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  • ICAA Record ID
    1111139
    AUTHOR
    TITLE
    Visita à aldeia Guarani de Bracuí
    NOTES
    Documento em formato vídeo.
    IMPRINT
    [S.l.] : CEPAVEH, 1993
    DESCRIPTION
    50 minutes
    TYPE AND GENRE
    vídeo – documentário
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    KUHKRA; MENEZES, Claudia (produtora). Visita à aldeia Guarani de Bracuí. [S.l.]: CEPAVEH, 1993. Vídeo.
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
    ADDITIONAL AUTHORS
Synopsis

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Synopsis

Documentário sobre a visita de Domingo Xavante e sua esposa à aldeia dos Guarani Mbya (ou Embiás) em Bracuí,Angra dos Reis, Rio de Janeiro, como parte de um intercâmbio cultural e político entre os povos. A etnia guarani é dividida em subgrupos Mbya, Ñandeva (Xiripa), Kaiowa, Guajaki, Tapiete e Guarayos ou Chiriguano, que ocupam, ao longo de migrações contínuas, diferentes territórios na América do Sul, desde o norte ao sul do sub-continente. Os mbya-guarani de Bracuí situam-se em um dos extremos mais distantes da expansão guarani. Em Angra dos Reis vivem no alto da serra em meio à Mata Atlântica, de onde podem avistar o mar. Na busca incessante da terra sem mal (tema central de suas práticas culturais) precisam cumprir e respeitar um conjunto de regras e condutas transmitidas pelos xamãs. São elas que norteiam as relações que mantém com a natureza, com todos os seres humanos e com os espíritos. Constituem o ser e viver guarani, o nandereko. Segundo esse código de conduta, um lugar próximo ao mar, mas distante dele, é bom de se viver, cuja terra seja apta para o plantio, para a pesca, a caça e a coleta.

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O sentido da filmagem da aldeia de Bracuí é o registro do encontro político e cultural entre representantes da etnia Xavante (Domingo Xavante e sua esposa) e os guarani. O vídeo também enfoca a representação do modo de vida migrante dos guarani, cuja fixação territorial se dá por períodos curtos, já que os guarani são grupos transumantes, geralmente permanecendo pouco mais de um ou dois anos num mesmo local. Sua continua caminhada tem como objetivo a busca da terra sem mal (yvy marãey) ou da terra perfeita (yvyju miri), o paraíso que, para se chegar, é preciso atravessar a ‘grande água’. Assim, os grupos familiares traçam sua história através das caminhadas, recriando e recuperando sua tradição num ‘novo’ lugar (Ladeira,1992). Tal modo de vida, entretanto, encontra dificuldades em sua convivência com o Estado Nacional, implicando em conflitos acerca da demarcação e legitimação de seu território.

 

Ver também:

Kuhkra (dir). Registro sobre os Kaingang, 1991.

 

d2- Registros videográficos por povos índígenas

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Researcher
Equipe Brasil: Fernanda Pitta; Carlos Moura (colab.)
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Instituto Socioambiental