Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110565
    TITLE
    Bode; A exposição de Antônio Manuel de zero às 24 horas nas bancas de jornais
    DESCRIPTION
    2p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Testimonials
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    MANUEL, Antonio. Bode; A exposição de Antônio Manuel de zero às 24 horas nas bancas de jornais. In: MANUEL, Antonio; MORAIS, Frederico; OITICICA, Hélio; PEDROSA, Mário; BRITO, Ronaldo. Antonio Manuel. Rio de Janeiro: Funarte, 1984. p.46-47.
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

The artist Antonio Manuel describes two works that were conceived for an exhibition at the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) in 1973, an event that the museum canceled on the eve of its opening in an attempt to avoid “difficult situations.” O bode [The Goat] consisted of a live goat tethered inside a red fence in one of the rooms in the museum. According to the artist, the animal was an “exceptional figure” that represented the margins/marginality (in its sacrificial goat context). The exhibition space was supposed to absorb the “repressive mood of the environment” during that “heavy” time of the military dictatorship (1964–85). When the exhibition was censored, Antonio Manuel decided to show photographs of his works in the Rio de Janeiro newspaper O Jornal. He therefore managed to present his ideas during the twenty-four-hour life cycle of the Sunday edition of the newspaper, as referred to in the title: “Exposição de Antonio Manuel - De 0 a 24 horas.”     

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O artista Antonio Manuel descreve dois trabalhos pensados à época de sua exposição que ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1973, mas que fora cancelada às vésperas da abertura pela instituição, para evitar "situações problemáticas". O primeiro deles, "O bode", consistia em apresentar um bode preto, cercado por um tapume vermelho, em uma das salas do museu. Para o artista, o animal é por si só uma "figura de exceção", representa a "marginália", e por isso, no espaço expositivo, absorveria a "carga repressiva do ambiente", numa época "barra pesada", em decorrência da repressão política exercida pela ditadura militar vigente (1964-1985). Depois da censura à mostra, o artista decidiu expor os trabalhos em suporte gráfico, nas páginas de um diário carioca, chamado "O jornal". Assim, Manuel veiculou suas propostas numa edição de domingo da publicação, num suplemento de seis páginas, como uma exposição de 24 horas, "o tempo de duração de um jornal". Daí o título do trabalho, "Exposição de Antonio Manuel - De 0 a 24 horas".

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Annotations

This text was published in the book Antonio Manuel (Rio de Janeiro: Funarte, 1981), as part of the ABC (Arte Brasileira Contemporânea) series. The artist discusses the repressive control of the art world during the crackdown by the military dictatorship, and obviously, censorship in Brazil. As a result of these circumstances, many artists chose to create works outside the official art circuit, “independently of museums, independently of the dictatorship,” as he says in his book. The supplement “De 0 a 24 horas” appeared on July 15, 1973, in the newspaper O Jornal, with photographs of the works that had been censored by the administration of the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). It also included the text written by the concrete poet Décio Pignatari for the exhibition that never took place.

 

Antonio Manuel (b. 1947) was born in Portugal but had lived in Brazil since he was a child. He made a name for himself in the Brazilian art world in the late 1960s with works that were strongly participatory, political, and to some extent (according to the repressive military authorities), “subversive;” especially his “flanes” (works that consisted of the plastic plates used to print newspapers, to which he added images and text), and other efforts, such as Eis o saldo. In 1970, he submitted his naked body as a work of art at Salão Nacional do MAM-RJ. His proposal was rejected, so at the opening of the event at the MAM-RJ he took his clothes off in public. During that same decade he also produced a series of films.

 

[As complementary reading, see the ICAA digital archive for another article by the artist: “Exposição de Antonio Manuel (de zero às 24 horas nas bancas de jornais)” (doc. no. 1111096). See also the essays by Décio Pignatari “Antonio Manuel, the cock of the golden eggs” (doc. no. 1111097); by Hélio Oiticica “Urnas quentes de Antonio Manuel” (doc. no. 1280644); and by Francisco Bittencourt “A arte abrange tudo. É uma experiência vital” (doc. no. 1111094)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O texto está publicado no livro "Antonio Manuel", editado pela Funarte, em 1981, dentro da série "Arte Brasileira Contemporânea". O relato de Antonio Manuel expõe o clima repressivo que atingiu o ambiente artístico durante o recrudescimento da censura pelo regime militar no Brasil e o expediente, a que muitos outros artistas recorreram, de optar pela realização dos trabalhos à margem do circuito oficial da arte e "independente de museu, independente de ditadura", como ele mesmo diz. O suplemento "De 0 a 24 horas" circulou em 15 de julho de 1973, n’"O jornal", com imagens dos trabalhos censurados pelo MAM-RJ, além de textos, a exemplo de um do poeta Décio Pignatari, escrito inicialmente para a mostra que não ocorreu.

e- Ações conceituais e estratégia de guerrilha

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Biblioteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP