Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111295
    TITLE
    Depois das vanguardas
    IMPRINT
    São Paulo, Brasil : [s.n.], ago. 1983
    DESCRIPTION
    12 p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    ARANTES, Otília Beatriz Fiori. Depois das vanguardas. Arte em Revista, São Paulo, ano 5, n.7, p. 4-8;10-12;14-15;18;20, ago. 1983.
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Synopsis

While this analysis of contemporary Brazilian art by Otília Arantes focuses on the period that spans from 1965 to 1969, it comments as well on the fifties, seventies, and eighties. For the sixties generation, Arantes argues, making art meant engaging in politics, that is, taking a stance against the repressive regime that took power pursuant to the military coup in 1964 and against the resulting conformism. Abstraction was eschewed in favor of a strain of realism and the “nova objetividade”; experimentalism, even a notion of “anti-art,” was pursued in a combination of art, life, and action that attempted to go beyond the limits of “the artistic.” Art would penetrate the (mined) fields of the political-ethical-social and of collective production. Joining the violence of destruction and the impulse to construction in the spirit of the historic avant-gardes, the sixties and seventies evidenced in no uncertain terms disillusion with the modern project. A strident attitude, along with the absurd, was seen as an efficacious weapon of protest. The idea was to undermined order, to reject art as merchandise, and to cultivate ambiguity as tactic of resistance. As political repression grew harsher in Brazil, art moved underground, though that space was gradually absorbed by the status quo.

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Synopsis

Otilia Arantes tece uma análise da arte contemporânea brasileira, concentrando-se nos anos de 1965 a 1969, e comentando a produção dos anos 1950, 70 e 80. Afirma que, para a geração de 1960, fazer arte significava fazer política. Para os artistas era necessário ter uma postura agressiva contra o regime, de não conformismo. Tal espírito vai marcar, segundo a autora, o abandono da abstração por uma arte realista (Schenberg), ou da nova-objetividade (Oiticica). Esta arte procurava instaurar um mundo experimental - ampliar o campo imaginativo e atuar na criação do mundo - era na verdade uma anti-arte - pois a conjugação arte-vida-ação visava romper com os limites artísticos trazendo a arte para o campo político-ético-social, como forma de atuação, produção coletiva. Tais questões são centrais, por exemplo, à atuação de Oiticica. Ao unir violência destruidora e impulso construtivo, no espírito das vanguardas do início do séc. XX, a tônica da arte dos anos 1960-1970 trazia a desilusão com o projeto moderno. Combinava o ultrapassado com o ultramoderno. Valia-se do absurdo e da estridência como arma de denúncia. O lema era subverter a ordem, recusar a identidade arte-mercadoria, cultivar as ambigüidades como estratégia de resistência. Com o recrudescimento da repressão política, a arte refugia-se no under, no marginal, embora tal atitude venha a ser incorporada rapidamente ao status quo. Por fim, o texto também considera aporética a arte da segunda metade dos anos 1970 e 80, relacionada ao grupo "Malasartes", e duvida de sua potencialidade crítica.

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Annotations

In this text, Otília Arantes offers a broad critical overview of art from Brazil during the first years of a military dictatorship that would last for two decades, from 1964 to 1985. She addresses the dead-ends that modernization in Brazil had run into and the conservative turn resulting from authoritarianism. Influenced by the work of art critic and political activist Mário Pedrosa, Arantes engages Pedrosa’s idea of a “rearguard” art or an art of “resistance” given the failure or infeasibility of the avant-gardes. Arantes considers Pedrosa’s stance overly rigid, and she broadens it by looking to the dialectical vision Roberto Schwarz put forth in his widely read “Cultura e Política 1964-69,” published in 1970.

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Annotations

Nesse texto de grande fortuna crítica, Otilia Arantes faz uma análise da produção artística brasileira, sobretudo dos anos 1960 e 1970, refletindo sobre como ela responde aos impasses da modernização no Brasil e à guinada conservadora da política nos anos 1960. Sob influência das análises de Mario Pedrosa, desenvolve a idéia desse crítico que propunha, como resposta ao fracasso das vanguardas, uma arte de "retaguarda", de resistência. Também propõe uma aproximação ao ensaio de Roberto Schwarz "Cultura e Política 1964-69" (1970), embora pareça considerar os juízos do crítico rigorosos demais.

 

Ver também:

BO BARDI, Lina. Design no impasse. Malasartes. N. 2. Jan e fev de 1976.
OITICICA, H. Situação da vanguarda no Brasil. Arte em Revista, n.2, 1979.
OITICICA, H. Esquema geral da nova objetividade. in: Catálogo Nova Objetividade Brasileira. Rio de Janeiro: MAMRJ, 1967.
PEDROSA, Mario. Variações sem tema ou a arte da retaguarda. In: ARANTES, Otília B. F. (org.). Política das artes/ Mário Pedrosa textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.
SCHENBERG, Mario. Um novo realismo. in: Proposta 65. São Paulo, FAAP, 1965.
SCHWARZ, Roberto. Remarques sur la culture et la politique au Brésil - 1964/1969, Le Temps Modernes, 288, 1970; republ. Cultura e política 1964-69.  in: O Pai de Família e outros estudos. São Paulo: Paz e Terra, 1978.

 

e- Reflexões sobre transformações históricas, perspectivas políticas e sentido social da arte

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Researcher
Equipe Brasil: Fernanda Pitta
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP