Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110517
    TITLE
    Entrevista / Fernando Cocchiarale, et. al.
    IN
    Carlos Zilio - Arte e política, 1966-1976. --- Rio de Janeiro, Brasil : MAM-RJ 1996
    DESCRIPTION
    p. 13- 24
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Interviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Cocchiarale, Fernando, Paulo Sergio Duarte DUARTE, Vanda Mangia Klabin and Maria del Carmen Zilio. "Entrevista." In Carlos Zilio - Arte e política, 1966-1976, 13- 24. Exh. cat., Rio de Janeiro, Brazil: MAM-RJ 1996.
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
    ADDITIONAL AUTHORS
    Duarte, Paulo Sérgio; Klabin, Vanda Mangia; Zilio, Maria del Carmen
Editorial Categories [?]
Synopsis

This interview with Carlos Zilio was written in conjunction with the exhibition Carlos Zilio: Arte e política, 1966–1976 held at the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) in 1996. The questions put to the artists by a number of interviewers aimed to reconstruct much of the period of the artist’s career covered by the exhibition, years of military dictatorship in Brazil. Zilio speaks of the work he produced from 1970 to 1972 while he was incarcerated by the DOI-CODI, the political police of the regime. That work, which had been ignored and considered taboo for years, did not come to light until the exhibition at MAM-Rio. Zilio views his political praxis as a sort of “[exceedingly] strange pre-history,” which is why he treats those works like “ghosts.” Regarding the origin of his artistic career, he cites the student movement and his involvement in political organizations, such as MR8. He accepts that his idea of art as a tool to transform reality can ultimately be seen as “an aesthetization of politics” which is why he, like so many, decided to abandon art for the sake of armed struggle. Paradoxically, at the very moment Zilio made that decision, he felt deeply connected to art. The joint interview then addresses his return to art and his move from Brazil to Paris. It was there that Zilio came up with the idea for the book A querela de Brasil [The Brazilian Complaint], whose title in Portuguese is a pun that makes reference to the famous musical piece by Ary Barroso entitled Aquarela do Brasil [The Brazilian Watercolor]. 

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Entrevista com Carlos Zílio realizada por ocasião da mostra "Carlos Zilio - Arte e política, 1966-1976", apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1996. As perguntas se dedicam a reconstituir parte da trajetória do artista, em especial no que diz respeito ao período abordado pela exposição. Zilio conta que os trabalhos feitos durante sua prisão, entre 1970 e 1972, foram tabu por muito tempo, até serem mostrados ali pela primeira vez. O artista considerava aquela sua prática política uma espécie de "pré-história individual" e, em razão disso, lidava com os desenhos daqueles anos como se fossem "fantasmas". Zilio narra também o início de sua produção artística e, mais tarde, a sua filiação ao movimento estudantil e a organizações políticas. Admite que a sua concepção de arte como elemento de transformação da realidade acabou por gerar uma "estetização da política" e redundou, em seguida, no abandono das atividades artísticas, para o ingresso na luta armada - quando, paradoxalmente, sentia ter retomado o trabalho de arte. A entrevista segue com questões sobre o momento em que o artista volta à produção artística, viaja a Paris e pensa a história da arte no Brasil, para escrever o livro "A querela do Brasil".

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Annotations

This interview was published in the catalogue to the exhibition Carlos Zilio: Arte e política, 1966–1976, held at MAM-Rio in 1996. The interviewers are art critics Paulo Sérgio Duarte and Fernando Cocchiarale; the director of MAM-Rio at the time, Vanda Klabin; and designer Maria del Carmen Zilio. The topics addressed include historical approaches and transformations, political perspectives, and the social role and meaning of art. The statements made by the artist Carlos Zilio (b. 1944) attest to the time that had passed since the political events that conditioned his production, specifically the period of fascist military dictatorship in Brazil (1964–85). The text also contains some reflections on Zilio’s education and development in the country and on the cultural atmosphere that encouraged his political activism with the most persecuted guevarist guerrilla group in Brazil, MR-8. The decision to join the armed struggle seemed inevitable to an artist frustrated by the limited “transformative power” of art. Zilio does not deny the propagandistic nature of works like Lute (marmita) [Struggle (lunchbox)] from 1967, in which a paper mache death mask is placed in a lunchbox and the word “struggle” appears at lip height. Zilio explains that at that time, he saw clandestine armed political action as an integral part of an aesthetic of behavior akin to installation or performance.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Entrevista publicada no catálogo da exposição "Carlos Zilio - Arte e política, 1966-1976", apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1996. Participam da conversa os críticos de arte Paulo Sérgio Duarte e Fernando Cocchiarale, a então diretora do MAM-RJ, Vanda Klabin, e a designer Maria del Carmen Zilio. As declarações do artista Carlos Zilio constituem um depoimento distanciado no tempo sobre as condições de produção artística no período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Contêm reflexões sobre a formação do artista no país e sobre o ambiente cultural em que a militância política tornara-se uma opção a quem quisesse alcançar a "eficácia transformadora" das ações que Zilio não encontrara na arte. O artista não nega, por exemplo, o conteúdo panfletário de trabalhos como "Lute (marmita)", de 1967, em que uma máscara mortuária de "papier maché", dentro de uma marmita, traz na altura da boca a inscrição "lute". Pela mesma razão, Zilio diz que à época enxergava as ações armadas de organizações políticas clandestinas como parte de um comportamento estético, algo próximo à realização de uma instalação ou de uma performance.

e- Reflexões sobre transformações históricas, perspectivas políticas e sentido social da arte

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Researcher
José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consentimento de Fernando Cocchiarale, Rio de Janeiro.
Coleção MAM RJ
Location
Acervo Pessoal Ana Maria Belluzzo