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  • ICAA Record ID
    1111422
    TITLE
    Manifestos: Porque somos e não somos tropicalistas
    NOTES

    Publicado originalmente em:

    Jornal do Commercio, Recife, 20 abr. 1968.

    IMPRINT
    Recife, Brasil, 20 abr. 1968
    DESCRIPTION
    1 p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – Manifestoes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    BRITTO, Jomard Muniz de. Manifesto: Porque somos e não somos tropicalistas. In Jornal do Commercio. Recife, 20 de abril de 1968. [Transcription]
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

This newspaper article on the “Manifesto tropicalista” reproduces the text of the proclamation in nine sections. It begins stating its open opposition to the generalized cultural inactivity and against syncretism and protest trends. It declares to be in support of the different proposals by artists such as Glauber Rocha (in cinematography), José Celso Martinez Corrêa (in theatre), Hélio Oiticica (in the Visual Arts), as well as those by avant-garde poets and musicians. It also declares itself as a provisional movement that stands up for insanity, reality and radicalism.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O artigo noticia o manifesto tropicalista e transcreve seu texto, que consta de nove itens. O manifesto coloca-se contra o marasmo cultural da região e contra as correntes sincretistas e de protesto. Propõe apoio a Glauber Rocha, José Celso Martinez Corrêa, Hélio Oiticica e aos poetas e músicos da vanguarda. Declara a transitoriedade do movimento e a defesa da loucura, do sexo, da realidade e da radicalidade.

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Annotations

In Pernambuco, the first publication of the “Manifesto tropicalista” was in Olinda (the old city next to Recife) at the exhibition by Marcos Silva, a member of a group of poets of the state of Rio Grande do Norte (April 19, 1968) that took place at the Varanda gallery. In support of the “Tropicalista” movement, the proclamation was almost simultaneously made public in Rio de Janeiro and in Bahia. Tropicália was the title of a work by Hélio Oiticica that was included in the exhibition Nova Objetividade Brasileira (April of 1967) at the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). The same title was used by the singer-songwriter Caetano Veloso for a famous song, and, then, for an album with a collection of popular Brazilian music or MPB (Música Popular Brasileira). The cultural movement known in Brazil as “Tropicalismo” or “Tropicália” revolved around these musical trends, and was also influenced by theatre, cinema and certain areas in the Visual Arts.

 

Jomard Muniz de Britto (b. 1937) is a poet and essayist who participated in various cinema projects and multimedia works. He was the one who articulated avant-garde poetry and “tropicalismo” poetics in the northeastern region of the country in the 1960s. Aristides Guimarães is a music composer of popular music. Celso Marconi is a journalist and film critic.

 

[For additional information, as a complementary text and background of the manifesto, see in the ICAA digital archive also by Jomard Muniz de Britto, “Inventário de nosso feudalismo cultural” (doc. no. 1111421), taken from his book Bordel brasileiro bordel (Recife: Comunicarte, 1992);  the text by Hélio Oiticica on his work Tropicália (doc. no. 1074985); and the analysis of the songs relating to the Tropicália trend written by Celso Favaretto in “O procedimento cafona” (doc. no. 1110507)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O primeiro manifesto tropicalista dos artistas de Pernambuco foi lançado na galeria Varanda, em Olinda, Pernambuco, na exposição de Marcos Silva, do grupo de poetas do Rio Grande do Norte em 19 de abril de 1968. O manifesto acontece em apoio ao movimento tropicalista iniciado no Rio de Janeiro e na Bahia, Tropicália é o título de um ambiente criado pelo artista Hélio Oiticica para a exposição "Nova Objetividade Brasileira", realizada em abril de 1967 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O nome foi utilizado para batizar uma canção do cantor e compositor Caetano Veloso e, posteriormente, um álbum musical composto coletivamente. O movimento cultural brasileiro denominado de Tropicalismo ou Tropicália se desenvolveu principalmente na música popular, com aproximações do teatro, do cinema e das artes plásticas. Jomard Muniz de Britto é poeta e ensaísta, com aproximações com o cinema e obras multimídia. Foi articulador da vanguarda da poesia e do tropicalismo no nordeste. Aristides Guimarães é compositor de música popular. Celso Marconi é jornalista e crítico de cinema.

 

Ver também:

BRITTO, Jomard Muniz de ET alii. Inventário de nosso feudalismo cultural. In: BRITTO, Jomard Muniz de. Bordel brasileiro bordel. Recife: Comunicarte, 1992, p.81-83.

 

c- Mistura tropicalista

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Researcher
Equipe Brasil: Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH/USP