Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

www.mfah.org Home

IcaadocsArchive

Document first page thumbnail
  • ICAA Record ID
    1110957
    TITLE
    Gute Nacht Herr Baselitz ou Helio Oiticica onde está você? / Frederico Morais
    IN
    Módulo : Edição especial catálogo Móduloda mostra "Como vai você, Geração 80?" (Rio de Janeiro, Brasil). ---  Jul. 1984
    DESCRIPTION
    ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Morais, Frederico. "Gute Nacht Herr Baselitz ou Helio Oiticica onde está você?" Módulo: Edição especial catálogo da mostra "Como vai você, Geração 80?"  (July 1984).
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

This long text by the art critic Frederico Morais, divided into 12 sections, described the mood of the art being created in Brazil in the 1980s. The emotions and pleasure were the main drivers of this new work, along with a celebration of youth. There was also an open reaction against “the hermetic, purist and excessively intellectual work that prevailed in the 1970s.” Moreover, the artists returned to their subjectivity, which turned into “an intensification of gestures and color.” Morais stepped up to defend work of this kind, and as was his custom, although it pertained to the specific domain of art, he established direct contact with the viewing public. The background to this discussion was the political climate—specifically, the end of the long military dictatorship (1964?85)—not linked to social utopias in which, according to the critic, “the artist is the superstar.” The general tone indicates a stampede toward pleasure. Morais draws up a list of artists of that “Geração 80,” sorting them out by trend. Among other trends, he mentions Neo-Abstract Expressionism and the transformations of art vis-à-vis art history, ending his text with praise of the Baroque style.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Texto do crítico de arte Frederico Morais publicado na edição especial da revista "Módulo" dedicada à exposição "Como vai você, Geração 80?", realizada no Rio de Janeiiro na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 1984. O texto, dividido em 12 seções, descreve o estado de espírito artístico emergente naquela produção: o predomínio da emoção e do prazer como motores da obra, o elogio à juventude, a reação "à arte hermética, purista e excessivamente intelectual predominante nos anos 70" e o retorno do artista à sua subjetividade, transfigurada em uma "intensificação do gestual e da cor". O crítico defende que esta produção, além de se ater ao domínio específico da arte, tenta restabelecer uma comunicação com o público. A motivação viria do clima político, sem vincular-se a utopias sociais: "o artista é o superstar". A tônica é a investida no prazer. O autor segue com uma lista dos artistas da Geração 80, dividindo-os por tendências. Morais menciona, por exemplo, a questão do neo-informalismo e as transformações na relação da arte com a história da arte, concluindo o artigo com um elogio ao Barroco.

Revert to English synopsis
Annotations

Founded in the 1950s by the architect Oscar Niemeyer (1907?2012), the journal Módulo went beyond its scope as a professional journal to stimulate some debates regarding cultural institutions and the arts in the late 1970s and 1980s. When the long military dictatorship (1964?85) was coming apart, this journal became a good vehicle for information and thinking about art. It supported the artists known as the “Geração 80.”

 

This text appeared in a special edition of the journal Módulo dedicated to the exhibition Como vai você, Geração 80?, held at la Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro, 1984). This exhibition was curated by a team of three: Marcus de Lontra Costa (b. 1954), Paulo Roberto Leal and Sandra Mager, who brought together the work of 123 artists. With the passage of time, this became the framework out of which arose the “Geração 80” and the idea of “return to painting.” The latter was similar to the European movement advocating painting’s “retour à l’ordre,” which followed the historical avant-garde movements throughout Europe.

 

Frederico [de] Morais (b. 1936) is one of the outstanding personalities among art critics in Brazil. When he began his work as a critic, he was initially tied to the film world in Belo Horizonte with arts-related materials in several newspapers in that city. Subsequently, he took a stance in defense of unconventional expressions of art and the experimental stamp of the avant-gardes. Around 1967, he moved to Rio de Janeiro, where he spent years working as an art critic for daily newspapers, both the Diário de Notícias and O Globo. He was one of the most active “committed” critics in the 1960s and 1970s, supporting various avant-garde movements and exhibitions during that period as well as serving as a curator for some of these shows. The emergence of the Geração 80 led him to rethink certain political issues and theories.

 

Morais’s involvement with the “Geração 80” led him to other related texts. See, for example, “Leonilson: a Geração 80 ficou para trás” [doc. no. 1110961]. Another text that specifically addresses Brazil’s manifestation of the “retour à l’ordre” is “Gosto deste cheiro de pintura” [doc. no. 1110992]. The phenomenon of the “Geração 80” generated countless texts and essays, like Milton Machado’s “Dance a noite inteira mas dance direito” [doc. no. 1110945], and Ricardo Basbaum’s “Pintura dos anos 80: algumas observações críticas” [doc. no. 1110972].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

A exposição "Como vai você, Geração 80", realizada no edifício da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 1984, com curadoria de Marcus de Lontra Costa, Paulo Roberto Leal e Sandra Mager, reuniu 123 artistas e se tornou- um dos marcos da emergência da Geração 80 e da idéia do retorno à pintura naquela década. Frederico Morais atua no meio de arte brasileiro desde a década de 60, como crítico e curador. Teve significativa importância nas décadas de 60 e 70, ao apoiar os movimentos de vanguarda do período e produzir uma crítica atuante. Nos anos 80, irá rever algumas de suas posições, em apoio à emergência da Geração 80.

 

Ver também:

Wilson Coutinho. Festa e democracia no Parque Lage. (In: COUTINHO, Wilson ; PUCU, Izabela (org.). Imediações: a crítica de Wilson Coutinho. Rio de Janeiro: Funarte, 2008: 250-253).
Jorge Guinle Filho. Papai era surfista profissional, mamãe fazia mapa astral legal. "Geração 80" ou como matei uma aula de arte num shopping center. Revista Módulo, edição especial catálogo da exposição "Como vai você, Geração 80?", julho 1984.
Roberto Pontual. Explode Geração. Rio de Janeiro: Avenir, 1984.
Marcus de Lontra Costa. A festa acabou? A festa continua? Módulo 98, maio / junho 1988: 30-39.
Milton Machado. Dance a noite inteira, mas dance direito, 1992
Ricardo Basbaum. Pintura dos anos 80: algumas observações críticas, 1988.

 

c- Geração 80. Mostras. Artistas. Novo universo de valor: volta a pintura, uso da imagem (banal, precário, remanescente); lúdico, citação e paródia

Revert to English annotations
Researcher
Guilherme Bueno
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Courtesy of Frederico G. de Morais, Rio de Janeiro, Brasil
Location
Escola de Artes Visuais do Parque Lage