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Letter from Léon Degand—director of the Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP)—to René Drouin—a Parisian gallerist and the partner of Leo Castelli—discussing details related to the first exhibition at MAM-SP. According to the letter, both Marcel Duchamp and North American collector Sidney Janis will participate in the selection of works for that show, including art by Paris-based artist Cícero Dias, who was originally from the Brazilian state of Pernambuco.

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Carta de Léon Degand (diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo) a René Drouin (galerista parisiense, sócio de Leo Castelli) acertando detalhes da primeira exposição do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mencionando a participação de Marcel Duchamp e Sidney Janis da seleção das obras norte-americanas escolhidas para a exposição, bem como a participação do brasileiro Cícero Dias.

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There are both manuscript and typewritten versions of this original document on Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) letterhead. Perhaps because it was a draft of an official correspondence, the original reproduced in the ICAA archive is undated.

The text is by Belgian art critic Léon Degand (1907-1958), one of the critics that contributed to the magazine Art d’aujourd’hui and a staunch advocate of abstraction which was gaining ground in Parisian galleries in the period after World War II. In 1945, Degand arrived in France and began writing his artistic chronicles for Les lettres françaises, a publication directed by poet Louis Aragon. Degand received a measure of international recognition for his book Chagall: peintures (1942-1945). He served as director of MAM-SP from 1947 to 1951, when “Ciccillo” Mararazzo nominated him to direct the first edition of the São Paulo Biennial (1951). During those years, Degand published a number of articles that indicate his inclination for abstract art, among them “Do figurativismo ao abstracionismo” (see ICAA digital archive doc. no. 1085735).

In reference to the debate between realism and abstraction, see the article “Em torno do terceiro Salão de Maio” published in Diário da Noite in which sculptor Victor Brecheret and painter Lasar Segall express their inclinations for the “human” figure (doc. no. 1085032).

In 1939, René Drouin (1905–1979), who was trained as an architect, opened a gallery on Place Vendôme in Paris in partnership with Leo Castelli. In the decades that followed, that gallery would hold major shows of work by Francis Picabia, Wassily Kandinsky, and Max Ernst. In the fifties, the gallery managed to avoid taking sides in the dispute between figuration (associated with the École de Paris) and abstraction. After moving to the United States, Leo Castelli (1907–99), who was born in Italy, became the greatest gallerist of the sixties, launching the international careers of a number of major contemporary artists.

 

The Fundo Ciccillo Matarazzo contains two other letters to René Drouin, dated September 15 and November 6, 1948, respectively; Ciccillo Matarazzo signed both. The second one is in Léon Degand’s handwriting, although there are typewritten copies. The Fundo Ciccillo Matarazzo, named for Francisco Matarazzo Sobrinho (1898–1977), has recently gathered and organized a databank for researchers. It contains documents from the personal archives of the creator of the Fundação Bienal de São Paulo, the Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), the Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), as well as other major cultural institutions in São Paulo.

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Annotations

Encontramos na referida pasta o documento original manuscrito e cópias datilografadas em papel timbrado do Museu de Arte Moderna de São Paulo. O manuscrito original não é datado, talvez por se tratar de rascunho para a carta oficial. Léon Degand (1907-1958): crítico belga, residente em Paris, grande defensor da abstração, é convidado por Francisco Matarazzo Sobrinho a ser o primeiro diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1939, René Drouin (arquiteto de formação) abre em associação com Leo Castelli uma galeria na Plâce Vendôme. Sua galeria viria a abrigar, nas décadas seguintes, exposições importantes de Francis Picabia, Wassily Kandinsky e Max Ernst. Nos anos 1950, parece ter escapado ao posicionamento entre a figuração (École de Paris) e a abstração. Leo Castelli (1907-1999): italiano de nascimento, radicado nos Estados Unidos, tornaria-se o mais importante galerista dos anos 1960, em Nova York, sendo responsável pela projeção de vários nomes significativos da arte contemporânea. No Fundo Ciccillo Matarazzo há mais duas cartas para René Drouin, datadas de 15 de setembro e 6 de novembro de 1948. As duas são assinadas por Ciccillo Matarazzo. A segunda tem a versão original manuscrita com a letra de Léon Degand, mais as cópias datilografadas. O Fundo Ciccillo Matarazzo (Francisco Matarazzo Sobrinho, 1898-1977) acaba de ser tratado e organizado em um banco de dados para consulta do pesquisador. Reúne documentos do arquivo pessoal do criador da Fundação Bienal de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, posteriormente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, entre outras instituições culturais importantes de São Paulo.

 

Ver também:

"Do figurativismo ao abstracionismo", Léon Degand

 

h- A introdução da arte abstrata no Brasil

m- Estratégias de visibilidade local e intercâmbio cultural

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Researcher
Equipe Brasil: Ana Magalhães
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Arquivo Histórico Wanda Svevo, Fundação Bienal de São Paulo