Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110456
    AUTHOR
    Martins, Luís
    TITLE
    [Descoberta de rythmos, revelacao de possibilidades novas...] / Luis Martins
    IN
    A pintura moderna no Brasil / Luis Martins. --- Rio de Janeiro, Brasil : Schmidt, 1937
    DESCRIPTION
    p. [11]- 56
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Conferences
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Martins, Luís. [Descoberta de rythmos, revelacao de posibilidades novas...]. In A pintura moderna no Brasil, 11- 56. Rio de Janeiro, Brasil: Schmidt editor, 1937.
    TOPIC DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

In this lecture, Luis Martins discusses various aspects of modern Brazilian painting from the 1920s through the mid-1930s. He describes Brazil as a “country of reflections” that passively echoes the challenges faced by the visual arts in the rest of the world in their frenzied search for new forms of expression through the tentative exploration of unknown approaches to insoluble problems. According to Martins, Brazilian modern art does not fall into one category or another, as happened with the succession of “-isms” in Europe. It is more a collection of individual solutions, or approaches to possibilities with no clear or defined direction. As examples of that kind of art he mentions the current work produced by Tarsila do Amaral, Noemia, Silvia Meyer, Hugo Adami, Santa Rosa, Emiliano di Cavalcanti, Alberto da Veiga Guignard, Cícero Dias, and Candido Portinari, whom Martins describes as the major Brazilian painters at the time.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

A conferência pretende ser uma síntese das atividades e dos valores da pintura moderna brasileira, desde a década de 1920 até meados dos anos 1930. O autor caracteriza o Brasil como um "país de reflexos", que reproduz com passividade o momento inquieto por que passam as artes plásticas no mundo inteiro, à procura de novas formas de expressão, na trilha de caminhos ainda desconhecidos, com problemas sem resolução. A arte moderna feita por aqui não tenderia, em sua opinião, para uma vertente ou outra, tal como a seqüência de "ismos" européia, mas se constituiria de conquistas e possibilidades individuais em que não há direções claras ou definidas. Os exemplos desta produção concentram-se em comentários sobre a obra em curso de Tarsila do Amaral, Noemia, Silvia Meyer, Hugo Adami, Santa Rosa, Emiliano Di Cavalcanti, Alberto da Veiga Guignard, Cícero Dias e Candido Portinari, considerados por Martins os pintores mais expressivos do momento artístico brasileiro.

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Annotations

This text, which was published in the book A pintura moderna no Brasil, is a transcript of the homonymous lecture given by the art critic Luis Martins (1910–81) at the Associação dos Artistas Brasileiros in Rio de Janeiro on June 5, 1936. The lecture discussed the “birth of Brazilian painting” which, according to Martins, had only one great painter prior to the modernist movement: Almeida Júnior, from São Paulo. Martins describes Brazil as a poor country with an inferior culture and no traditions, which imported modernism from France, where it was revolutionizing attitudes to art. Martins suggests that the painter Tarsila do Amaral (1886–1973) was the first to include “Brazilian things” in her paintings, and the first to express “the Brazilian reality” in “social painting.” Martins is thereby implying that “the form” of Brazilian modern art was originally French, whereas “the content” is unquestionably Brazilian in both its subject matter and its motifs.      

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O texto publicado no livro "A pintura moderna no Brasil" reproduz a conferência de mesmo nome realizada pelo crítico de arte Luis Martins, na Associação dos Artistas Brasileiros, no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1936. O objetivo desta apresentação consiste em narrar a "inauguração da pintura brasileira" que, de acordo com o autor, só contara com um grande pintor antes do modernismo, o paulista Almeida Júnior. Martins descreve o Brasil como país pobre, de cultura inferior e sem tradições, que importara da França o modernismo que então renovava o pensamento da arte no país. Para ele, teria sido Tarsila do Amaral a primeira a colocar as "coisas brasileiras" no assunto de suas realizações artísticas, a primeira a converter a "realidade brasileira" nos termos de uma "pintura social". A interpretação acaba por sugerir que a "forma" da arte moderna no Brasil tem origem francesa, ao passo que o "conteúdo", este sim, demonstra-se brasileiro nos seus temas e motivos.

b- Interpretações críticas da noção "arte brasileira"

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consentimento de Ana Luisa Martins, São Paulo, Brasil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP