Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110438
    AUTHOR
    Valentim, Rubem
    TITLE
    Manifesto ainda que tardio
    NOTES

    Publicado originalmente como manuscrito:

    VALENTIM, Rubens. Manifesto ainda que tardio. [S.l.], jan. 1976.

    DESCRIPTION
    2p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Manifestoes
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    VALENTIM, Rubem. Manifesto ainda que tardio. In: ARAÚJO, Emanoel (org.). A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica. São Paulo: Tenenge, 1988. p.294-295.
    TOPIC DESCRIPTORS
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

The artist Rubem Valentim discusses the connection between his work and northeastern Brazil’s popular culture that, in his opinion, is a product of the syncretism of the region’s European, American Indian, and African populations. His goal is to create a contemporary universal language based on regional cultural traits. He explains that his visual repertoire is inspired by the symbols of the candomblé. He is strongly in favor of a cultural exchange among nations, though opposed to colonialism and/or servility to international styles. Valentim champions a “genuinely Brazilian” and mestizo art, which could only be derived from the syncretism of the cultural expressions of the various peoples that have colonized Brazil.  

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Synopsis

Texto do artista Rubem Valentin sobre a relação entre sua obra e a cultura popular nordestina que, segundo ele, é o resultado do sincretismo de elementos de origem africana, ameríndia e européia. O artista pretende criar uma linguagem universal e contemporânea a partir de dados culturais regionais. Afirma que seu repertório visual se baseia nos signos do candomblé. Mostra-se favorável ao intercâmbio cultural entre as nações, mas é contrário ao colonialismo e à subserviência aos padrões internacionais. Defende a realização de uma arte "genuinamente brasileira" e mestiça, que só seria possível a partir do sincretismo de elementos culturais provenientes dos diferentes povos que colonizaram o país. Cita texto do crítico Mário Pedrosa sobre seu trabalho.

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Annotations

This article includes a number of statements by the Brazilian artist Rubem Valentim (1922–91) about his two-decade career that spanned the 1950s to the 1970s. He mentions his intention to express popular culture through a contemporary artistic language. His work is unique in its use of African religious symbols (such as those from the candomblé in northeastern Brazil) and the way he has applied them to the modern constructive tradition. He created geometric emblems derived from African traditional symbols (Yoruba or Angolan candomblé) or their symbiotic blend with Catholicism (such as umbanda or macumba).      

 

The title “Manifesto ainda que tardio” is Valentim’s ironic way of emphasizing his awareness of Brazil’s cultural complexity as a totally free fusion of western and African influences. The phrase “Libertas Quæ Será Tamen” [Freedom, albeit it tardy] was one of the libertarian slogans of the Inconfidência Mineira [Minas Gerais Conspiracy] (1789), which is now the motto on the flag of the state of Minas Gerais.

 

As a self-taught artist, Valentim was deeply involved in the renewal movement that emerged in the state of Bahia, where there had also been a Conjuração Baiana (1798). He earned a grant to travel to Europe in 1962, where he studied African art and later participated in the First World Festival of Black Arts in Dakar (Senegal) in 1966. The art critic Mário Pedrosa wrote about this in the Catálogo da exposição de Rubem Valentim (Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1967).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

O documento reúne uma coletânea de depoimentos do artista Rubem Valentim sobre seu percurso entre os anos cinqüenta e setenta. O texto enfatiza sua intenção de transpor a cultura popular para uma linguagem plástica contemporânea. A singularidade de sua obra reside no fato de sintetizar signos de religiões africanas à tradição construtiva da arte moderna. Ele cria emblemas geométricos que remetem a símbolos do candomblé e umbanda.

Ver também: PEDROSA, Mário. Catálogo da exposição de Rubem Valentim. Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1967; PEDROSA, Mário. A contemporaneidade de Rubem Valentim. Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1970.

b- Nacional e universal

d1- A questão africana na arte contemporânea

d1- Adesões à cosmogonia negra ou ao estudo da cosmogonia negra

d1- Arte e religiosidade

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Researcher
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Cortesia da Coleção Lia Bicca, Rio de Janeiro, Brasil
Location
Acervo Pessoal Ana Maria Belluzzo