Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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Synopsis

The journal Habitat conducted a survey on the importance of the São Paulo Biennial. The critic Sérgio Milliet states that, as a show of good faith, no one should question the international scope of this São Paulo event. Moreover, in his opinion, being awarded a prize at the event is just as desirable to artists as recognition by the original big international art show, the Venice Biennial. To Maria Eugenia Franco, its success can be measured by the number of people who visit the event. Of course, this obligates the Museu de Arte Moderna to “continue the important work of providing Brazilians with the visual arts education they lacked until recently.” For his part, the critic Antônio Bento relies on the biennial, which he regards as “an event that modernizes and lets a breath of fresh air into Brazil’s art milieu.” Elena Goerg believes that “the artistic exchange” at the biennial will bring Brazil closer to other countries. In turn, Lourival Gomes Machado expresses his wishes for the competition’s success, amidst some fear that the Museu de Arte Moderna will be overwhelmed by the size of the event, a concern shared by Wolfgang Pfeiffer. The sculptor Bruno Giorgi praises the “educational value” of the biennial for the “common man.” However, the sculptor believes that national art will only benefit if there is a “rigorous selection” process applied here in Brazil. Finally, Paulo Duarte is convinced that the biennial has led São Paulo to undertake “the enjoyable process of moving beyond its provincialism, which has been going on for the past three years.” 

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Synopsis

A revista "Habitat" publica enquete sobre a importância da Bienal de São Paulo. O crítico Sérgio Milliet afirma que ninguém de boa-fé poderia negar a importância e o alcance do evento, e que receber um prêmio da bienal paulista é tão almejado pelos artistas quanto receber um prêmio da Bienal de Veneza. Para Maria Eugenia Franco, o êxito da mostra se comprova através do elevado número de visitantes a cada edição, o que obrigaria o Museu de Arte Moderna a "prosseguir na importante tarefa de dar aos brasileiros a educação artística visual que lhes faltava até recentemente". O crítico Antônio Bento afirma confiar na Bienal como "realização que moderniza e areja o ambiente artístico do país". Para Elena Goerg, a Bienal aproximará o Brasil de outros países e possibilitará o "intercâmbio artístico". Lourival Gomes Machado afirma torcer pelo êxito do certame, embora tema que o gigantismo da mostra impossibilite a sobrevivência do Museu de Arte Moderna. Wolfgang Pfeiffer também faria ressalvas ao gigantismo da mostra. Bruno Giorgi elogia o "valor didático" da Bienal nas "esferas populares" e afirma que a arte nacional seria muito beneficiada com uma "seleção rigorosa" dos artistas participantes. Paulo Duarte afirma que S. Paulo deve à Bienal "o delicioso processo de desencaipiramento por que passa de três anos para cá".

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Annotations

In 1955, the 3rd International Biennial of São Paulo unleashed all kinds of controversy, since the process of selecting participants gave rise to negative reactions. The previous round had been a huge success, celebrating the simultaneous 4th Centenary of the founding of the city, as the Bienal do IV Centenário (1953–54). All the attention garnered by that biennial made the registration process cumbersome in 1955, when works from every corner of the country overwhelmed the capacity of the São Paulo selection jury. An important fact about this 3rd Biennial was the creation of the Biennial Historical Archive fostered by Wanda Svevo (then secretary of the institution). The archive sought to collect all the documents related to the organization of the international event. After Svevo died in an airplane crash while working on a later biennial (1962), the archive came to be known as the Wanda Svevo Historical Archive.

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Annotations

A III Bienal provocaria polêmicas antes mesmo do anúncio das premiações, pois o próprio processo de seleção dos artistas participantes já gerava reações negativas. O enorme sucesso da edição anterior, a Bienal do IV Centenário, proporcionou tamanha divulgação sobre o evento que tornaria o processo de livre inscrição impraticável em 1955, tamanha a quantidade de obras que chegavam de todos os estados do Brasil para a apreciação do pequeno júri paulistano. E esta III Bienal configura um importante acontecimento, a criação do Arquivo Histórico da Bienal por iniciativa de Wanda Svevo, que fora até então secretária da Bienal. O arquivo passaria a guardar toda a documentação relativa à organização das bienais paulistanas. Com o falecimento de sua fundadora em trágico desastre de avião, em viagem a serviço da Bienal, em 1962, o arquivo seria batizado de Arquivo Histórico Wanda Svevo.

 

m- Bienal de São Paulo

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Researcher
Equipe Brasil: Polyana Canhete
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo