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  • ICAA Record ID
    1111259
    TITLE
    O bestiário de Caetano de Almeira / Agnaldo Farias
    IN
    Galeria : revista de arte  (São Paulo, Brasil). --- No. 12 (1989)
    DESCRIPTION
    p. 102, 104- 105 : ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Reviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Farias, Agnaldo. "O bestiário de Caetano de Almeira." Galeria (São Paulo, Brazil), no.12 (1989): 102, 104-105.
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

This article by art critic Agnaldo Farias discusses the first solo exhibition of painter Caetano de Almeida at the Thomas Cohn gallery in Rio de Janeiro in 1989. After acknowledging that de Almeida addresses many of the same themes as Nelson Leirner and Regina Silveira, Farias asserts that the painter’s work has erotic, visceral, and abject facets. Farias points out two components of de Almeida’s production: first, the use of a “self-referential artistic object,” that is, “life expressed in the body-to-body contact between the artist and the elements with which he operates”; second, the displacement of “representation based on iconic material to [effect] metonymic contrast.” This ensues thanks to a plurality of gestures and to the discovery of materiality, both of which lead de Almeida to eschew the flat support and a thematic approach.

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Synopsis

Artigo escrito pelo crítico de arte Agnaldo Farias sobre a primeira exposição individual do pintor Caetano de Almeida, na galeria Thomas Cohn, no Rio de Janeiro, em 1989. Após reconhecer familiaridade entre as questões exploradas por Caetano de Almeida e outros artistas, como Nelson Leirner e Regina Silveira, o crítico analisa a presença do teor erótico, visceral e abjeto em suas obras. Farias aponta duas passagens na obra do artista: uma é a chegada ao "objeto artístico auto-referente" ou, ainda nas palavras do crítico, à "vida plasmada a partir do corpo a corpo travado entre o artista e os elementos que ele opera"; outra é o deslocamento da "representação fundada na matéria icônica para o recorte metonímico", em virtude da pluralidade de gestos e a descoberta da materialidade, que levam Caetano a abandonar o suporte plano e o tratamento temático.

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Annotations

Despite the relatively alternative nature of his work, Caetano de Almeida formed part of the Geração 80, widely considered an anti-avant-garde or scantly experimental “return to painting” that emerged in the eighties. De Almeida’s production revolves around quotation, parody, and kitsch, which serve to question the limits between the original and the copy.

Agnaldo Farias is a freelance curator and professor at the Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). His first works of art criticism were published in the eighties, and since then, he has become a crucial figure in that field. In the nineties, he was the curator of the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio); he was the curator of the Brazilian representation at the XXV São Paulo Biennial, and later, he was the general curator of the exhibition Bienal 50 anos held in 2001. His books include The Piano Factory (on the work of painter Daniel Senise), Arte Brasileira Hoje (2002), and the monograph entitled Amelia Toledo: as naturezas do artifício (2004).

According to Aracy Amaral’s historical overview “Espelhos e sombras” [see doc. no. 1111060], research on the metaphorical and symbolic power of the body, in particular the female body, was intense in the eighties. Ricardo Basbaum proposes the application of a more rigorous theory on painting from the eighties in “Pintura dos anos 80: algumas observações críticas” [doc. no. 1110972].

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Annotations

Caetano de Almeida surge nos anos 1980, no contexto do retorno à pintura e da "Geração 80", seguindo, contudo, uma trajetória alternativa. Seus trabalhos se apropriam do universo da citação, da paródia, do kitsch e do questionamento dos limites entre original e cópia. Agnaldo Farias é professor, crítico de arte e curador. Começa a publicar ensaios e textos críticos na década de 1980 e é um dos principais interlocutores da arte contemporânea brasileira recente. Foi curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro na década de 1990, além de curador da representação brasileira na 25a. Bienal de São Paulo e curador geral da exposição Bienal 50 Anos. Destacam-se ainda as exposições que realiza em torno da obra de Nelson Leirner e "Geração da Virada", o livro The Piano Factory (sobre a obra de Daniel Senise) e Arte Contemporânea Brasileira (da coleção Folha Explica).

 

Ver também:

CHIARELLI, Tadeu. Armadilha para Narciso. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1993.

 

c- Apropriações. Entrecruza/o de culturas: cult popular e cult erudita; cult artística e indústria cultural; cult rural, cult urbana, cult suburbana

c- Geração 80. Mostras. Artistas. Novo universo de valor: volta a pintura, uso da imagem (banal, precário, remanescente); lúdico, citação e paródia

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Researcher
Guilherme Bueno
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consentimento de Agnaldo Farias, São Paulo, Brasil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP