Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110859
    TITLE
    MAMB não é museu : é escola e "movimento" por uma arte que não seja desligada do homem / Glauber Rocha
    IN
    Jornal da Bahia (Salvador, Brasil). -- Set. 21, 1960
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – notes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Rocha, Glauber. "MAMB não é museu: é escola e "movimento" por uma arte que não seja desligada do homem." Jornal da Bahia (Salvador, Brazil), September 21, 1960.
    TOPIC DESCRIPTORS
Synopsis

In this text, filmmaker Glauber Rocha describes architect Lina Bo Bardi’s tenure as director of the Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB). He points out the polemic, rather than provincial or anti-academic, nature of her work and proposals, as well as the criticism she received from the art world of Salvador, the capital of the state of Bahia. Rocha defends Bo Bardi tooth and nail. He praises her competence and the quality of her work despite—on many occasions—scarce human and financial resources. Rocha commends specifically the exhibitions held at the museum, its art school for children, the music school affiliated with the museum, as well as a popular magazine and a “Universidade Popular” that provided instruction in crafts, industrial design, and industrial arts. Rocha provides a list of shows held during the Museu de Arte Moderna da Bahia’s first year.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O cineasta Glauber Rocha escreve sobre a atuação da arquiteta Lina Bo Bardi como diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia. Destaca o sentido polêmico, não provinciano e não acadêmico das ações de Lina Bo Bardi, bem como as críticas que tem recebido de diversos setores da classe artística baiana. Defende a arquiteta apontando a competência e a qualidade de seu trabalho realizado com poucos recursos humanos e financeiros. Discorre sobre as exposições, a escola de arte para crianças e a escola de música do museu, bem como sobre o projeto de Lina Bo Bardi de criar uma revista popular e uma Universidade Popular que conjugaria cursos de artesanato, desenho industrial e artes industriais. Apresenta a lista das exposições realizadas no primeiro ano de funcionamento do museu.

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Annotations

The Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB) opened its doors in January 1960 at the initiative of the government of the state of Bahia; its director was architect Lina Bo Bardi. This document attests to the authentic utopian nature of a project led by someone who understood traditional Brazilian popular cultural as unique and unexploited raw material, an alternative capable of enlivening contemporary cultural production.

 

Italian architect Lina Bo Bardi (née, Achillina Bo, 1914–92) lived in Salvador, Bahia, from 1959 to 1964, the years she directed the Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB). Like her earlier work as the head of programming and education at the Museu de Arte de São Paulo (MASP), her performance as the director of MAMB evidenced a commitment to exhibitions on art history. She was also responsible for organizing shows of a wide range of contemporary artists from Brazil and beyond, and for efforts that placed emphasis on the importance of traditional popular culture from northeastern Brazil. Bo Bardi advocated organizing courses in art, music, film, and theater, and workshops in industrial design and crafts. Her work energized the art scene from this region of Brazil and allowed local artists to come into contact with major figures in contemporary art. In 1963, the Museu de Arte Popular (MAP), which housed works from different regions of Brazil, was opened. At the inaugural exhibition of MAP’s new location, constructed—at Bo Bardi’s insistence—at the Solar do Unhão in Salvador, Bo Bardi developed themes first formulated in the exhibition Bahia, which formed part of the V São Paulo Biennial (1959). In Bo Bardi’s view, the show should have been called Civilização do Nordeste, since the term “civilization” means “integral human life” (see ICAA digital archive doc. no. 110868). For further reading, see Lina Bo Bardi’s “Arte popular” (doc. no. 1110862).

 

Glauber Rocha is indisputably the greatest exponent of what is known as the Cinema Novo film movement. [On his ideas, see in the ICAA digital archive the manifesto “Uma estética da fome” (doc. no 807556) and “Nordeste” (doc. no. 1111194)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O Museu de Arte Moderna da Bahia foi inaugurado em janeiro de 1960, por iniciativa do Governo do Estado da Bahia, sob direção de Lina Bo Bardi. O documento evidencia a dimensão utópica do projeto de Lina Bo Bardi que via a cultura popular brasileira como uma matéria-prima inédita e alternativa capaz de dinamizar a produção cultural contemporânea. A arquiteta italiana Lina Bo Bardi imigrou para o Brasil nos anos quarenta e, na década seguinte, assumiu um papel de destaque no ambiente cultural de São Paulo, sendo uma das responsáveis pela programação e pelas ações didáticas do Museu de Arte de São Paulo, fundado em 1947, sob direção de seu marido, o marchand Pietro Maria Bardi. A arquiteta viveu na cidade de Salvador, Bahia, entre 1959 e 1964, período em que dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia. Sua gestão é marcada por uma programação dinâmica que contemplava exposições didáticas sobre história da arte, mostras de artistas contemporâneos nacionais e internacionais, de diferentes tendências, além da valorização da cultura popular nordestina. Promovia cursos regulares de arte, música, cinema e teatro, oficinas de desenho industrial e artesanato popular. Suas ações dinamizaram o ambiente artístico da região nordeste do país proporcionando o contato dos artistas locais com nomes de destaque da arte contemporânea nacional e internacional. Lina Bo Bardi também foi responsável pela criação do Museu de Arte Popular, na cidade de Salvador, em 1963, com peças de artesanato e arte popular brasileiras. O cineasta Glauber Rocha foi o principal expoente do movimento cinematográfico surgido no Brasil, nos anos sessenta, conhecido como Cinema Novo.

 

Ver também:

BARDI, Lina Bo. O Museu de Arte Moderna. Diário de Notícias, Salvador, 18 out. 1959.
BARDI, Lina Bo. Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador, sem data. Datiloscrito.

 

b- Cultura popular e projeto político

c- Apropriações. Entrecruza/o de culturas: cult popular e cult erudita; cult artística e indústria cultural; cult rural, cult urbana, cult suburbana

d0- Artesanato e arte popular

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Researcher
Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Museu de Arte Moderna da Bahia