Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111079
    TITLE
    O desafio político de Rubem Valentim / Francisco Bittencourt
    IMPRINT
    Rio de Janeiro, Brasil : Rio Gráfica e Editora, ago. 1978
    DESCRIPTION
    p. 42- 44 : ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Other
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Bittencourt, Francisco. "O desafio político de Rubem Valentim." Arte Hoje (Rio de Janeiro, Brazil), no.14 (August 1978): 42- 44.
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
    ADDITIONAL AUTHORS
    Euler, Paulo; Venturi, Luisa
Synopsis

In this text, critic Francisco Bittencourt discusses the work of sculptor Rubem Valentim. He asserts that Valentim’s diverse body of work “effects a synthesis that may yield, for the first time, a language with a Brazilian accent, that is, nonetheless, universally intelligible.” Bittencourt argues that because Valentim’s work does not fit neatly into the various “isms” operative in art, it is neglected by the market. The critic furthers his argument by stating that “all of Rubem Valentim’s objects and sculptures are works of pure geometricism; [they are] perfectly formulated constructions that can be combined endlessly.” They hold within “meanings that, to be understood, demand attention that exceeds the solely visual.” In other words, “in the shift from a semiotic structure to an artistic plane, the symbolic arsenal of the Afro-Brazilian ritual pantheon is turned into signs [. . .] that take on a new nature; they are the inversion of folklore without foregoing all the magical possibilities of the sacred tradition.” 

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O crítico Francisco Bittencourt examina a obra do escultor Rubem Valentim. Para Bittencourt, dentro de sua diversidade, a obra de Valentim "realiza a síntese de uma linguagem que, talvez, pela primeira vez entre nós, consegue ter acento brasileiro e inteligibilidade universal". O autor assinala, contudo, que justamente por sua obra não se enquadrar em "ismos", ela é vítima da negligência do mercado. O crítico segue afirmando que "todos os objetos e esculturas de Rubem Valentim são peças do mais puro geometrismo, construções perfeitamente equacionadas, capazes de infinitas combinações", que portam "significados, cuja compreensão exige muito mais do que a simples fixação retiniana". Seu "arsenal simbólico do panteão afro-brasileiro", transformados em signos numa estrutura semiótica ao plano artístico [...] adquirem uma outra natureza, são o avesso do folclore, mas mantêm todas as possibilidades mágicas das tradições sacras".

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Annotations

Art critic Francisco Bittencourt was an active participant in the Rio de Janeiro art scene in the late sixties and early seventies, a critical moment when despite government censorship, some intellectuals tried to keep critical debate and the political life of the country alive despite the Institutional Act Number Five decree that revoked civil rights.

 

Self-taught artist Rubem Valentim (1922–91) was an active participant in the cultural movement that emerged in the fifties in the state of Bahia, which had been the site of the Conjuração Baiana in 1798. Owing to a fellowship, he traveled to Europe in 1962. While there, he studied African art, later traveling to Dakar, Senegal, to take part in the First World Festival of Black Arts in 1966. While teaching at the Universidad de Brasília in the sixties, he produced a Constructivist body of work whose unique imaginary was based on Afro-Brazilian culture. Art critic Mário Pedrosa discusses this aspect of Valentim’s work in a text in the Catálogo da exposição de Rubem Valentim (Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1967).

 

Drawing inspiration from the libertarian Inconfidência Mineira (“Minas Gerais Conspiracy”) movement, Valentim’s ironic “Manifesto ainda que tardio” [doc. no. 1110438] demonstrates great awareness of Brazil’s cultural complexity.

 

This document is incomplete (page forty-five is missing).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O escultor Rubem Valentim ( 1922-1991) inicia sua produção artística na década de 1940, contribuindo para a renovação das artes na Bahia. Além de sua atuação como artista, Valentim exerceu o cargo de professor na Universidade de Brasília, na década de 1960. Sua obra se caracteriza pela tentativa de unir um repertório construtivista com um imaginário proveniente da cultura afro-brasileira. Francisco Bittencourt foi um crítico particularmente atuante no Rio de Janeiro, nos anos 1960 e 70, tendo escrito diversos artigos sobre diferentes trabalhos e exposições experimentais e conceituais apresentados na cidade, nesse período.

 

A página 45 do exemplar foi perdida, não havendo como saber se ele fazia ou não parte do artigo

 

d1- Destaque para artistas afro-brasileiros genuínos

g- Contribuição de artistas ao projeto construtivo brasileiro

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Researcher
Guilherme Bueno
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Aristóteles Angheben Predebon, São Paulo
Location
Escola de Artes Visuais do Parque Lage