Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

www.mfah.org Home

IcaadocsArchive

Document first page thumbnail
  • ICAA Record ID
    1110651
    TITLE
    Jorge Mori / Sérgio Milliet
    IN
    O Estado de S. Paulo (São Paulo, Brasil). -- Fev. 9, 1947
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Newspaper article – notes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Milliet, Sérgio. "Jorge Mori." O Estado de S. Paulo (São Paulo, Brazil), February 9, 1947.
    TOPIC DESCRIPTORS
    NAME DESCRIPTORS
    Mori, Jorge Mitsuru
Editorial Categories [?]
Synopsis

This text on the young painter of Japanese origins, Jorge Mori, was written by the critic Sérgio Milliet, who noted that the 14-year-old artist had been painting since he was a young child. The critic states his admiration for Mori’s artwork, emphasizing the artist’s sense of composition as well as his ability to create certain atmospheres. Milliet recognizes that in the few years Mori has been making art, he has already shown technical maturity at every stage. However, the critic ponders whether the work executed by the artist in the near future will convey a significant message or if he will continue to pursue a simple artisanal path.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Texto sobre a obra do jovem pintor de origem japonesa Jorge Mori. O crítico Sérgio Milliet conta que o artista de quatorze anos pinta desde a infância. Manifesta sua admiração por Mori destacando seu senso de composição e sua capacidade de criar atmosferas. Reconhece em sua trajetória um amadurecimento técnico contínuo, mas questiona se, no futuro, sua obra terá uma mensagem significativa ou se desenvolverá apenas num sentido artesanal.

Revert to English synopsis
Annotations

At 14 years of age (in 1946), the Brazilian artist of Japanese descent, Jorge Mori (b. 1932), began to study painting in São Paulo under the instruction of the Japanese painter Yoshiya Takaoka. In the 1940s, he participated in several salons as well as individual exhibitions both in the São Paulo capital and in Rio de Janeiro, where his precociousness as well as his artistic qualities stirred up interest among art critics. This document shows the great interest taken by the critic and sociologist Sérgio Milliet in Mori’s painting, although he does raise questions about what content the young artist will paint in the future. At the time, without exception, Mori’s artwork all reflected the technique aligned with those trends prioritized by painters in Brazil in the 1930s and 1940s. Many of those artists were still executing work influenced by the Impressionists and the Post-Impressionists, rendering domestic scenes and still lifes. In the early 1950s, Mori joined the São Paulo-based Grupo Guanabara, in which Brazilian-born artists became acquainted with immigrant artists of Japanese and Italian origins. The artist subsequently moved to Paris, where he remained for 25 years; paradoxically, in Paris, Mori focused on learning Renaissance painting techniques.

 

[As supplementary reading on Japanese-Brazilian artists, see the following texts in the ICAA digital archive: “Grupo Seibi” (doc. no. 1110646); by Tomoo Handa “1ª Ata Grupo Seibi” (doc. no. 1110650) and “Depoimento” (doc. no. 1110643); by Ibiapaba Martins “Meia hora no ‘atelier’ do Jacaré” (doc. no. 1110647); by Alzira Pecorari et al. “Depoimentos sobre o Grupo Guanabara” (doc. no. 1110644); by Takaoka and Daisy Peccinini “Depoimento de Yoshyia Takaoka ao Centro de Pesquisa de Arte Brasileira Fundação Armando Álvares Penteado” (doc. no. 1110642); and by Maria Cecília França (org.) “Nipo Brasileiros: mestres e alunos em 50 anos,” (doc. no. 1110648)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O artista de origem nipônica Jorge Mori iniciou seus estudos de pintura em 1946, aos quatorze anos, na cidade de São Paulo, junto do pintor japonês Yoshyia Takaoka. Nos anos quarenta, participou de salões e realizou individuais em São Paulo e no Rio de Janeiro, despertando a atenção de críticos, sobretudo, pela precocidade e qualidade de sua obra. O documento registra a admiração do crítico e sociólogo Sérgio Milliet pela pintura de Mori, embora o autor manifeste dúvidas em relação ao conteúdo do trabalho que o adolescente será capaz de desenvolver no futuro. Nesse período, a obra de Mori é representativa não apenas por sua qualidade técnica, mas também por estar alinhada às tendências que, de modo geral, orientavam os pintores que atuavam no Brasil nos anos trinta e quarenta. Muitos deles seguiam os parâmetros do impressionismo e do pós-impressionismo, e desenvolviam temas intimistas como "s, auto-"s, cenas de interiores e naturezas-mortas. No início dos anos cinqüenta, Mori integrou o Grupo Guanabara, que reuniu artistas brasileiros, de origem japonesa e italiana, em São Paulo. Em seguida, transferiu-se para Paris, onde permaneceu por cerca de vinte e cinco anos se dedicando ao aprendizado de técnicas renascentistas de pintura.

 

PECORARI, Alzira et alli. Depoimentos sobre o Grupo Guanabara. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1988 - 1989. Datiloscrito.
PEDROSA, Mário. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 31 jul. 1947.
PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Nipos brasileiros. Mestres e alunos em 50 anos. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1984. Catálogo de exposição.
TAKAOKA, Yoshyia; PECCININNI, Daisy. Depoimento de Yoshyia Takaoka ao Centro de Pesquisa de Arte Brasileira... São Paulo: Fundação Armando Álvares Penteado, 1976. Transcrição de áudio.

 

j- Artistas imigrados de origem japonesa

Revert to English annotations
Researcher
Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Fundação Biblioteca Nacional