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Synopsis

In this text, art critic Lisette Lagnado develops the concept “instauração” formulated by Tunga as a means to go beyond terms such as “instalação” and/or “performance,” which he deemed inapplicable. In Lagnado’s view, the word “instauração” captures “the fleetingness of events” in the artist’s work without becoming an aesthetic category in its own right; the term took hold as a result of international interest in the work of Hélio Oiticica, Lygia Clark, Tunga, and Cabelo. In this context, the word instaurar would refer to grasping a “spark of life” regardless of medium (painting or photography); applied to performance, the word implies the dislocation of the artist’s body as it moves toward alien bodies, the bodies of others. Lagnado analyzes “situações” created in the work of Tunga and of Laura Lima, where ritual combines with minimal movements. In a position informed by Arthur Omar, Lagnado asserts that what is at stake in artistic existence is displaced in “a passing step towards the material.” Temporality, she concludes, consists of “intensifying duration for as long as it lasts, no more.” 

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Synopsis

A crítica de arte Lisette Lagnado procura conceituar, neste artigo, o termo "instauração", cunhado pelo artista Tunga para substituir, segundo a autora, a aplicação imprópria dos termos "instalação" e "performance". O objetivo a que se propõe Lagnado é definir uma palavra capaz de abarcar a "fugacidade dos acontecimentos" num trabalho de arte, sem constituir, contudo, uma nova categoria estética. A atualidade do assunto se contextualiza, de acordo com a autora, no interesse internacional pela obra dos artistas Hélio Oiticica, Lygia Clark, Tunga e Cabelo. Instaurar seria, então, capturar a "fagulha da vida", não importando o meio de expressão, seja ele pintura, fotografia etc. Já a diferença da instauração para a performance estaria no deslocamento do foco do artista de seu próprio corpo para corpos alheios, sublinhando investigações sobre a "fricção com o outro", a "tensão entre identidade e sociedade", por meio de um corpo que se torna, no trabalho, "pura matéria". Lagnado analisa "situações" criadas por Tunga e Laura Lima, nas quais aspectos ritualísticos mesclam-se a atos mínimos, às vezes imperceptíveis. Para a autora, que se apóia em declarações de Arthur Omar, o problema colocado pela instauração se refere também às condições de existência de um artista que expõe os resíduos de uma "passagem transitória sobre a matéria". A temporalidade, conclui Lagnado, nunca exerceu tantos efeitos nem tomou expressão tão direta na arte como na instauração, por "intensificar a duração apenas enquanto ela está durando".

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Annotations

This text by Lisette Lagnado attempts to define the concept of “instauração” in relation to artwork akin to installation in terms of spatiality. The term combines everyday space and a space that is in terms of time, similar to performance; without the direct participation of the artist, the work provides the viewer with a sensorial experience that goes beyond vision in the usual sense of the word. In developing this concept, Lagnado looks to works by Hélio Oiticica, Lygia Clark, Arthur Omar, Tunga, Cabelo, Laura Lima, and others. 

 

Lisette Lagnado (b. 1961) is an art critic, curator, and educator. Since the eighties, her work has engaged with recent contemporary art. She was instrumental to the Projeto Leonilson, undertaken shortly after the death of artist José Leonilson (1994) in order to put together a catalogue raisonné of his work so that it could circulate more widely. Lagnado curated the twenty-eighth São Paulo Biennial (2006).

 

For further reading, see the following texts by Lagnado: “La instauración, entre la instalación y la performance” (ICAA digital archive doc. no. 1111435), “A bienal desmontada” (doc. no. 1111321), and “Desejo de servir” [Serving desire] (doc. no. 1111262). See as well her interviews with Sheila Leirner (doc. no. 1111294), Thomas Cohn (doc. no. 1111322), Fernando Milan (doc. no. 1111293), and José Leonilson (doc. no. 1110768).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O texto da crítica e curadora Lisette Lagnado tenta definir "instauração" como o trabalho de arte cuja espacialidade está próxima à da instalação, misturado ao espaço comum da vida, e cuja temporalidade o aproxima da perfomance, embora sem a participação direta do artista e a fim de proporcionar ao espectador uma experiência sensorial para além da visão. Para essa conceituação, a autora tem em mente obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Arthur Omar, Tunga, Cabelo e Laura Lima, entre outros.

 

c- reciclagem de meios e processos artísticos        ver tb L

k- Arte acontecimento

k- Arte e vida. Corpo

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduced with permission of Lisette Lagnado, São Paulo, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP