Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110722
    TITLE
    Ainda não é amanhã / Lourival Gomes Machado
    IN
    O Estado de S. Paulo  (São Paulo, Brasil). --- 11 dez. 1956
    DESCRIPTION
    ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – notes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Machado, Lourival Gomes." Ainda não é amanhã." O Estado de S. Paulo (São Paulo, Brazil), December 11, 1956.
    TOPIC DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In this newspaper article, Lourival Gomes Machado observes that art criticism in Brazil has finally started considering Concrete art as an important form of expression in Brazilian art. In his opinion, the idea of “rupture” with the art world—proposed by the eponymous group headed by Waldemar Cordeiro—no longer makes sense. According to Gomes Machado, the artists in that movement now feel the need to go beyond the group’s original program, since Concrete art was a product of a time when it was believed that (geometrical) Abstraction represented a forced split in modern art, as concluded following a presentation by the Belgian curator Léon Degand. Concrete art must, in his opinion, be considered just as valid as any other art form, and the doctrinaire approach of the “Manifesto ruptura” (1952) does not make it in any way superior to other Abstract works, whether by the Franco-German Hans Hartung or the Italian Alberto Magnelli.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Lourival Gomes Machado, neste artigo, nota que a crítica brasileira finalmente passou a considerar o concretismo como uma manifestação relevante para a arte brasileira. Para ele, não há mais sentido nas idéias de ruptura com o ambiente artístico, propostas inicialmente pelo grupo paulista. Segundo Gomes Machado, os artistas concretos sentem necessidade de extravasar o programa original do grupo. Para ele, o concretismo teria surgido numa época em que se acreditava que a abstração era o inevitável desdobramento da arte moderna, como observa a partir do discurso de Léon Degand. É necessário, segundo Gomes Machado, que o concretismo entenda que é uma manifestação artística tão válida quanto as demais e que o caráter doutrinário do manifesto do grupo não lhe garante a superioridade em relação às outras manifestações, como, por exemplo, as abstrações de Hartung e Magnelli.

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Annotations

This article reviews the Concrete movement that began in São Paulo, and discusses the duty of the critic, for whom all forms of art are of equal importance, each of them deserving their own space. According to the article’s author, Lourival Gomes Machado (1917–67), no movement is better than any other. His reference to the “warriors and strategists” of the Concrete movement no doubt alludes to Waldemar Cordeiro (1925–73), the leader of the grupo ruptura and radical champion of the movement. Later on, in regard to the ideas expressed by the Belgian art critic Léon Degand (1907–58), Gomes Machado also defends Concrete art, and refers to its contributions to Brazilian art. He says the same again in another article published on January 10, 1959—“A presença dos concretistas” [doc. no. 1110728]—in which he passionately discusses the non-participation of critics in any of the movements around at the time. He repeats his denunciation of the doctrinaire nature of the Concrete movement, and applies the same criticism to the Neo-concrete movement in Rio de Janeiro in the 1960s. 

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Neste artigo, Lourival Gomes Machado pontua sua crítica em relação aos concretistas e ao dever do crítico: todas as manifestações artísticas são igualmente relevantes e, a cada uma, cabe um espaço determinado no ambiente artístico; não existem tendências superiores ou inferiores. Ao referir-se de maneira indireta aos "guerreiros e estrategos" do concretismo, Gomes Machado alude provavelmente a Waldemar Cordeiro, líder do grupo Ruptura e defensor radical do movimento. Gomes Machado defenderá o concretismo, apontando suas contribuições para a arte brasileira, em ainda outro artigo - "Presença dos concretistas", de 10 de janeiro de 1959 -, no qual também discutirá a necessária não adesão do crítico a quaisquer tendências. Além disso, torna a condenar o caráter doutrinário do concretismo; mais tarde fará o mesmo com o neoconcretismo.

 

g- Arte concreta

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Researcher
Ana Cândida Avelar
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consentimento de Lucio Gomes Machado, Sao Paulo Brasil
Location
O Estado de S. Paulo