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  • ICAA Record ID
    1110877
    TITLE
    [A "Manchete" de 26 de agosto publica um artigo pintor bahiano Carybé...] / Lina Bo Bardi
    DESCRIPTION
    [3] leaves
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Typed sheet – Testimonials
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Bardi Lina Bo. [A "Manchete" de 26 de agosto publica um artigo pintor bahiano Carybé...] [s.d]. Typed manuscript. [s.l].
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This text by architect Lina Bo Bardi describes the difficulties she faced as the head of the Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB) and of the Museu de Arte Popular (MAP), both of which were located in the Solar do Unhão (since 1963), a seventeenth-century architectural complex whose restoration Bo Bardi herself had overseen. The text also discusses the project to create a Universidad Popular geared to applying technology and industrial design to crafts. Bo Bardi states in no uncertain terms that she was responsible for the architecture of both museums. She claims that during her tenure at the museums, she was the object of political hostility from both the artistic and the intellectual classes. She also points out that she was forced to resign from her posts at the museums and had to stop working in the public sector soon after the military coup in April 1964.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Texto da arquiteta Lina Bo Bardi sobre as dificuldades enfrentadas por ela quando diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia e do Museu de Arte Popular, ambos instalados no Solar do Unhão, na cidade de Salvador, estado da Bahia, em 1963. Comenta o projeto da criação de uma Universidade Popular voltada para a aplicação de técnicas e desenho industrial ao artesanato popular. Esclarece sua responsabilidade e autoria na realização dos museus e afirma que sofreu a hostilidade da classe artística e intelectual da Bahia. A arquiteta declara que foi forçada a interromper seu trabalho junto aos museus e a deixar a Bahia após abril de 1964.

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Annotations

 

This manuscript makes reference to an article by Greek-Argentinean painter Héctor Páride Bernabó (1911-97)—known as Carybé—that was published in the popular magazine Manchete (August 26).

 

Lina Bo Bardi (née Achillina Bo, 1914-92), an Italian architect who settled in Brazil after World War II, expresses her frustration about the dire deficiencies of the institutions where she worked in Bahia. This text was written soon after the coup that would establish a military dictatorship in Brazil for [the subsequent] twenty-one years. Bo Bardi lived in Salvador, capital of the State of Bahia, from 1959 to 1964, the years when she directed both the Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB) and the Museu de Arte Popular (MAP). The foundation of MAP, a museum that houses the best crafts from the entire country, was a result of her profound interest in the preservation of the material culture of this region of northeastern Brazil. Her earlier work at the Museu de Arte de São Paulo (MASP), where she was the head of programming and education, and later as the director of MAMB, demonstrate her commitment to art historical exhibitions. She was also responsible for organizing exhibitions with a wide range of contemporary artists from Brazil and elsewhere, and for efforts that placed emphasis on popular culture from northeastern Brazil. All of these concerns culminated in her work at MAP in 1963.

 

A CIA-supported military coup ousted President João Goulart on April 1, 1964, ushering in a long period of military dictatorship (1964–85) in which the civil rights enjoyed by the population under democracy were suspended, specifically by means of violent censorship and an end to free expression, for among others, artists and intellectuals.

 

In this manuscript, Lina Bo Bardi asserts that in her efforts as the director of MAMB, she was thoroughly isolated insofar as she received no support whatsoever from the conservative and elitist local artist class. The sudden interruption of her work on the local cultural scene was due to the coup of 1964 that would place an iron grip on life in Brazil for two decades.

 

For related texts, see Lina Bo Bardi’s “O Museu de Arte Moderna da Bahia” [doc. no. 1110860]; on the implementation of the Plano de Artesanato Popular “[Letter] 1963 maio 1, Salvador, Bahia [to] Lomanto Júnior, Governo do Estado da Bahia” [doc. no. 1110865]; “Um dos mais importantes acontecimentos culturais dos últimos tempos” [doc. no. 1110870]; and “Diretório acadêmico Rocha Pombo do Paraná. Entrevista” [doc. no. 1110867].

 

For additional information, see Glauber Rocha’s “MAMB Não é Museu: é Escola e Movimento. Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem” [doc. no. 1110859] (September 21, 1960). (1)

 

Leia este comentário crítico em português
Annotations

A arquiteta italiana Lina Bo Bardi viveu na cidade de Salvador, estado da Bahia, entre 1958 e 1964, quando lecionou na Faculdade de Arquitetura da Universidade da Bahia e dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia. Durante esse período, desenvolveu no museu uma programação dinâmica que contemplava exposições didáticas sobre história da arte, manifestações populares e eruditas, mostras de artistas contemporâneos nacionais e internacionais, de diferentes tendências, além da valorização da cultura popular nordestina, o que culminou na criação do Museu de Arte Popular, em 1963. Nesse manuscrito, Lina Bo Bardi afirma que trabalhou isoladamente, sem o apoio da classe artística local, e sugere que a interrupção de seu trabalho na Bahia esta relacionada ao golpe militar ocorrido no Brasil em abril de 1964, acontecimento histórico que deu inicio a um período de vinte anos de regime ditatorial no pais.

 

Ver também:

ARTE popular. Diário de Notícias, Salvador, 05 nov. 1963.
BARDI, Lina Bo; Diretório acadêmico Rocha Pombo do Paraná. Entrevista. Curitiba, s. d.. Manuscrito.
[BARDI, Lina Bo?]. "Um dos mais importantes acontecimentos culturais dos últimos tempos..." S. l., s. d.. Manuscrito.
BARDI, Lina. [Esta exposição desenvolve temas]. Salvador, [1960?]. Manuscrito.
ROCHA, Glauber. MAMB Não é Museu: é Escola e "Movimento" Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem. Sem local, sem nome do periódico, 21 set. 1960.

 

b- Cultura popular e projeto político

c- Apropriações. Entrecruza/o de culturas: cult popular e cult erudita; cult artística e indústria cultural; cult rural, cult urbana, cult suburbana

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Researcher
Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, São Paulo, Brasil
Location
Museu de Arte Moderna da Bahia