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Synopsis

This interview with art dealer Thomas Cohn took place on the occasion of the fifth anniversary celebration of the opening of his gallery in Rio de Janeiro. The background of those first five years is the pictorial axiology of the Geração 80, although, according to interviewer Lisette Lagnado, the approach the gallery took has been critical as well as commercial. Cohn is a businessman, but is also committed to taking risks on new artists. While Cohn initially focused on well-established artists, he gradually made room for the work of younger contemporary artists whom he, perhaps mistakenly, calls “avant-garde.” Cohn states that the largest contemporary art markets are in Germany and the United States (countries in which he has contacts), although those markets take little interest in Brazilian art. In a radical stance, Cohn asserts that the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) is obsolete because it no longer performs its function of keeping the art scene active—a task that now falls on galleries.

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Synopsis

Lisette Lagnado entrevista o marchand Thomas Cohn no ano de comemoração de cinco anos de sua galeria. Na opinião de Cohn, que começou como colecionador interessado sobretudo pela Geração 80, o galerista também possui uma função crítica, apesar de ser um comerciante, e deve lançar novos artistas. Cohn iniciou suas atividades como marchand trabalhando com artistas consagrados e só mais tarde passou a apoiar jovens artistas, ou seja, as "vanguardas", como ele entende a atividade artística contemporânea. Segundo Cohn, os maiores mercados de arte contemporânea nesse período estão nos Estados Unidos e Alemanha, com os quais ele mantém mais contatos, apesar da arte brasileira ainda despertar pouco interesse no exterior. Cohn afirma que o museu de arte moderna carioca já não exerce sua função e que as galerias assumiram a responsabilidade de manter o meio artístico ativo.

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Annotations

When this interview was held, the gallery of Thomas Cohn was located in Rio de Janeiro (it would move to São Paulo in 1997). Looking back at the Rio art scene of the sixties, Cohn asserts that the most important galleries were the Petite Galerie, the gallery of Jean Boghici, Relevo, and Bonino (which had branches in Buenos Aires and in New York); starting in 1965, the galleries of Luiz Buarque de Holanda and Paulo Bittencourt were also important; Saramenha did not gain importance until the eighties—an intense period during which Cohn took part in meetings with gallerists geared at finding solutions to problems of infrastructure (the infrastructure of artistic production and of the art market)—and discussed starting a magazine. Regarding the São Paulo Biennial, Cohn understands that the purpose of the event is to inform the general public about what is happening in contemporary art. He openly criticizes approaches he deems overly broad, such as “Utopia vs. Reality”—the overriding theme of the nineteenth São Paulo Biennial (1987) organized by curator Sheila Leirner. Cohn does support Leirner for eschewing what he considers an outdated model based on national exhibitions. 

 

For other texts by Lagnado, see “La instauración, entre la instalación y la performance” (ICAA digital archive doc. no. 1111435), “A bienal desmontada” (doc. no. 1111321), and “Desejo de servir” [Serving desire] (doc. no. 1111262). See also interviews with Sheila Leirner (doc. no. 1111294), Fernando Milan (doc. no. 1111293), and José Leonilson (doc. no. 1110768).

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Annotations

Na época dessa entrevista, a galeria de Thomas Cohn possuía sede no Rio de Janeiro, transferindo-se para São Paulo apenas em 1997. Para Cohn, as galerias cariocas mais importantes foram, na década de 1960, a Petite Galerie, a Jean Boghici, Relevo e Bonino; a partir de 1965, a de Luiz Buarque de Holanda e Paulo Bittencourt; nos anos 80, a Saramenha. Nesse período, Cohn participa de reuniões entre galeristas nas quais discutem soluções para a infra-estrutura carente do meio artístico local e a viabilização de uma revista de arte. Quanto à Bienal de São Paulo, Cohn entende que a função do evento é informar sobre arte contemporânea. Critica, entretanto, temas para ele abrangentes demais, como Utopia X Realidade, proposta da curadora Sheila Leirner para a 19ª Bienal (1987). Apesar disso, concorda com Leirner: o evento não deve voltar às representações nacionais.

 

Ver também:

LAGNADO, Lisette. Entrevista: Sheila Leirner. Em: Galeria. São Paulo, Área, 1989, n.16;
LAGNADO, Lisette. Entrevista: Fernando Millan. Em: Galeria. São Paulo, Área, 1988, n.12.

 

m- Novo formato do empreendimento artístico e agenciamentos da sociedade de mercado

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Researcher
Equipe Brasil: Ana Cândida Avelar
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduced with permission of Lisette Lagnado, São Paulo, Brazil
Location
Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo