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Synopsis

This text was written as an introduction to an exhibition of work by Nuno Ramos at the Venice Biennale in 1995. Here, the critic Lorenzo Mammì describes a range of Brazilian art and culture in the context of globalization. After pointing out the link between the Brazilian imagination and Brazil’s colonial past, the writer notes that Ramos’s work turns the attractive idea that considers Brazil “a multicultural utopia” on its head. Starting with his work called 111, Ramos raises “a fundamental issue that affects all aspects of Brazilian culture: the contrast between a deaf, uncivilized and already corrupt nature (…) and a sophisticated and rich, conscious and original culture reduced to a few nuclei, that hover over the rest of the country, incapable of giving it but a momentary and ambiguous direction.”     

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Synopsis

Texto de apresentação da mostra do artista Nuno Ramos, na Bienal de Veneza de 1995. O crítico Lorenzo Mammì elabora uma análise da arte e da cultura brasileira, no contexto da globalização. Após assinalar o vínculo do imaginário brasileiro com seu passado colonial, o autor observa que a obra de Nuno Ramos vai na contramão do apelo de uma "utopia multicultural", creditado ao Brasil. Desde a obra "111", Nuno traz à tona "uma questão fundamental que atinge todos os aspectos da cultura brasileira: o contraste de uma natureza surda, não civilizada e já corrupta [...] e uma cultura sofisticada e rica, consciente e original, reduzida porém a alguns núcleos, que flutuam sobre o resto do país sem conseguir imprimir-lhe uma direção, a não ser momentânea e ambígua" .

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Nuno Ramos (b. 1960, São Paulo) is a sculptor, painter, draftsman, set designer, writer of essays, and creator of videos. From 1978 to 1982, he studied philosophy at the Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). He then served as editor of the journals Almanaque 80 and Kataloki (1980–81). The artist finally turned to full-time work as an artist in 1983 when he founded a workshop called the Ateliê Casa 7, along with Paulo Monteiro (b. 1961), Rodrigo Andrade (b. 1962), Carlito Carvalhosa (b. 1961), and Fábio Miguez (b. 1962). Ramos executed his first three-dimensional works in 1986. The following year, he was given a scholarship by the Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP): the first Beca Émile Eddé de Artes Plásticas. In Porto Alegre in 1992, the artist exhibited his installation called 111, a number that refers to a massacre of prisoners held in the penitentiary Casa de Detenção de São Paulo (in the Carandirú neighborhood) that took place that same year. He published a prose book, Cujo [Whose (1993)], and two years later, the book/object Balada. He won the competition held in Buenos Aires (Argentina, 2000) for the project to construct a monument in memory of the people who were “disappeared” during Argentina’s military dictatorship. In 2002, he published the book of stories O Pão do Corvo [The Crow’s Bread]. For the composition of his work, Ramos makes use of various materials and media (printing, painting, photography, installation, poetry, and video).

 

Lorenzo Mammì earned his master’s degree in Florence, Italy (Materie Letterarie della Università degli Studi di Firenze, 1984), and his doctorate in philosophy in Brazil at the Universidade de São Paulo in 1998 (USP). He is currently a professor at the same institution. Although his experience is primarily in the arts (especially music), he works in other specialties such as contemporary art and patristic philosophy. As a curator, he distinguished himself with his approach to coordinating the project Arte Concreta Paulista and for curating the exhibition Concreta ’56 (Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2006). He has also published various books: Volpi (São Paulo: Cosac Naify, 1999), Carlito Carvalhosa (São Paulo: Cosac Naify, 2000), and Iole de Freitas: Sobrevôo, as well as organizing an anthology of texts (São Paulo: Cosac Naify, 1999, 2000, and 2002).

 

As a critic, Lorenzo Mammì also wrote the essay regarding his thoughts on painting of the 1980s, “Dois aspectos contrastantes se encontram nos trabalhos de Paulo Pasta” [doc. no. 1111264], and on the sculptor José Resende, “Contrações do espaço” [doc. no. 1111280].

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Nuno Ramos (São Paulo SP 1960). Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Cursa filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981. Começa a pintar em 1983, quando funda o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962). Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada. Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo. Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo. [Referência biográfica extraída da Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais] Lorenzo Mammì possui graduação em Materie Letterarie pela Università degli Studi di Firenze (1984) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1998). Atualmente é professor doutor da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Música, atuando principalmente nos seguintes temas: musica, arte contemporânea, filosofia patrística. Na sua atuação como historiador e crítico de arte contemporânea brasileira, destacam-se a coordenação do projeto Arte Concreta Paulista, a curadoria da mostra Concreta’ 56 (Museu de Arte Modenra de São Paulo, 2006) e a publicação dos livros Volpi (São Paulo: Cosac Naify, 1999), Carlito Carvalhosa (São Paulo: Cosac Naify, 2000) e Iole de Freitas: Sobrevôo (São Paulo: Cosac Naify, 2002 – organizador).

 

Ver também:

HERKENHOFF, Paulo. Adriana Varejão, da China Brasileira à unificação com o mundo. Galeria, n. 31, 1992.

 

c- Apropriações. Entrecruza/o de culturas: cult popular e cult erudita; cult artística e indústria cultural; cult rural, cult urbana, cult suburbana

c- reciclagem de meios e processos artísticos        ver tb L

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Researcher
Equipe Brasil: Guilherme Bueno
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduced with permission of Lorenzo Mammì, São Paulo, SP
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP