Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111294
    TITLE
    Entrevista : Sheila Leirner / Lisette Lagnado
    IN
    Galeria : revista de arte (São Paulo, Brasil). -- No.16 (1989)
    DESCRIPTION
    p. 74-76; 78; 80; 82; 84; 86
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Interviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Lagnado, Lisette. "Entrevista: Sheila Leirner." Galeria (São Paulo, Brasil), no. 16 (1989): 74-76; 78; 80; 82; 84; 86.
    NAME DESCRIPTORS
    Leirner, Sheila, 1948-
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
    ADDITIONAL AUTHORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

This text is an interview by art critic Lisette Lagnado with Sheila Leirner, the curator of the XVIII and XIX São Paulo Biennials. Leirner asserts that she believes that the tasks of art criticism and curating are of equal importance. Her education and training did not ensue in the academic sphere, but instead, through her travels and her work in the press. According to Leirner, the function of curating is to observe contemporary art and to bring it to bear on institutions, providing a critical vision of the exhibition in question while furthering “aesthetic” concerns through criticism. Regarding the role of gallerists, Leirner states that they must motivate by means of an innovative vision of contemporary art even if that means exhibiting work that is difficult to sell or showing the work of Brazilian artists abroad. Gallerists should not be affiliated with cultural institutions because they are influenced by the interests of the art market. Lastly, Leirner asserts that the mission of the São Paulo Biennial consists of showing new talent, supporting well established artists, and forging historical connections between contemporary art and tradition. 

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Synopsis

A crítica Lisette Lagnado entrevista Sheila Leirner, curadora da 18ª e 19ª Bienais de São Paulo. Segundo Leirner, tanto crítica como curadoria são atividades igualmente importantes e sua formação teria se dado por meio do trabalho de imprensa e em viagens, e não na universidade. De acordo com Sheila Leirner, a função do curador é observar a arte contemporânea e trazê-la para a instituição, justificar criticamente a mostra e desenvolver questões estéticas por meio de crítica. Quanto ao galerista, pode incentivar um outro olhar sobre a produção contemporânea, ao expor obras invendáveis ou levar artistas ao exterior, mas não deve participar de instituições culturais porque está atrelado a interesses de mercado. Leirner afirma que as funções da Bienal são: mostrar novos talentos, apoiar artistas consagrados e traçar relações históricas entre a arte contemporânea e a tradição.

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Annotations

In this interview by Lisette Lagnado, Sheila Leirner asserts that as biennials are exhibitions, their format must be “analogous to language,” that is, works should be juxtaposed with no intention of representing individual nations. In Leirner’s view, this approach will give shape to new readings of the work and cast off the political messages imposed on art. Leirner’s global vision of art is evident in this interview, in her work as the curator of the biennial, and in articles authored by her and published in the seventies, among them “A ponte da real identidade” [doc. no. 1075665]. More recently, in an overview of biennials entitled “A Bienal faz 50 anos: onde fica a arte?,” Leirner returns to some of the ideas expressed in this interview and in earlier publications: the pursuit of art without borders, biennials geared to diversity and critical analysis, and other factors to be considered in putting together mega-exhibitions.

French-Brazilian journalist and art critic Sheila Leirner formed part of the Conselho de Arte e Cultura da Bienal from 1982 to 1983. She was the curator of the XVIII São Paulo Biennial held in 1985 and of the XIX Biennial held in 1987. After studying the sociology of art in France, she worked as an art critic for the newspaper O Estado de S. Paulo in 1975. A compilation of her essays was published under the title Arte e seu tempo (São Paulo: Editôra Perspectiva, 1991). Since 1991, she has lived in Paris where her work involves art administration. She was the Latin American representative to the Galerie nationale du Jeu de Paume from 1993 to 1999 and was a member of the French chapter of the International Association of Art Critics (AICA). She has contributed to countless magazines and supplements in France and Brazil, among them Beaux-Arts Magazine, Europe Magazine Littéraire, Revista da USP, and Cadernos de Literatura Brasileira. She sits on the UNESCO-ASCHBERG Bursaries for Artists.

Researcher, art critic, and writer Lisette Lagnado (b. 1961) has done extensive work with the Projeto Leonilson, created shortly after the time of that artist’s death in 1994. The initial aim of the project was to put together a catalogue raisonné of Leonilson’s work to facilitate its dissemination. A close collaboration with the Serviço Social da Indústria, Lagnado’s work with the project—specifically, the publication of a book and the organizing of an exhibition—constitute the most successful effort of the project to date (see “Leonilson: símbolos coloridos” [doc. no. 1110768]).

Sheila Leirner was the chief curator of the two São Paulo biennials mentioned above. Those events are presented in her “Introdução” to the XVIII International São Paulo Biennial in 1985 [doc. no. 1111107] and “Introdução” to the international XIX São Paulo Biennial in 1987 [doc. no. 1110910].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Nesta entrevista, Sheila Leirner defende que as exposições bienais adotem "montagem por analogia de linguagem", isto é, na qual as obras aparecem justapostas sem representações nacionais. O que levaria a novas leituras das obras, além de se opor aos limites geopolíticos quando se trata de arte. Essa visão de arte global, que transparece não só na entrevista, mas também em seu trabalho como curadora da Bienal, é confirmada pela crítica que publica em artigos da década de 1970, como "A ponte da real identidade". Recentemente, no balanço feito pela Bienal, em "A Bienal faz 50 anos: onde fica a arte?", Leirner retoma idéias expostas na entrevista e em textos anteriores, como a de uma arte sem fronteiras e a de Bienais orientadas pela diversidade e pela análise crítica, além de outros aspectos que envolvem uma megaexposição.

 

Ver também:

LEIRNER, Sheila. A ponte da real identidade (1980), em: Arte como medida: críticas selecionadas. São Paulo, Perspectiva, 1982. (artigos publicados entre 75 e 82).

 

m- Internacionalização da cultura. Artista cidadão do mundo.

m- Novo formato do empreendimento artístico e agenciamentos da sociedade de mercado

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Researcher
Ana Cândida Avelar
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Sheila Leirner, Paris, France.
Reproduzido com o consetimento de Lisette Lagnado, São Paulo, Brasil
Location
Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo