Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111039
    TITLE
    Depoimento gravado especialmente para o acervo da Galeria de Arte Alberto Bonfiglioli em 26.02.75, AMARAL, Antonio Henrique. Depoimento gravado especialmente para o acervo da Galeria de Arte Alberto Bonfiglioli em 26.02.75. São Paulo, 26 fev. 1975.
    DESCRIPTION
    26 leaves
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Manuscrito – Testimonials
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Amaral, Antonio Henrique. "Depoimento gravado especialmente para o acervo da Galeria de Arte Alberto Bonfiglioli em 26.02.75," February 26, 1975. Typed manuscript. São Paulo, Brazil.
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

Artist Antonio Henrique Amaral comments on remarks that Czech philosopher and writer Vilém Flusser made about works from Amaral’s Campos de Batalha [Battlefields] series. Amaral objects to the commentary made by Dan Stancy that Flusser quotes in his letter, in which Amaral’s production with bananas is called his “trademark.” He points out that he has been working with bananas for six years and that they in no way constituted [for him] an attempt to gain recognition on the art market. He states that if he continued to work with the banana theme after he had left Brazil for New York, it was because bananas kept him from “losing his way”; bananas provided him with “a sense of identity in the [vortex] of confusion.” Using bananas was a means of resistance, of “imposing at any cost an image out of context, of making it perfectly clear that there are values radically different from those of these arrogant people […]. It gave me great personal pleasure to put forth in the [New York] cultural scene an image totally foreign to that reality.” Amaral also asserts that the bananas exhibited in the Big Apple are “being destroyed by the metals of the Battlefields series,” which is a more brutal body of work. Amaral expresses his appreciation of Flusser’s courage for publishing his article in Brazil at the height of the military dictatorship (1964-85).

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Synopsis

O artista plástico Antonio Henrique Amaral fala sobre sua vida profissional a partir de um percurso cronológico. Acabara de voltar de Nova York e encontrava-se no Brasil, organizando uma mostra para a galeria Alberto Bonfiglioli. No depoimento, Amaral declara como a atmosfera de 1968 o contagiou de forma especial. O teatro com "O Rei da Vela", o cinema com "Deus e o Diabo na Terra do Sol", o Tropicalismo com Caetano e Gil e toda a atmosfera cultural e política foram o substrato para o surgimento do símbolo que o artista pintaria por um extenso período: as bananas. O tema escolhido projetou-o no meio artístico e entre os colecionadores. Com isso, passou a viver do seu trabalho e também ganhou prêmios relevantes, como, por exemplo, o Prêmio de Viagem ao Exterior, oferecido pelo Salão Nacional de Arte Moderna.

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Annotations

Brazilian painter, printmaker, and draftsman Antonio Henrique Amaral (b. 1935) became widely known for a series of paintings done between 1968 and 1975 that made use of squashed and cut bananas that reference the dictatorship that assumed power pursuant to the military coup on April 1, 1964. In the seventeenth-century colonial era, Dutch naturalist and painter Albert Eckhout (1610-65) had associated the banana with the region that would come to be known as Brazil.

 

A voluntary exile from Brazil, Amaral lived in New York from 1972 to 1980, the period when he developed his series of paintings with bananas, forks, and bamboo, which many critics interpreted as symbols of national identity. In this letter, Amaral refutes that reading of his work, instead emphasizing his complete sense of “foreignness” during the time when he lived in the center of the North American cultural scene.

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Annotations

O depoimento de Antonio Henrique Amaral esclarece pontos importantes das condições de trabalho de um artista brasileiro em Nova York, na virada para a década de 1970. Com a bolsa que ganhara no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1971, o artista se transfere para Nova York; mas a quantia de U$ 500 se demonstraria insuficiente para seguir trabalhando. Logo Amaral vende suas pinturas para colecionadores e começa a participar de mostras, como a "Young Artists", na cidade norte-americana. O artista também realiza exposição individual na Galeria Lee Ault e avalia que para uma projeção no meio nova-iorquino é necessário realizar três ou quatro mostras para que o trabalho se configure, para que a obra ganhe prestígio e seja acompanhada pelos profissionais do ramo. O texto comprova o entusiasmo do artista em relação ao ambiente de Nova York.

 

j- Expatriados voluntários

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Researcher
Equipe Brasil: Daria Jaremtchuk
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Antonio Henrique Amaral, São Paulo, Brasil
Location
Acervo Pessoal Antonio Henrique Amaral