Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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O ensaio da filósofa Otília Beatriz Fiori Arantes examina as diferentes posições assumidas em relação à realidade e ao quadro político do Brasil pelas gerações de artistas que se sucederam desde o momento posterior ao golpe militar (1964) até meados dos 1980. Para a autora, boa parte da produção artística brasileira de 1965 a 1969 pretendia "estar fazendo política" ao reivindicar para si um caráter de resistência ao processo regressivo que se instalara no país: "Programa estético e programa de ação parecem coincidir", diz Arantes. O recrudescimento da censura, com o Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, obriga os artistas recorrer a referências sociais indiretas, a procurar na marginalidade das instituições os meios de contestar valores impostos pelo regime ditatorial. O experimentalismo, o irracionalismo, o anarquismo e o individualismo compõem a tônica de uma produção fragmentada a partir daí; até pelo menos 1974, quando o governo militar inicia a sua distensão, com uma "discreta" abertura política. Surge, em seguida, uma arte "um tanto comportada", voltada a suportes tradicionais e mais construtiva - ou "menos niilista" -, que ocupa o espaço formado pela ativação do mercado, com o aparecimento de galerias. Em paralelo, um grupo de artistas e críticos ligados à revista "Malasartes" retoma o programa vanguardista sem o idealismo de outrora, nas palavras da autora. Ambas as tendências se estendem até meados da década de 1980, mas, agora, já sob um contexto bastante diferente, no qual pintores motivados por uma vitalidade gestual têm a dianteira, compassados com o mundo internacional da arte. A edição de 1985 da Bienal de São Paulo simbolizaria a condição pós-moderna à maneira brasileira, por meio de uma pintura jovem, "des-planejada" e afeita à desfiguração de estilos, tal qual "uma terra arrasada". Otília Arantes conclui o artigo com a afirmação de que a arte pode ser uma arma de resistência, mesmo em plano de retaguarda. Mas, desta sentença, a própria autora extrai a pergunta sobre o que seria o ato de resistir, num momento em que prevalece a falta de perspectivas para o mundo - ainda mais num país como o Brasil, onde o "poder de iniciativa" é reduzido.

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O ensaio da filósofa Otília Beatriz Fiori Arantes avalia as condições de inscrição da arte no campo social brasileiro no período do regime militar, entre 1964 e 1985: desde a geração dos anos 1960, que por meio da produção artística pretendia exercer uma atuação política, até os artistas que despontaram nos anos 1980, quando se esvazia a visão "utópico-apocalíptica" da modernidade. A principal questão aberta, a partir daí, refere-se ao significado de "resistência", às possibilidades de a arte intervir na realidade, se as alternativas à situação do mundo atual são "problemáticas" e "só se podem delinear num campo especificamente político", de decisões e projetos restritos. A primeira parte do texto remonta à conferência de Otília Arantes intitulada "Depois das vanguardas", publicada em 1983, na sétima edição de "Arte em revista".

 

e- Reflexões sobre transformações históricas, perspectivas políticas e sentido social da arte

m- modernidade e globalização

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Acervo Pessoal Marco Andrade