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  • ICAA Record ID
    1111100
    TITLE
    Universalis 96
    IN
    Catálogo Geral XXIII Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1996.
    DESCRIPTION
    p.20-31.
    LANGUAGES
    English; Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Catalogs
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Aguilar, Nelson. Universalis 96. In: Catálogo Geral XXIII Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1996. p.20-31.
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In this text, Nelson Aguilar, chief curator of the XXIII São Paulo Biennial (1996), justifies his choice of the theme Universalis: a desmaterialização da arte for the event. He argues that the perseverance of art at the end of the second millennium is due to its emancipation from a past based on vision. Crucial to that process are Duchamp’s readymades, though earlier precedents include Henri Matisse and Piet Mondrian, both of whom manifested the desire for suppression in their work. The late sixties and early seventies witnessed a great many artistic formulations that radically contested the materiality of art (Minimalism, Conceptualism, arte povera, fluxus, land art, performance, and others). For Universalis, Aguilar invited curators from a number of different nations to select artists and works that interrogate from different perspectives the anti-material tendency of contemporary production. The international curatorial team consisted of Tadayasu Sakai, Jean-Hubert Martin, Mari Carmen Ramírez, Paul Schimmel, Katalin Néray, Achile Bonito Oliva, and Agnaldo Farias.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O curador-geral da 23a Bienal Internacional de São Paulo, Nelson Aguilar, justifica a escolha do tema de sua mostra intitulada "Universalis: a desmaterialização da arte". Para o curador, a sobrevivência da arte no final do milênio deveu-se à libertação de seu passado retiniano. Essa libertação teria como ponto de referência o ready-made de Marcel Duchamp, mas já estaria presente no desejo de supressão em artistas como [Henri] Matisse e [Piet] Mondrian. O fim da década de 60 e o início da década de 70 foram repletos de propostas que questionavam radicalmente a materialidade da arte, como a minimal art, conceptual art, land art, arte povera, fluxus, performance. Para a exposição "Universalis" Aguilar convidou curadores de diferentes nacionalidades, para escolher artistas e obras em resposta à indagação sobre a influência da arte dessas décadas na produção contemporânea. Aguilar analisa as diferentes abordagens globais sobre a desmaterialização da arte nos artistas selecionados pelos curadores Tadayasu Sakai, Jean-Hubert Martin, Mari Carmen Ramírez, Paul Schimmel, Katalin Néray, Achile Bonito Oliva e Agnaldo Farias.

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Annotations

The chief curator of the 23rd edition of the São Paulo Biennial, and of the 22nd edition, was art historian Nelson Aguilar; the adjunct curator was Agnaldo Farias. The idea of the “dematerialization of art” chosen as the theme for the biennial was taken from the book Six Years: The Dematerialization of Art Object from1966 to 1972 (New York: Praeger, 1973) by North American art critic Lucy R. Lippard (b. 1937) in conjunction with John Chamberlain. Lippard first came into contact with the idea of the dematerialization of art at lectures by theorist Oscar Masotta that she attended during a visit to Argentina in 1968. Indeed, starting in 1966, groups like Arte de los Medios (Jacoby, Costa, and Escari) had been active in that country. In an apparent paradox, Aguilar asserts that the dematerialization of the art object should not be seen as incompatible with the market. He states, “I organized this biennial to prove that the market has not put an end to art; the market is, rather, a consequence of it.”

 

The curators of the event were Tadayasu Sakai (Japan, b. 1941), Jean-Hubert Martin (France, b. 1944), Mari Carmen Ramírez (Puerto Rico, b. 1955), Paul Schimmel (the United States, b. 1954), Katalin Néray (Hungary, 1941–2007), Achile Bonito Oliva (Italy, b. 1939) and, to represent the local scene, Agnaldo Farias (b. 1955). See also the essays “Ruptura com o suporte” in which Nelson Aguilar advocates the dematerialization of art (ICAA digital archive doc. no. 1111099), and the text by Mari Carmen Ramirez that questions the event’s formulation (“Re-materialização = Re-materialization,” doc. no. 1111101). Both texts were published in the biennial’s catalogue. 

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Assim como na anterior, a XXIII Bienal teria curadoria geral do historiador da arte Nelson Aguilar, tendo a seu lado Agnaldo Farias como co-curador. O tema geral escolhido para essa exposição seria a "desmaterialização da arte", conceito emprestado do livro da crítica norte-americana Lucy Lippard "Six Years: The dematerialization of Art Object (1966-1972)". Pelo discurso do curador, essa desmaterialização não dever ser considerada incompatível com o mercado: "fiz essa Bienal para provar que o mercado não acabou com a arte. Mercado é consequência", afirma Aguilar.

 

k- Atuação curatorial

m- Bienal de São Paulo

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Researcher
Equipe Brasil: Polyana Canhete
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
AGUILAR, Nelson. Universalis 96. In: Catálogo Geral XXIII Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1996. p.20-31.
Location
Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo