Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1111024
    AUTHOR
    Bohns, Neiva Maria Fonseca
    TITLE
    Frágil, mas não óbvio
    IMPRINT
    Porto Alegre, Brasil, 9 set. 2000
    DESCRIPTION
    1p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – Crítica de arte
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    BOHNS, Neiva Maria Fonseca. Frágil, mas não óbvio. Zero Hora, Porto Alegre, 9 set. 2000. Caderno Cultura. p.2.
    TOPIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In an article published in the newspaper Zero Hora (Porto Alegre, September 2, 2000), critic and art historian Neiva Bohns contests an article by Paula Mastroberti entitled “A frágil torre da arte contemporânea” published on August 19, 2000 in that same newspaper. The first text, which identifies its writer as a “visual artist and writer,” denies that an installation created by Gláucis de Morais for Torreão, an exhibition venue, can be called art. Concreto, the installation in question, consisted of a wobbly castle made out of playing cards. In her article, Mastroberti explains that the work was made using cards printed especially for the piece; the cards did not have numbers on them, only images of hearts of the sort used for that suit in standard playing cards. The idea, according to the artist, was to make “a castle of love” or “a tower within the tower.” On the basis of this work, Mastroberti writes off any contemporary work of art with a conceptual bent. In her view, such art consists of “misunderstandings that produce the ruses of an era that celebrates an utter lack of criticism.” Neiva Bohns refutes that that attack entails, perhaps obliquely, aggression against the theoretical and practical premises of Torreão, “a private space that is periodically opened to the general public,” and therefore “in no way a ‘closed’ space or club.” Torreão was opened in June 1993 in Porto Alegre, the capital of the state of Rio Grande do Sul. Elida Tessler and Jailton Moreira—the founders of Torreão and engines behind the initiative—envisioned it as a center of cultural debate and an independent space for exhibitions. 

Leia esta sinopse em português
Synopsis

A crítica e historiadora de arte Neiva Bohns rebate comentário publicado no jornal "Zero Hora" de 02 de setembro de 2000, sob o título "A frágil torre da arte contemporânea", de Paula Mastroberti, identificada como "artista plástica e escritora". Mastroberti nega o status de arte à peça exposta pela artista Gláucis de Morais no Torreão: a instalação "Concreto", um alto castelo de cartas de baralho em frágil equilíbrio. Conforme notícia de "ZH" de 19 de agosto de 2000, o trabalho foi realizado com cartas especialmente impressas para essa finalidade, sem números e apenas com o naipe de copas (coração). Seria "um castelo amoroso" e "uma torre dentro da torre", segundo palavras da autora da instalação. Mastroberti usa o exemplo dessa obra para desqualificar toda a arte contemporânea de raiz conceitual. Seriam "equívocos que causam as artimanhas de uma época que celebra a total ausência de parâmetros e de ousadia critica". Neiva Bohns situa nesse ataque uma agressão também aos pressupostos teóricos e práticos que mantém em funcionamento o Torreão, "espaço privado que periodicamente é colocado à disposição do público" e que "está longe de ser um ‘clube’ fechado". O centro de debates culturais, ateliê coletivo e espaço expositivo independente Torreão, aberto em junho de 1993, em Porto Alegre, tem como seus fundadores e animadores a dupla de artistas Elida Tessler e Jailton Moreira.

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Annotations

After analyzing and then defending the poetic consistency of Gláucis de Morais’s installation, Neiva Bohns upholds the importance of Torreão in the cultural circuit of the city of Porto Alegre. She argues that “what is at play [with Torreão] is another sort of artistic sensibility, one that cannot be measured with old scales.” Her statements demonstrate the friction that arose around Torreão in Porto Alegre, particularly among those segments of the city’s artistic class that in Bohns’s view, continue to resist updating their understanding of art and contemporary aesthetics.

 

Significantly, Torreão has been criticized for lack of official legitimization and for not wielding the intimidating power of the art market. Following another misunderstanding, Torreão was named “art gallery of the year” in 1994 by the Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, an organization of artists from the state of Rio Grande do Sul. 

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Além de analisar e defender a consistência poética da instalação de Gláucis de Morais, Bohns situa a importância do Torreão no circuito cultural. Observa que "o que está em jogo é um outro tipo de sensibilidade artística, que não se pode analisar com os pesos e medidas de antanho". O texto de Bohns é testemunho eloqüente do atrito gerado pelo Torreão, não só entre o público de Porto Alegre, mas especialmente entre certos segmentos da classe artística regional que ainda não conseguiram (ou se recusam) a atualizar parâmetros de ação e fruição propostos pelas estéticas contemporâneas. Cabe, ainda, observar que o trabalho empreendido pelo Torreão se torna alvo mais fácil de ataques porque não dispõe do aparato legitimador dos espaços oficiais ou do aparato intimidador do mercado. Fruto irônico de mais um desses equívocos de percepção, o Torreão foi homenageado em 1994 com o troféu de "melhor galeria de arte", oferecido em evento solene realizado pela Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, entidade que congrega os artistas visuais gaúchos.

 

Ver também:

MASTROBERTI, Paula. A frágil torre da arte contemporânea, jornal Zero Hora, 02.09.2000, Caderno Cultura pág.07; Jornal Zero Hora 19.08.2000 Caderno Cultura pág. 05

 

m- Estratégias de visibilidade local e intercâmbio cultural

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Researcher
Equipe Brasil: Angelica de Moraes
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Neiva Bohns, Pelotas, RS, Brasil.
Location
Zero Hora