Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111191
    AUTHOR
    Moraes, Vinícius de
    TITLE
    Darel : seus mitos / Vinicius de Moraes
    IN
    Mirante das Artes (São Paulo, Brasil). -- No. 5 (Set.-Out., 1967)
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    MORAES, Vinícius de. Darel: seus mitos. Mirante das Artes, São Paulo, n.5, p.33, set./out. 1967.
    NAME DESCRIPTORS
    Lins, Darel Valença
Synopsis

In this critique ---which has a biographical tenor--- of the work of engraver Darel Valença Lins, poet and diplomat Vinicius de Moraes juxtaposes Darel’s origins with those of writer José Lins do Rego.  Although both were raised near sugar factories, Moraes explains that Darel took the side of the exploited laborers while the other sided with the owners of the sugar harvest.  The author and Darel struck up a friendship while working on Flan, for the journal Última Hora, which Darel illustrated in Rio de Janeiro (1953). Moraes believes it was a trip to Europe during the 1950s that had a marked influence on Darel’s work, leading him to create anthropomorphic figures in the years following. The work he then produced took on a mechanical theme, undoubtedly manifesting as a combination of the machines from his youth and the work of Czech novelist Franz Kafka. Later both his line and themes brought him closer to the work of Swiss artist Jean Tinguely. For Moraes, Darel’s art projects a liberation of form through which the artist broke with his most intimate “phantasms.”

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Crítica da obra do gravador Darel Valença Lins, com teor biográfico. O poeta Vinicius de Moraes cria uma oposição entre a origem de Darel e José Lins do Rego: apesar de ambos terem sido criados em usinas de açúcar, Darel estaria do lado dos trabalhadores explorados e não dos donos de engenho. Segundo Moraes, ele e Darel se conhecem no caderno Flan, do jornal Última Hora, no qual Darel atuava como ilustrador, em 1953, no Rio de Janeiro. Para o autor, uma viagem à Europa na década de 1950 teria influenciado a obra do artista que trabalharia figuras antropomórficas nos anos seguintes. A produção posterior, cuja temática remete a um certo maquinário, para Moraes, surgiria de uma mistura entre as máquinas conhecidas por Darel na infância e a obra de Franz Kafka. Além disso, tanto traço como tema das gravuras se aproximariam do trabalho de Jean Tinguely, artista suíço. Para Moraes, a arte de Darel seria uma forma de libertação dos "fantasmas" íntimos do artista.

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Annotations

Darel [Valença Lins] studied at the Escola de Belas Artes of Recife during the 1940s, focusing on engraving with Henrique Oswald and Oswaldo Goeldi. In the 1950s he served as illustrator for various newspapers of that era, Última Hora and O Jornal, and also magazines of wide circulation such as Senhor and Manchete, among others. He also illustrated several books; among them, Memórias de um Sargento de Milícias, by Manuel Antônio de Almeida; Angústia, by Graciliano Ramos; and Amos e Servos, by Dostoyevski. Darel’s figurative subjects, which were principally fantastical beings, part animal and part machine, led critic Roberto Pontual to categorize him within the magical realism trend. In October 1967, when poet Vinicius de Moraes published this critique of his work, Darel was participating in the IX São Paulo biennial, and the year before his work was shown in the exhibition O Artista e a Máquina, which took place at the MASP (Museu de Arte de São Paulo) under the direction of Pietro Maria Bardi.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Darel cursou a Escola de Belas Artes do Recife, nos anos 1940, e estudou gravura com Henrique Oswald e Oswaldo Goeldi. Na década de 1950, colaborou como ilustrador em vários jornais e revistas - Senhor, Manchete, Última Hora e O Jornal, entre outros. Ilustrou ainda vários livros, como Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida; Angústia, de Graciliano Ramos, e Amos e Servos, de Dostoievski. A temática figurativa de Darel, principalmente aquela que trabalha seres meio animal meio máquina, levou o crítico Roberto Pontual a entendê-lo sob a chave do realismo mágico. Em outubro de 1967, quando o poeta Vinicius de Moraes publica esta crítica sobre a obra de Darel, o artista participava da IX Bienal Internacional de São Paulo e, no ano anterior, havia figurado na exposição "O Artista e a Máquina", realizada no Museu de Arte de São Paulo - MASP.

 

f- Imaginário fantástico

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Researcher
Equipe Brasil: Ana Cândida Avelar
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP