Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

www.mfah.org Home

IcaadocsArchive

Document first page thumbnail
  • ICAA Record ID
    1111022
    TITLE
    Grupo de Bagé - I : "O importante hoje é fazer uma arte nacional" diz início do depoimento
    IN
    Correio do Povo (Porto Alegre, Brasil). ---  16 set. 1976
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – Testimonials
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Correio do Povo (Porto Alegre, Brasil).  "Grupo de Bagé - I: "O importante hoje é fazer uma arte nacional" diz início do depoimento." September 16, 1976.
    TOPIC DESCRIPTORS
Synopsis

Nine texts published in the daily Correio do Povo during the month of September 1976 sum up eleven hours of recordings by the Grupo de Bagé (Carlos Scliar, Danúbio Gonçalves, Glauco Rodrigues, and Glênio Bianchett). All four artists, and Carlos Scliar in particular, defend the idea of specifically Brazilian art upheld by the Grupo de Bagé after having undertaken the expansion of the Clube de Gravura de Porto Alegre in the fifties. The artists discuss their experiences as autodidacts, their influences (traditional printmaking and German Expressionist film), research into “Brazilian roots” in archetypical works by Mário de Andrade and Raul Bopp, Scliar’s experience in World War II as a soldier in the Força Expedicionária Brasileira (FEB), and his later leadership in the group that undertook the international Campanha pela Paz in the fifties, as well as countless other topics pertinent to their joint development. 

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Depoimento dos artistas do Grupo de Bagé: Carlos Scliar, Danúbio Gonçalves, Glauco Rodrigues e Glênio Bianchetti. Resumo de 11 horas de gravações em série de nove textos publicados no jornal diário Correio do Povo, em setembro de 1976. Os quatro artistas e especialmente Carlos Scliar voltam a defender a mesma bandeira "por uma arte brasileira" que constava dos objetivos do Grupo de Bagé e sua ampliação para o Clube de Gravura de Porto Alegre, nos anos 1950. Os artistas contam os anos de formação autodidata, as influências artísticas (entre elas a gravura e o cinema expressionista alemão), a pesquisa das "raízes brasileiras" na obra de Mário de Andrade e Raul Bopp, a experiência de Scliar na Segunda Guerra Mundial como soldado da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e sua posterior liderança no grupo na Campanha pela Paz, promovida internacionalmente nos anos 1950, entre inúmeros outros tópicos que percorrem a trajetória do grupo.

Revert to English synopsis
Annotations

These articles are based on recorded gatherings of the four artists in the Grupo de Bagé. Scliar described the format as “a sort of group therapy session” during the I Encontro Nacional de Artistas Plásticos in Bagé (state of Rio Grande do Sul) in January 1976. Artists from around the country participated in that event, which was organized by the city of Bagé’s tourism office. In keeping with a modality developed by the Grupo de Bagé in their research into the landscape and the rural setting, the owners of local estates put up the visiting artists. In September 1976, a retrospective of the Grupo de Bagé was held at the festivities hall of the Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) in Porto Alegre—the capital of that state in southern Brazil— featuring works produced following those visits to the countryside. The exhibition, entitled Por uma arte brasileira, was sponsored by public departments of education and tourism (Projeto Cultur). This event took place at the height of the dictatorship in Brazil (1964?85), when the state of Rio Grande do Sul’s cultural department had been turned into the Department of Education’s Division of Cultural Affairs. The disconnect between the images created by the group and the conservative ideology of the rural oligarchy is evident not only in the text, but also in the events themselves, although it is never directly addressed by the artists or the journalists.

For information on the Clube de Gravura do Rio de Janeiro founded in the fifties (a number of print clubs were founded in various Brazilian states during those years), see [doc. no. 1110336]; for information on the Oficina Guaianases de Gravura in operation in Recife and Olinda (state of Pernambuco) in the seventies, see “O caminho das pedras” [doc. no. 1110677]; in the eighties, the Cooperativa de Artistas Plásticos (CAP) group in São Paulo advocated “A gravura na cooperativa” [doc. no. 1110659]; on the revival of printmaking in the state of Ceará in the nineties, see “A nova gravura de Juazeiro do Norte” [doc. no. 1110756].  

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Os depoimentos foram tomados simultaneamente com os quatro artistas (formato que Scliar denominou de "quase psicanálise de grupo") durante a realização do I Encontro Nacional de Artistas Plásticos, em Bagé, em janeiro de 1976. O Encontro contou com , artistas convidados de vários pontos do país, em evento realizado pela secretaria municipal de turismo local. Fazendeiros hospedaram os participantes, repetindo prática adotada quando do surgimento do grupo e suas demandas de viagens para anotação de paisagens rurais. Acontecia na ocasião, setembro de 1976, uma retrospectiva do Grupo de Bagé, incluindo trabalhos recentes realizados durante essa estada nas fazendas, expostos no salão de festas da Universidade Federal (UFRGS), em Porto Alegre. A mostra denominada "Por uma arte brasileira" foi patrocinada pelas secretarias estaduais de Educação e Turismo do RS (Projeto Cultur). Em plena vigência da ditadura militar, há algum tempo os gaúchos não contavam com uma Secretaria de Cultura no Estado do RS, transformada então em mero Departamento de Assuntos Culturais da Secretaria de Educação. O vínculo entre a construção da imagética do gaúcho e a ideologia conservadora da oligarquia rural fica implícita nos fatos embora não seja assumida pelos artistas nem questionada pelos jornalistas.

 

Ver também:

Textos críticos de Clóvis Assumpção "Um pintor bageense", na revista Quixote (Porto Alegre,RS) Ano 1 número 2, pág 24 (maio de 1948) e na revista Quixote Ano 1 número 3, pág. 32 e 35 (setembro de 1948); jornal diário Folha da Manhã de 16 e 18 de setembro de 1976, noticiando a retrospectiva e um resumo dos depoimentos dos quatro artistas.

 

e- Arte como missão . Democratização e popularização da cultura

i- Clubes de Gravura

i- Seriação gráfica e democratização da arte

Revert to English annotations
Researcher
Angelica de Moraes
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Cortesia de Angélica de Moraes, São Paulo, SP
Location
Arquivo do Museu da Comunicação Hipólito da Costa