Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110897
    AUTHOR
    Bril, Stefania
    TITLE
    As relações futuras do homem com a máquina / Stephania Bril
    IN
    íris (São Paulo, Brasil). -- No. 391 (Jan. 1986)
    DESCRIPTION
    p. 52- [53]
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Reviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Bril, Stefania. "As relações futuras do homem com a máquina." Iris (São Paulo, Brazil), no.391 (January 1986): 52- 53.
    TOPIC DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In the opinion of Stefania Bril, Vilém Flusser’s attempt to categorize photography according to a number of concepts—as both Roland Barthes and Susan Sontag had done before him, articulating “post-historical” thinking in the process—repudiates the submissiveness of an entire society where information is privileged over objects. It is essential to become aware of that situation in order to oppose the alienation it imposes, an alienation due to which the photographer, imprisoned by his camera, acts like “a public employee,” always reproducing the same things. A struggle against “the cultural, aesthetic, and political criteria at the center of the camera’s project” must be waged. Critics must also grasp the importance of that struggle, since they are the ones charged with the task of discovering and communicating the image without deferring to the interpretations imposed by channels of distribution. Bril maintains that awareness is the best way to avoid “the triumph of any apparatus in a dehumanized society.”

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Segundo Stefania Bril, Vilém Flusser tenta inserir a fotografia dentro de vários conceitos, como já o haviam feito Roland Barthes e Susan Sontag, e insere um pensar ‘pós-histórico’ nesse esforço, denunciando o caráter de submissão de todos a uma sociedade sob o domínio não mais dos objetos, mas das informações. Para contrapor-se a essa alienação, ao aprisionamento do fotógrafo pelo aparelho como uma espécie de "funcionário" que produz coisas sempre iguais, é essencial que se tenha consciência dessa limitação, que se trave uma luta contra "os critérios culturais, estéticos, políticos que já fazem parte do programa do aparelho". O crítico também assume uma importância fundamental, pois cabe a ele descobrir e revelar a imagem sem obedecer aos significados embutidos pelo canal distribuidor em que está inserido. Ou melhor, explicitando os condicionamentos existentes. A conscientização é a melhor maneira de evitar "a vitória de qualquer aparelho sobre a sociedade, alienada".

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Annotations

In her review of Vilém Flusser’s book Filosofia da Caixa Preta, Stefania Bril summarizes Flusser’s theory on the basis of lessons useful to producers of images, photography critics, and other agents involved in the production and dissemination of photographic images.

 

Stefania Bril, who was born in Poland, moved to Brazil in the early fifties. One of the most eminent photography critics in the country, she has written texts for publications in Brazil and abroad. She wrote for the newspaper O Estado de S. Paulo and for Íris—the journal in which, with Bril’s support, Czech-born philosopher Vilém Flusser published a series of thirteen articles. Indeed, before the publication of this book, Filosofia da Caixa Preta [Philosophy of the Black Box], those articles were the platform from which Flusser communicated his ideas.

 

[For other texts on photography published in Íris, see in the ICAA digital archive by Harumi Yamagishi “Foto conceitual” (doc. no. 1110872); by T. J. Farkas “Fotografia - caminhos diversos” (doc. no. 1110873); by João Koranyi “Fotografia abstrata? (Conclusão)” (doc. no. 1110874) and  “A missão cultural da fotografía” (doc. no. 1110871); by Vilém Flusser “O futuro e a cultura da imagen” (doc. no.  1110898) and “O instrumento do fotógrafo ou o fotógrafo-instrumento?” (doc. no. 1110899); by Eduardo Llorente “Juventude e cinema” (doc. no. 1110875); and by Luis Humberto “Uma fotografia criativa e seus impedimentos” (doc. no. 1110876)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

A resenha de Stefania Bril do livro "Filosofia da Caixa Preta" propõe, ao mesmo tempo, resumir a teoria do autor e extrair as lições decorrentes dessa análise, úteis para produtores da imagem, críticos da fotografia e outros atores envolvidos com o processo de produção e difusão da imagem fotográfica. De origem polonesa, mudando-se para o Brasil no início dos anos 50, Stefania Bril foi uma das mais importantes críticas da área de fotografia no país, atuante em uma série de publicações tanto no exterior como no Brasil, com atuação destacada no jornal "O Estado de São Paulo" e na revista "Íris". É nesta última que o filósofo tcheco Vilém Flusser publica, com seu respaldo, uma série de 13 artigos que constituem a principal fonte de divulgação de sua reflexão no pais, antes da publicação de "Filosofia da Caixa Preta".

 

Ver também:

FLUSSER, Vilém. O instrumento do fotógrafo ou o fotógrafo do instrumento? Iris, São Paulo, ago. 1982.
FLUSSER, Vilém. O futuro e a cultura da imagem. Iris, São Paulo, mar. 1983.

 

l- Arte e tecnologia digital. Poéticas digitais

l- Formação de nova rede institucional e suas estratégias

l- Fotografia

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Researcher
Maria Hirszman
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP