Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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Synopsis

Aracy Amaral believes that the focus on daily life and reality undertaken by US Pop art woke up young Brazilian artists to the myths and symbols of the consumer society. In her opinion, the Brazilian hall at the IX Bienal de São Paulo shows that influence. The resulting artwork has little authenticity; they are pseudo cosmopolitan works with some signs of being mass communications. The writer perceives that an attempt at a dialogue with the public could have been the impetus for the production of the “stamps,” presented in the Salão de Brasília and the flags shown in public spaces in São Paulo and Rio de Janeiro. However, she also subscribes to the idea that the focus on what is popular and the “myth” will not be achieved without creating a new iconography. Amaral rejects the label of “public art” attributed to this trend by the journalist Mário Barata (Jornal do Comércio, March 10, 1968). Another issue the writer ponders is the difficulty of creating technology-based art in Brazil, although she does perceive environmental leanings in the works of Lygia Clark and Hélio Oiticica, in Rio, and Wesley Duke Lee, in São Paulo. The article continues with commentary on a design for a “Bolha” (bubble or blister) by Marcello Nitsche, describing the movement cycle of this inflatable object as if it were a live organism. She finds this design subversive, provocative, sensual, participatory, and political.

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Synopsis

Aracy Amaral considera que o enfoque do cotidiano e da realidade pela arte pop norte-americana motivou brutal despertar dos artistas jovens no Brasil em relação aos mitos e símbolos da sociedade de consumo. Acredita que a sala brasileira da IX Bienal de São Paulo revela essa influência que resulta em obras pseudo-cosmopolitas e não autênticas, nas quais aparece apenas indicadores da comunicação de massa. A autora nota que uma tentativa de um diálogo com o público daria o impulso para a produção dos carimbos apresentados no Salão de Brasília e das bandeiras mostradas em espaços públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Acha. no entanto, que a aproximação ao popular e ao mito não se realiza sem a criação de nova iconografia. Rejeita o rótulo de "arte pública", atribuído a esse movimento por Mário Barata. Considera a dificuldade de criação tecnológica no Brasil e percebe a tendência ambiental nas obras de Lygia Clark, Hélio Oiticica e Wesley Duke Lee. Comenta a proposição da "Bolha" de Marcelo Nitsche e descreve o ciclo de movimentos do objeto inflável como o de um organismo vivo. Considera essa proposta subversiva, provocante, sensual, participativa e política.

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Annotations

Aracy A. Amaral (b. 1930) is an art historian and critic. Since 1975, after participating in a symposium in Austin, Texas, she has been developing a specific interest in Latin American art. Since then, she has sought out Latin American critics, such as the Argentinean Damián C. Bayón (1915-95), organizer of this event; the Peruvian living in Mexico Juan Acha (1916-95); and Marta Traba (1923-83), the Argentinean initially working in Colombia. Based on these contacts, the problems of “identity” as well as the incursion of “what is popular” have become the axis around which much of her writing revolves.

 

In this article, Amaral comments on some art events that took place in 1967 and 1968: the IX Bienal de São Paulo; the stamp exhibition organized by Flávio Motta in the IV Salão do Distrito Federal (Brasília); the public exhibitions of flags, also by Motta, with Nelson Leirner and other artists in São Paulo and Rio de Janeiro; and finally, the exhibition of the work of Marcello Nitsche in a gallery called the Art Gallery, in the state capital of São Paulo.

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Annotations

A crítica de arte Aracy Amaral comenta alguns eventos artísticos ocorridos entre 1967 e 1968: a IX Bienal de São Paulo, a mostra de carimbos organizada por Flávio Motta no IV Salão do Distrito Federal, em Brasília; as mostras públicas de bandeiras de Flávio Motta, Nelson Leirner e outros artistas em São Paulo e no Rio de Janeiro e a exposição de Marcelo Nitsche na Art Gallery, em São Paulo.

 

Ver também: BARATA, Mário. Jornal do Comércio, 10 mar. 1968.

 

c- Impasse da arte na sociedade de consumo: crítica à comunicação de massa. Manejo de meios de comunicação de massa pelos artistas

c- Particularidades da vanguarda no Brasil nos anos 60: abordagens do realismo e consciência da realidade brasileira

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Researcher
Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Courtesy of personal archives of Aracy A. Amaral, São Paulo, Brazil
Location
Acervo Pessoal Aracy Amaral