Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110748
    AUTHOR
    Müller, Regina Polo
    TITLE
    Tayngava, a noção de representação na arte gráfica Asurini do Xingu
    DESCRIPTION
    17p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    MÜLLER, Regina Polo. Tayngava, a noção de representação na arte gráfica Asurini do Xingu. In: VIDAL, Lux et al (coord.). Grafismo indígena: estudos de antropologia estética. São Paulo: Studio Nobel; Fapesp; Edusp, 1992. p.231-248.
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

This study in aesthetic anthropology by Regina Polo Müller revolves around the following topics: 1. Supports and techniques in drawing: artistic style; 2. Techniques and style in drawing; 3. “Tayngava”: pattern, image, replica of the human form. It is on the basis of those topics that Müller draws her conclusions. The text is illustrated with drawings by women from the Asurini tribe from Alto Xingu as laid out by graphic artist Filipeli, Jr., on the basis of decorative patterns used in ceramic objects and on fifteen other models whose specific nomenclature is provided. Black and white and color photographs are used to document face and body painting, as well as ceramic decoration. This essay by Müller forms part of an anthology of anthropological texts entitled Grafismo indígena, coordinated by Lux Vidal.

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Synopsis

Estudos de antropologia estética de autoria da antropóloga Regina Polo Müller, que aborda a temática através dos seguintes tópicos. Introdução. 1. Suportes e técnicas de desenho: o estilo artístico. 2. As técnicas e o estilo de desenho. 3. "Tayngava"; padrão, imagem, réplica, imagem do humano. Conclusão. Ilustram o texto desenhos feitos pelas mulheres Asurini e por ilustrações do artista gráfico Filipeli Jr., que reproduz padrões ornamentais usados em objetos de cerâmica, além de quinze outros padrões, com as respectivas nomenclaturas. Fotos em branco e preto e a cores documentam a pintura corporal e facial e a decoração aplicada à cerâmica. O ensaio consta da coletânea organizada pela antropóloga Lux Vidal, intitulada Grafismo indígena.

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Annotations

It was in early 1976—soon after Müller had come into contact with the Asuriní tribe, which had until that moment, lived in complete isolation—that Regina Polo Müller began her research, registering aspects of a virgin society that included only sixty individuals at the time. The anthropologist was mainly interested in the tribe’s artistic expressions, geometric shapes used to decorate the body, and in its objects. One of the most prevalent elements in the drawings is the “Tayngava” pattern with Greek fret, an image used to constitute the being. Tayngava can be translated as replica, measure, or image. In Müller’s view, the geometricizing and occupation of all the space in a sort of visual perception are the defining traits of Asuriní drawing. The abstract shapes used in this geometricizing effect indicate three cosmic realms: the natural, the cultural, and the supernatural.

 

For further reading on indigenous art, aesthetics, and culture in Brazil, see the following texts by Darcy Ribeiro: “Arte índia” (doc. no. 1110737), “Arte plumária dos índios Kaapor” (doc. no. 1110739), “Arte: a vontade da beleza” (doc. no. 1110735), and “A transfiguração cultural” (doc. no.  785492).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Ao iniciar sua pesquisa, em 1976, quando era recente a situação de contato dos Asuriní com o mundo envolvente (até então viviam em situação de isolamento), a autora registrou aspectos tradicionais da cultura deste povo, reduzido naquele momento a apenas 60 indivíduos. Ela se interessou em particular por suas manifestações artísticas, os desenhos geométricos usados na decoração do corpo humano e dos objetos. Entre esses desenhos ela aponta a preponderância do padrão "Tayngava", em forma de grega, e que remete à noção de uma imagem que é constitutiva do ser. Tayngava pode ser traduzido como réplica, medida, imagem. Observa também que a geometrização e a totalização do espaço como modo de percepção visual são tendências que definem o desenho Asuriní. As formas abstratas com as quais se realiza essa geometrização referem-se a elementos de três domínios cósmicos: a natureza, a cultura e o sobrenatural.

 

Ver também:

A arte gráfica Ticuna. Jussara Gomes Grüber. In: Lux Vidal (org.). Grafismo indígena
A pintura corporal e a arte gráfica entre os Kayapó-Xicrin do Cateté. Lux Vidal. In: Lux Vidal (org.). Grafismo indígena 
Anfänge der Kunst im Urwald. Theodor Koch-Grünberg
Antes o mundo não existia. Mitologia dos antigos Desana. Umusi Pãrõkumu (Firmiano Arantes Lana) & Tõrãmu K?híri (Luiz Gomes Lana)
Arte: a vontade da beleza. Darcy Ribeiro. In: Kadiweu. Estudos etnológicos sobre o saber, a arte e a beleza
Arte iconográfica Waiãpi. Dominique Tilkin Gallois.  In: Lux Vidal (org.). Grafismo indígena
Mitopoemas Yãnomam. Claudia Andujar
O  mundo dos MEHINÁKU e suas representações visuais. Maria Heloisa Fénelon Costa

 

d2- arte indigena e visão antropológica

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Researcher
Equipe Brasil: Carlos Moura
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Biblioteca do Museu de Arte Contemporânea - MAC/USP