Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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Synopsis

In this text, Ronaldo Brito analyzes Amilcar de Castro’s work in the media of sculpture and drawing. He discusses the connections between de Castro’s production and modern sculpture. Brito asserts that de Castro’s art formulates a rejection of the idea of the monument. He defines de Castro’s poetics as “the drama of the heretofore,” and states that his sculpture constitutes an exhaustive questioning of the problem of space insofar as it makes the viewer aware of its contemporary dimension and of the nonexistence of a complete world as well as the unstable nature of “the real.” The paradoxical appearance of de Amilcar’s sculpture, which consists of “bent” metal, is the result of a transitory and transparent gesture in relation to a thick and resistant material. Brito also explains the temporal dimension of sculpture, revealing that space is necessarily alive with the vital pulse of life. The sphere of the daily is a terrain of expansion, rather than dissolution, in Amilcar de Castro’s art. Matter is integrated into the social by means of reason insofar as it is forced to internalize its distance and secret. The sculpture of de Amilcar therefore combines a spirit of elegance (the project) and the visual baroque (the invisible curve of movement). Brito asserts that de Castro does not attempt to effect the dissolution of the art object; his work refuses to be either a mimetic “double” or a “logical model.” In the end, it entails neither commentary nor parenthesis; art is an integral and constituent part of a reality that cannot be tamed or formalized by any discourse.

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Synopsis

O texto analisa o trabalho em escultura e desenho de Amilcar de Castro. Discute sua relação com a escultura moderna e sua recusa à idéia de monumento. Define sua poética como a do "drama do vir a ser". Considera que sua escultura consegue por em questão todo o espaço, conscientizando o espectador de sua dimensão contemporânea, da inexistência de um mundo pronto, da instabilidade do real. O paradoxo da escultura de Castro, o ferro flexível, surge da combinação indissociável de um gesto transitório e transparente com uma matéria espessa e resistente. Explicita a dimensão temporal da escultura, demonstra que o espaço é pulsação de vida. Para o autor, a arte de Castro não se dissolve no cotidiano, mas o amplia. A razão socializa a matéria e é obrigada a interiorizar seu alheamento e segredo. A escultura combina um espírito de elegância (o projeto) a uma visualidade barroca (a curva invisível do movimento). Afirma que o artista não pretende a dissolução do objeto de arte. Sua escultura se nega a ser tanto um duplo mimético do mundo, quanto seu modelo lógico. Nem comentário nem parênteses, a arte seria parte integrante e constitutiva de um real que não é domado nem formalizado por nenhum discurso.

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Annotations

Ronaldo [Correia de] Brito (b. 1951), from the state of Ceará, is one of the most important and influential art critics active in Brazil today. His essays have been published in books, journals, and exhibition catalogues. A founder of the magazines Malasartes and Gávea, he is a regular contributor to the newspaper Opinião. In the seventies, Brito was a leading figure in the re-assessment of the Neo-Concrete movement and its legacy for contemporary art from Brazil.

 

In this text, Brito assesses the sculpture of Amilcar de Castro (1920–2002) who he believed was able to use form to formulate the dilemmas of art and of the contemporary world. This text has much in common with an essay by Brito first published in the book Camargo (São Paulo: Edições Akagawa, 1990), and then in Sérgio Camargo (São Paulo: Cosac and Naify, 2000). In the view of art critic Rodrigo Naves, Brito looks to artists from earlier generations in an attempt to find new paradigms for Brazilian art. His aim is to reflect on models capable of formulating an experience unfettered by no longer-relevant rhetoric regarding the oneness of life and art characteristic of Neo-Concrete splitting in works by Lygia Clark and Hélio Oiticica. 

Art critic Ferreira Gullar asserts that although Amilcar de Castro’s art entails exceedingly rigorous “geometry,” it indisputably operates on Neo-Concretism. Regarding this, see “Esculturas de Amilcar de Castro” [doc. no. 1091573].

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Annotations

Neste texto, Brito faz uma caracterização do trabalho de Amilcar de Castro, considerando um escultor que é capaz de formalizar os dilemas da arte e do mundo contemporâneo. O texto possui muitas afinidades com o ensaio publicado no livro "Camargo" (edições Akagawa, 1990) e republicado em "Sergio Camargo" (Cosac & Naify, 2000), pois, como afirma o crítico Rodrigo Naves, Brito parece buscar artistas anteriores à sua geração na tentativa de encontrar novos paradigmas para a arte brasileira. Refletir sobre possíveis modelos que pudessem propor uma experiência afastada da retórica da unidade entre arte e vida, característica dos desdobramentos do neoconcretismo na obra de Lygia Clark e Helio Oiticica.

 

Ver também:

NAVES,  Rodrigo. Atrás da tradição. in: BRITO, Ronaldo. Sergio Camargo. São Paulo: Cosac & Naify, 2000.
BRITO, Ronaldo. Camargo. São Paulo: Edições Akagawa, 1990.

 

g- Contribuição de artistas ao projeto construtivo brasileiro

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Researcher
Fernanda Pitta
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Ronaldo Brito, Rio de Janeiro, Brazil
Location
Instituto de Arte Contemporânea