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Synopsis

In this text, Mario Ramiro comments on Construção Selvagem, a show of artists from Minas Gerais held at the Centro Cultural São Paulo. The author asserts that by bringing together various artists, group shows give rise to reflection and illustrate differences. He does not mention the role of legitimizing critics or discourse. He does, however, discuss the organization of the group [whose work is featured in the show] and the Constructivist framework provided by Hélio Oiticica. Ramiro points out that the artists in the exhibition and their works are influenced by popular arts and primitive cultures; they make use of inventive techniques as well as appropriation, serial composition, and applied geometry. All of the artists in the show, Ramiro admits, employ a palette of pure colors and engage in the process of “deconstruction” [by various means]. He highlights the use of non-industrial organic materials and ways of occupying space. Ramiro is adamant in his opposition to the term “savage” included in the exhibition title, asserting that the impulse of a creative anarchy is instead at stake, which is either absent or difficult to locate in contemporary art.

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Synopsis

Mario Ramiro comenta exposição "Construção Selvagem" de artistas de Minas Gerais, realizada no Centro Cultural São Paulo. Aprecia a oportunidade proporcianada pelas exposições coletivas para a convivência e a reflexão, com simpatia pelas diferenças. Dispensa a presença de críticos e discursos legitimadores. Comenta a organização do grupo e a referência construtiva dada por Hélio Oiticica. Percebe os artistas do grupo sensibilizados pela arte popular e culturas primitivas, pelas técnicas inventivas, por procedimentos da apropriação, serialismo, geometrização, adotam paleta de cores puras e processos de desconstrução. Destaca a aproximação às matérias orgânicas não industriais, e modos de ocupação do espaço. Refuta o termo "selvagem", presente no título da mostra, ponderando que se trata da vontade de uma anarquia criativa, ausente e difícil na expressão contemporânea.

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This article discusses the show Construção Selvagem held in Belo Horizonte, state of Minas Gerais, and at the Centro Cultural São Paulo. The following artists were selected to participate in the exhibition: Marconi Drummond, Ricardo Homen, Solange Pessoa, Cristiano Rennó, Roberto Bethônico, Claudia Renault, and Mabe Bethônico. The following artists were connected to the group studio in the capital of Minas Gerais: Marconi Drummond, Roberto Bethônico, Junia Pena, Fabiola Moulin, Ricardo Homen, Solange Pessoa, Nydia Negromonte, and Mabe Bethônico. Formed in 1989 and active until 1991, the group, which renewed the Belo Horizonte contemporary art scene, held the following exhibitions: Primeira Mostra do Desenho Simulado, Poética do Acaso, and Construção Selvagem. The most outstanding member of the group was indisputably Mabe Bethônico, an artist who would go on to participate in the XXVII and XVIII São Paulo Biennials.

Along with Hudinilson Jr. and Rafael França, artist Mario Ramiro was a member of the 3Nós3 [ThreeWeThree] group. Formed in 1979 and active in São Paulo until 1982, the group was geared to collective action in the urban space. Later, Mario Ramiro’s work would focus on technology and experiences informed by science. He is currently a professor at the Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). 

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O artigo comenta a exposição "Construção Selvagem", realizada nem Belo Horizonte, Minas Gerais, e no Centro Cultural São Paulo, em São Paulo. Integraram a mostra: Marconi Drummond; Ricardo Homen; Solange Pessoa; Cristiano Rennó; Roberto Bethônico; Claudia Renault e Mabe Bethônico. Fazem parte do ateliê coletivo de Belo Horizonte os artistas Marconi Drummond; Roberto Bethônico; Junia Pena; Fabiola Moulin; Ricardo Homen; Solange Pessoa; Nydia Negromonte e Mabe Bethônico. O grupo, formado em 1989, realizou até 1991 as mostras: "Primeira Mostra do Desenho Simulado"; "Poética do Acaso" e "Construção Selvagem", e constitui uma renovação da arte contemporânea em Belo Horizonte, destacando-se Mabe Bethônico, que participará das XXVII e XVIII Bienais de São Paulo. Mário Ramiro é artista. Fez parte do grupo 3Nós3, atuante entre 1979 e 1982 em São Paulo. Desenvolve obras com interesse na tecnologia e experimentações científicas, e é professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

 

Ver também:

SEBASTIÃO, Walter. Novos mineiros no galpão. Guia das Artes, São Paulo, n. 27, 1991.

 

g- Herança construtiva e construções sem utopia

m- Estratégias de visibilidade local e intercâmbio cultural

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Researcher
Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Mario Ramiro, São Paulo, BR
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP