Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110858
    TITLE
    Formas como escultura, [BARDI, Lina Bo?]. Formas como escultura. Salvador, 1960.
    DESCRIPTION
    [1] leaf
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Typed sheet – Other
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Bardi, Lina Bo. "Formas como escultura," 1960. Museum of Modern Art of Bahia, Salvador, Brasil.
    TOPIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

Wall text for the exhibition Formas como escultura, held at the Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB) in 1960, when Lina Bo Bardi—the possible author of this text—was the director of that institution. The exhibition set out to emphasize the forms of the everyday objects that it displayed. The primary purpose of this text is to announce the plans to open the Museu de Arte Popular and the Escola de Artesanato e Desenho Industrial, annexes of MAMB.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Texto de parede da exposição "Formas como escultura" realizada no Museu de Arte Moderna da Bahia, em 1960. A exposição chama a atenção para a forma de objetos cotidianos, reunidos no museu. O texto anuncia o Museu de Arte Popular e a Escola de Artesanato e Desenho Industrial, que iriam funcionar paralelamente ao Museu de Arte Moderna da Bahia.

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Annotations

It is highly likely that this wall text was written by Lina Bo Bardi (née Achillina Bo, 1914-92), an architect who served as the director of the Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB). In the early fifties, Bo Bardi, who had immigrated to Brazil from Italy after World War II, directed the art magazine Habitat, published by the Museu de Arte de São Paulo (MASP). In 1951, she and her husband Pietro Maria Bardi (1900-99)—curator and director of MASP—began the industrial design department at the MASP Instituto de Arte Contemporânea (IAC), where she taught. Bo Bardi lived in Salvador, Bahia, from 1959 to 1964, the years that she directed MAMB. Her work as the head of programming and education at MASP, and later as the director of MAMB, demonstrate her commitment to art historical exhibitions. She was also responsible for organizing exhibitions with a wide range of contemporary artists from Brazil and elsewhere, and for efforts that placed emphasis on popular culture from northeastern Brazil. Bo Bardi advocated organizing courses in art, music, cinema, and theater, and workshops in industrial design and crafts. Her work energized the art scene from this region of Brazil and allowed local artists to come into contact with major figures in contemporary art. In 1963, the Museu de Arte Popular was opened with works from different regions of the country.

 

The text “Formas como escultura” outlines the connection between Bo Bardi’s work at MAMB and her earlier work at MASP, especially in terms of the demystification of art and the importance of its role in daily life through both craft and design.

 

For a related text, see Lina Bo Bardi’s “O Museu de Arte Moderna da Bahia” [doc. no. 1110860],

 

For additional information, see Lina Bo Bardi’s “O Instituto de Arte Contemporânea surge…,” informational pamphlet, c. 1950, and “O Museu de Arte Moderna,” Diário de Notícias, Salvador, October 18, 1959; Glauber Rocha’s “MAMB Não é Museu: é Escola e Movimento. Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem,” September 21, 1960; and Jacob Ruchti’s “Instituto de Arte Contemporânea,” HABITAT no. 3 (1951).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O texto de parede foi escrito provavelmente pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, então diretora do Museu de Arte da Bahia. Lina Bo Bardi imigrou para o Brasil nos anos quarenta e, na década seguinte, assumiu um papel de destaque no ambiente cultural de São Paulo, sendo uma das responsáveis pela programação e pelas ações didáticas do Museu de Arte de São Paulo, fundado em 1947, sob direção de seu marido, o marchand Pietro Maria Bardi. A arquiteta viveu na cidade de Salvador, Bahia, entre 1959 e 1964, período em que dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia. Sua gestão é marcada por uma programação dinâmica que contemplava exposições didáticas sobre história da arte, mostras de artistas contemporâneos nacionais e internacionais, de diferentes tendências, além da valorização da cultura popular nordestina. Promovia cursos regulares de arte, música, cinema e teatro, oficinas de desenho industrial e artesanato popular. Suas ações dinamizaram o ambiente artístico da região nordeste do país proporcionando o contato dos artistas locais com nomes de destaque da arte contemporânea nacional e internacional. Em 1963, Lina Bo Bardi inaugurou o Museu de Arte Popular, com peças de arte e artesanato popular de diferentes regiões do Brasil. O documento "Formas como escultura" explicita as relações entre suas realizações no Museu de Arte Moderna da Bahia e os objetivos que haviam mobilizado suas ações junto ao Museu de Arte de São Paulo, especialmente no que diz respeito à desmistificação da arte e sua presença no cotidiano por meio do artesanato e do design.

 

Ver também:

[Lina Bo Bardi?]. Natureza e arte. Sem local, 1960. Datiloscrito.
BARDI, Lina Bo. O Museu de Arte Moderna. Diário de Notícias, Salvador, 18 out. 1959.
ROCHA, Glauber. MAMB Não é Museu: é Escola e Movimento Por uma Arte Que Não Seja Desligada do Homem. Sem local, sem nome do periódico, 21 set. 1960.
RUCHTI, Jacob. Instituto de Arte Contemporânea. Habitat n. 3, 1951.
[BARDI, Pietro Maria & BARDI, Lina Bo?]. O Instituto de Arte contemporânea surge.... Folheto de divulgação do IAC, [1950?].
BARDI, Lina Bo. Vitrinas. Habitat. São Paulo, n. 5, p. 30, [1951?].

 

c- Apropriações. Entrecruza/o de culturas: cult popular e cult erudita; cult artística e indústria cultural; cult rural, cult urbana, cult suburbana

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Researcher
Ana Maria Moraes Belluzzo
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consetimento de Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, São Paulo, Brasil
Location
Museu de Arte Moderna da Bahia