paulo (1924) three years earlier. According to Bastos, when compared with the “Brazilwood manifesto,” the Flami-n’-assu expresses “greater sincerity” because it excluded influences from overseas and instead focused on a “nationalism” that would exalt the flora, fauna, customs, and characters of the Brazilian people and “spirit”. In other words: “Conservative, patriotic, and as nationalistic as yellow-green,” the objective of the Flami-n’-assu was to relay the history and natural grandeur of Brazil, as well as to amplify “the powerful voice” of the northern region of the country to the greatest extent possible.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O manifesto define-se como um apelo de independência (cultural), escrito desde a "ponta dum planalto amazônico", no Estado do Pará, com uso de expressões típicas e referências a mitos, costumes e à paisagem da região norte do Brasil. O escritor Abguar Bastos propõe, com este texto, uma corrente de pensamento destinada a ficar "cara a cara" com o "Manifesto Pau-Brasil", publicado por Oswald de Andrade, em São Paulo, três anos antes, em 1924. Entretanto, nas palavras do autor, o Flami-n’-assu, comparado ao Pau-Brasil, aspira a ser "mais sincero", por excluir vestígios transoceânicos e por expressar a "índole nacional", exaltando flora, fauna, hábitos e os caracteres formadores do povo e do "espírito" brasileiros. "Conservador, patriótico, verde-amarelo", Flami-n’-assu tem por objetivo conferir legenda à história e à grandeza natural do Brasil, além de harmonizar e amplificar a "voz poderosa" do Norte do país.

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Annotations

Originally known as the “Manifesto aos intelectuais paraenses,” it later came to be known as the “Manifesto Flami-n’-assu” (“the great flare,” in the Tupí language), and was published in the magazine Belém Nova (Belém, state of Pará, September 1927). The text, written by Abguar Bastos, was meant to be a response (formulated within the harsh conditions of northern Brazil) to the “modernist movement” that was launched in São Paulo through the Semana in 1922, as well as to the “Manifesto Pau-Brasil” (1924) written by Oswald de Andrade [see in the ICAA digital archive (doc. no. 781051)]. The recognition of the literary freedom of Flami-n’-assu—which ran counter to the purists and was ostensibly patriotic and “conservative”—sought to integrate the Amazonian zone to the cultural map of the nation through art that could transform the natural and social characteristics of the Amazonian region in order to define features of Brazilian nationality. Bastos’ research came to be reflected in the novel Terra de Icamiaba, which was published in 1931.

 

According to Mário de Andrade in chapter IX of his great work from 1928, Macunaíma: o herói sem nenhum caráter, the native term (and not the Greek one) for the “Amazon” [without breast] is the Tupí word “icamiabas.” There is a Spanish version of the book, Macunaíma (Barcelona: Seix Barral, 1977; Octaedro, 2005), which was trans/created by Héctor Olea.

 

[For another text by Bastos, see “Formação do espírito moderno” (doc. no. 1091410)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O "Manifesto aos intelectuais paraenses", conhecido como "Manifesto Flami-n’-assu" (em tupi, "grande chama"), foi publicado originalmente na revista "Belém Nova", no Estado do Pará, em setembro de 1927. O texto do escritor Abguar Bastos pretende-se uma resposta, formulada sob as condições culturais do Norte do Brasil, ao movimento modernista lançado em São Paulo, em 1922, e mais especificamente ao "Manifesto Pau-Brasil" de Oswald de Andrade, de 1924. A reivindicação de liberdade literária no Flami-n’-assu - contrária aos puristas e declaradamente patriótica, "conservadora" - passa pela inclusão da Amazônia no mapa da produção cultural do país à época, com uma arte que pudesse transfigurar características naturais e sociais da região para, assim, definir também traços de uma nacionalidade brasileira. O anseio modernista de Abguar Bastos se reflete no romance "Terra de Icamiaba", publicado em 1931.

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Biblioteca da Academia Paraense de Letras