Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111195
    TITLE
    HIRSCH : fugitivo do Brasil, malgré soi / P.M.B.
    IN
     Mirante das Artes (São Paulo, Brasil). ---  No. 7 (jan./fev. 1968)
    DESCRIPTION
    p. 14 : ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – notes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Bardi, Pietro Maria. "HIRSCH: fugitivo do Brasil, malgré soi." Mirante das Artes (São Paulo, Brazil), no. 7 (Janeiro/ Fevereiro, 1968): 14.
    NAME DESCRIPTORS
    Hirsch, Eugenio, 1923-2001
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

Pietro Maria Bardi discusses the alarming number of Brazilians leaving the country, specifically mentioning Eugênio Hirsch, who had worked as a graphic artist in Rio de Janeiro, and was in Madrid working as the art director of a collection of books on museums at the time of the writing of this text. Recalling a conversation with Hirsch while they were driving around Rome, Bardi expresses a sense of pride that a Brazilian museum—the Museu de Arte de São Paulo (MASP), which he founded and later directed—had been included in the collection. Indeed, Bardi asserts that including MASP was particularly original, since the museum was still under construction at the time. Bardi believes that one day, “when he has finally matured,” Hirsch will return to Brazil.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Pietro Maria Bardi constata a saída de artistas brasileiros para o exterior. Fala do artista Eugenio Hirsch, que trabalhou como artista gráfico no Rio de Janeiro, e se encontra em Madrid trabalhando como diretor de arte de uma coleção sobre museus. Relatando conversa com o artista, no percurso de carro a Roma, declara o orgulho de um museu brasileiro estar representado na coleção (Museu de Arte de São Paulo) e a originalidade de mostrar um museu ainda em construção. Acredita que o artista voltará um dia, "quando a idade media chegar ao fim".

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Annotations

This article was written by Pietro Maria Bardi (1900–99), curator and director of the Museu de Arte de São Paulo (MASP) whose monumental structure, which opened in 1968, is a landmark on Avenida Paulista (Trianon). Bardi was also the editor of the magazine Mirante das Artes in which this text was published. At their own initiative or at the invitation of foreign art critics, a number of Brazilian artists went to New York, London, Paris, and Milan in the late sixties in order to launch international careers. The background to the decision made by many artists to leave the country was AI-5 (Institutional Act no. 5), a decree that eliminated the population’s political rights and individual freedoms, including the right to demonstrate. Issued in 1968, that decree marked the beginning of a harsher phase of the military regime in power from 1964 to 1985. Some of the artists who left Brazil did not return until after the amnesty was enacted in 1978.

 

The magazine Mirante das Artes was published in São Paulo in 1967 and 1968, at the height of the aforementioned political process. The contents of the twelve issues published while Bardi was editor were in logical agreement with the vision of MASP, since Bardi was the director of that institution. The indisputably democratic journal disseminated the ideas of an editor that opposed the art market that had taken hold in Brazil by this time. 

 

Born in Vienna, Eugênio Hirsch (1923–2001) was an illustrator and visual artist who settled in Brazil in the fifties. As the art editor of the publishing house Civilização Brasileira, he designed countless book covers. He was an indisputable pioneer of Brazilian design who transformed graphic arts in the country.

 

For additional information, see Pietro Maria Bardi’s “O artista que vai e o que fica na América Latina”, Mirante das Artes, São Paulo, no. 2, March?April 1967, p. 32.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O autor do artigo é Pietro Maria Bardi, editor da revista, e o museu citado o MASP - Museu de Arte de São Paulo, cuja sede projetada para a Avenida Paulista, no Trianon, foi inaugurado em 1968. A partir do final da década de 1960 vários artistas brasileiros, por vontade própria ou por convite de artistas e críticos estrangeiros, rumam especialmente para Nova York, Londres, Paris e Milão, buscando carreiras internacionais. Esse panorama se agrava após o Ato Institucional n. 5, decreto da ditadura militar que proíbe manifestações coletivas e promove a cassação de pessoas com envolvimento político. Alguns artistas retornarão após a anistia de 1978. Eugênio Hirsch foi artista plástico e ilustrador. Nascido na Áustria, migrou primeiramente para a Argentina, e na década de 1950 para o Brasil. Foi editor de arte da editora Civilização Brasileira e um dos principais renovadores das artes gráficas no país. A revista Mirante das Artes foi publicada em São Paulo entre os anos 1967 e 1968, período no qual lançou 12 números. Editada por Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo, teve caráter democrático, veículo das idéias do editor, em contraponto ao mercado de arte instaurado.

 

Ver também:

O artista que vai e o que fica na América Latina. Mirante das Artes, São Paulo, n.2, mar./abr. 1967, p.32.
[Numa nota da seção Pintura & Escultura]. Mirante das Artes, São Paulo, n.2, mar./abr. 1967, p.26.

 

j- Expatriados voluntários

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Researcher
Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, São Paulo, Brasil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP