Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

www.mfah.org Home

IcaadocsArchive

Document first page thumbnail
  • ICAA Record ID
    1111090
    TITLE
    Arte e videotexto / Julio Plaza
    IN
    Catálogo Geral da 17ª Bienal de São Paulo. -- São Paulo : Fundação Bienal de São Paulo, 1983.
    DESCRIPTION
    p. 105-107
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    PLAZA, Júlio. Arte e videotexto. In: ZANINI, Walter (org.). Catálogo Geral da 17ª Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1983. p.105-107.
    TOPIC DESCRIPTORS
    hybridity; intermedia; intertextuality; popular culture; telematics; videography
Synopsis

In this groundbreaking essay, Julio Plaza provides the reader with an overview of what was at the time, the very recent “video text” technology featured in a special section of the seventeenth São Paulo Biennial, a section that Plaza curated. He argues that video text is an intermediate system that can act on, and even remodel, existing media. Plaza addresses the dialogical, ideographic, and hybrid aspects—or interfaces—of video text. Unlike other forms of mass media, video text is interactive, which means it democratizes a process that tends to be excessively univocal. The passage to video text for modern man is as difficult as the passage from analogue drawing to geometric basketry for Neolithic man insofar as it entails going from lifelike drawing to an abstract scheme. Video text shifts interest from the optical-retinal-photographic image to mental analogue images, from the world of things to the world of abstract and schematic signs.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O ensaio situa para o público a então novíssima tecnologia do videotexto, apresentada em segmento especial da 17ª Bienal de São Paulo sob curadoria de Julio Plaza. O autor observa que o videotexto se configura como um sistema intermédia, capaz de interferir na atuação dos outros meios já existentes e remodelá-los. Plaza aponta para as mudanças de percepção trazidas pela nova tecnologia e três aspectos ou interfaces que caracterizariam o videotexto. O videotexto seria: 1) dialógico, 2) ideográfico, 3) híbrido. O autor frisa que, ao contrário de todos os demais meios de comunicação de massas, o videotexto é interativo, rompendo a unidirecionalidade do mundo da comunicação e democratizando o processo. Anota ainda que o operador de videotexto teria a mesma dificuldade que o homem neolítico, quando este tratava de adequar e traduzir um desenho analógico para a malha geométrica da cestaria, transformando o desenho vitalista em esquema abstrato. Essa seria a maior qualidade do videotexto: deslocaria o interesse da imagem óptica-retiniana-fotográfica pelas imagens mentais analógicas. Deslocaria o mundo das coisas para o mundo dos signos abstratos e esquemáticos. As escritas pictográficas e ideográficas daí resultantes seriam mais integrativas e inclusivas que a escrita de tradução fonética.

Revert to English synopsis
Annotations

Though video text technology may now be obsolete, many of the reflections written on it suggest characteristics of telematics, as well as the idea of “networks,” that would become daily realities with widespread use of the personal computer and of the internet.

Multimedia artist, professor, and theorist Julio Plaza (1938–2003) was active in the Conceptual and electronic art movements in Brazil. He is also known for his work on a number of Concrete poems. In conjunction with poet Augusto de Campos, he produced book-like objects such as Poemóbiles (1974) and Caixa Preta (1975). Plaza was a professor in the Departamento de Multimeios at the Instituto de Artes da UNIcamp in Campinas and in the Departamento de Artes Plásticas of the Escola de Comunicações e Artes at the Universidade de São Paulo (ECA/USP). In 1982, he organized Arte pelo Telefone: Videotexto at the Museu da Imagem e do Som in São Paulo, a groundbreaking exhibition of video text in Brazil; he curated a special section on new media at the seventeenth São Paulo Biennial in 1983, an incipient moment for electronic art in Brazil. Plaza’s doctoral thesis, which was later published as a book, addressed the notion of intersemiotic translation of media by which literary texts are rendered in visual and sound codes.

Professor Walter Zanini, director of the Museu de Arte Contemporânea at the Universidade de São Paulo (USP), wrote two texts on Plaza’s production: one on the show Poéticas Visuais (doc. no. 1110585) and the other, entitled “Primeiros tempos da arte/tecnologia no Brasil,” on this text (doc. no. 1111029).

For further reading, see the following texts also by Plazas: “77: quase-apresentação” (doc. no. 1110719); “Arte e interatividade: autor-obra-recepção” (doc. no. 1111093): “Busca da dimensão mais firme para a realidade” (doc. no. 1110750); “Câmara obscura” (doc. no. 1110718); “Imagemega” (doc. no. 1111133); “Info foto: grafias” (doc. no. 1111091); “O livro como forma de arte (I)” (doc. no. 1111238) and “(…) (II)” (doc. no. 1111239); “Mail-art: arte em sincronia” (doc. no. 1110592); “Manifiesto pro integración” (doc. no. 1110751); “Nem oito, nem oitenta: oi, tô aí” (doc. no. 1111270); “Poéticas visuais” (doc. no. 1110587); and “Transcriar” (doc. no. 1111237).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Embora o videotexto seja hoje uma tecnologia morta, a maior parte da reflexão em torno dele anuncia as características da telemática e da noção de redes tornada realidade com o uso universal do computador pessoal e da web. O artista multimeios, poeta, teórico e professor Julio Plaza (Madri, Espanha 1938 - São Paulo SP 2003) é indissociável dos primórdios e da consolidação da arte tecnológica no Brasil, seja como artista/criador, seja como pensador e teórico, seja como organizador de mostras multimeios. Entre 1968 e 1975, juntamente com Augusto de Campos, realizou as obras "Poemóbiles" e "Caixa Preta", poesias transformadas em objetos impressos tridimensionais. Em 1982, logo após o início do funcionamento em São Paulo de uma rede de videotexto, passou a experimentar as possibilidades artísticas do novo meio. Também em 1982, convidou um grupo de importantes artistas plásticos e poetas para produzir trabalhos específicos para o videotexto, realizando duas exposições pioneiras no Brasil: "Arte pelo Telefone: Videotexto" (Museu da Imagem e do Som, São Paulo, 1982); e "Arte e Videotexto" (17ª Bienal Internacional de São Paulo, 1983). São mostras inaugurais do uso da telemática nas artes no Brasil e origem da produção em web-arte no país. Plaza também criou obras importantes em holografia e motivou outros artistas a fazê-lo, organizando mostras desse meio. Todo seu trabalho está ligado à tradução intersemiótica, ou seja, à transposição para novos mídia de peças literárias ou mesmo visuais, mantendo a estrutura e modo de funcionamento da obra original.

 

Ver também:

MACHADO, Arlindo. PLAZA, Julio. Artecnologia. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), 1985. Catálogo de exposição.

 

k- Poéticas Visuais (visual e literal)   ver tb C

l- Artes e tecnologias

Revert to English annotations
Researcher
Equipe Brasil: Angelica de Moraes
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
From Julio Plaza. Arquivo Histórico Wanda Svevo /Fundação Bienal de São Paulo
Location
Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo