Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

www.mfah.org Home

IcaadocsArchive

Document first page thumbnail
  • ICAA Record ID
    1111342
    AUTHOR
    Science, Chico, 1967-1997
    TITLE
    Caranguejos com cérebro
    IMPRINT
    Recife, Brasil : Sony Music/Chaos, 1994
    DESCRIPTION
    ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Other – Other
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Science, Chico and Fred Zero Quatro. "Caranguejos com cérebro." In Da lama ao caos. Recife: Sony Music/Chaos, 1994.
    TOPIC DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
    ADDITIONAL AUTHORS
    Zero Quatro, Fred
Editorial Categories [?]
Synopsis

This manifesto is divided into three sections that reflect the swamp zones [“mangues”] encircling Recife (the capital of the state of Pernambuco): (1) Mangue, the concept; (2) Manguetown, the city; (3) Mangue, the scene. (1) The text maintains that the outwardly inhospitable swamps are actually an extraordinary nursery (for plants, fish, micro-organisms, organic matter…an alive and fertile environment); (2) Manguetown is the product of this biodiversity, although it is hindered by the dishonor of an incomplete modernity; (3) the swamp is an environment for cultural and artistic investigation that seeks to counteract stagnation in order to rescue urban creativity. It generates an “energetic circuit” that connects the energy of the swamp to the “world-wide network circulating Pop concepts.”

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Dividido em três partes - Mangue, o conceito; Manguetown, a cidade; Mague, a cena - , o manifesto defende, em sua primeira parte, que os aparentemente inóspitos manguezais do Recife constituem viveiro explosivo de plantas, peixes, micro-organismos, matéria orgânica, um ambiente vivo e fértil. Na segunda parte, o mangue é tranformado em metáfora e o conceito é aplicado na analise da metrópole em si, a "Manguetown", considerada fruto dessa diversidade, mas estagnada pelas mazelas da modernidade incompleta. A última parte apresenta a "cena" mangue, um ambiente de experimentação cultural e artística, interessado em combater a paralisia e resgatar a criatividade da cidade, gerando um "circuito energético" que conecta a energia do mangue à aquela da "rede mundial de circulação de conceitos pop".

Revert to English synopsis
Annotations

This text (1991) by Fred Zero Quatro—leader of the musical group Mundo Livre S. A.— became the manifesto for the “mangue beat” movement founded by Chico Science, Nação Zumbi and Mundo Livre S. A. in Recife (state of Pernambuco). It was published on the cover for the disc “Da lama ao caos” (From Mud to Chaos), the debut of Chico Science and Nação Zumbi (1994). “Mangue beat” combined the rhythms of northeastern Brazil (maracatú) that were connected to a carnival street band of African influenced music called Lamento Negro (from the Peixinhos barrio in the nearby city of Olinda). It also included the rock post-funk beat of the urban youth of Recife. The manifesto was titled “Caraguejos com cérebro” [Crabs with brains] and it defended both a posture that was linked to tradition, and an acceptance of external influences: its emblem encompasses this idea: a parabolic antenna anchored in the mud.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O texto de Fred Zero Quatro, líder da banda Mundo Livre S. A., escrito em 1991, torna-se manifesto do movimento mangue beat (ou bit, a grafia varia), iniciado por Chico Science, Nação Zumbi e Mundo Livre S. A., em Recife, Pernambuco. É publicado no encarte do disco "Da Lama ao caos", com o qual se dá a estréia de Chico Science e a Nação Zumbi, em 1994. O mangue beat, como estilo musical, nasce a partir da fusão de ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, através do contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda, com o beat característico do rock pós-punk feito pela juventude urbana de Recife. Intitulado "Caranguejos com cérebro", o manifesto defende uma postura ao mesmo tempo de enraizamento na tradição e de abertura para as influências externas, simbolizado por seu emblema, uma antena parabólica colocada na lama.

 

Ver também:

ANJOS, Moacir. Local/global, arte em trânsito. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005.

 

m- local e global

Revert to English annotations
Researcher
Fernanda Pitta
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Acervo Pessoal Fernanda Pitta