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Synopsis

In this article, the journalist Arnaldo Pedroso d’Horta describes the boycott against the tenth Bienal de São Paulo (1969), sparked by the Brazilian military regime’s rejection of one of the curators in the French delegation, followed by the decision at Itamaraty (the Ministry of Foreign Affairs) to veto the work that had been selected to represent Brazil at the Biennale des Jeunes in Paris; this collection of work was shown in advance at the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). The veto also applied in the state of Bahia when, according to Pedroso d’Horta, “certain unacceptable works” were removed from exhibition at the Bienal Nacional de Salvador. Reports of these events circulated around the world, and in some countries, “the political restrictions that have been imposed” provoked a boycott. In the journalist’s opinion, the official nature of the São Paulo biennial—which was obviously organized with government support—and the enormity of the exhibition caused the boycott, and the biennial functioned merely as a political pawn in the “international relations” of the country.    

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Synopsis

Arnaldo Pedroso d’Horta escreve sobre o boicote à décima edição da Bienal, que teria início quando o regime vigente recusou o nome de um comissário da delegação francesa, e, depois, pelo veto do Itamarati às obras brasileiras que deveriam representar o Brasil na Bienal dos Jovens de Paris, e que seriam expostas ao público no Museu de Arte Moderna do Rio. O veto teria se repetido também na Bahia, em ocasião em que autoridades retiraram da Bienal nacional de Salvador "determinadas obras que não lhes agradavam". Segundo o autor, essas notícias correram o mundo e provocaram irritação em países nos quais a manifestação artística "deixou de sofrer restrições políticas", o que teria resultado na idéia do boicote. Para Pedroso d'Horta, o aspecto oficial da Bienal, com representação governamental em sua organização, e o gigantismo da mostra teriam relação direta com o boicote, pois tornavam a Bienal instrumento político de grande interesse no rol das "relações internacionais".

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Annotations

In one of the lowest points of the military dictatorship in Brazil (1964–85), the stubborn intervention of the regime in the tenth Bienal de São Paulo provoked violent political reactions from several quarters in other countries. Critics and artists called for a boycott of the exhibition in repudiation of both the de facto Brazilian government and its official censorship. Led by the art critic Mário Pedrosa, the boycott was a response to the regime’s high handed closure of the MAM-RJ’s exhibition of the collection of contemporary Brazilian work that had been selected to represent the country at the sixth Biennale de Paris.    

 

The artist and art critic Arnaldo Pedroso d’Horta (1914–73) had shown his work at previous São Paulo biennials.

 

[As complementary reading on this subject, see the following documents in the ICAA digital archive: by Geraldo Ferraz “Bienal e boicote no protesto inócuo” (doc. no. 1111042); and both the typewritten text (doc. no. 774569) and the graphic version (doc. no. 774628) that the artists distributed as part of their boycott of the exhibition, both bearing the same title (by various authors), “Non à la Biennale de São Paulo”].

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Annotations

Num dos períodos mais duros da ditadura militar brasileira, a realização da X Bienal sucitou uma forte reação política de alcance mundial. Críticos e artistas propuseram o boicote à exposição como forma de demonstrar repúdio ao regime vigente e à censura. O boicote foi encabeçado pelo crítico Mário Pedrosa, em resposta à invasão e fechamento de exposição no MAM-RJ, em que estavam expostas obras dos artistas contemporâneos selecionados para representar o Brasil na VI Bienal de Paris. Arnaldo Pedroso d’Horta (1914-1973) foi artista e crítico de arte; expôs em diversas edições da Bienal de São Paulo.

 

m- Bienal de São Paulo

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Researcher
Polyana Canhete
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo