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  • ICAA Record ID
    1110417
    TITLE
    Na pintura, a arte plena de Iberê / Ferreira Gullar
    IN
    Isto É  (São Paulo, Brasil). --- No. 229 (mai. 13, 1981)
    DESCRIPTION
    p. 7 : ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Reviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Gullar, Ferreira. "Na pintura, a arte plena de Iberê." Isto É (São Paulo, Brazil), May 13,1981, 7.
    TOPIC DESCRIPTORS
    abstraction; Art Informel; Lyrical Abstraction; Modern; Tachiste
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

In this review, Ferreira Gullar describes the one-man show of works by Iberê Camargo at the Acervo gallery in Rio de Janeiro (1981). No invitation was issued, and no catalogue was printed for the exhibition that displayed a selection of the artist’s recent paintings and drawing “almost in the basement.” In Gullar’s opinion, Camargo was not just a Brazilian Maestro of modern art; he also created a new dimension for Brazilian painting. Gullar discusses the figurative origins of the painter’s work, and strongly disagrees with those who label it as “informal abstractionism.” Gullar goes on to say that Iberê Camargo sought the genesis of forms and colors in marks or stains and dark patches, thus removing the reference to the painter’s “métier” [trade] with masterly hands in order to reveal a link between technique and expression, subject matter and meaning, composition and underlying structure, all charged with violent energy focused on reality.  

Leia esta sinopse em português
Synopsis

O texto chama a atenção para a discrição pública da mostra individual de Iberê Camargo, em 1981, na galeria Acervo, no Rio de Janeiro. Sem convite, sem catálogo, na sala menor da galeria, "quase no porão", a exposição reunia pinturas e desenhos recentes do artista. Para o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar, Iberê não era apenas um mestre da arte moderna, como dava à pintura brasileira uma nova dimensão. O autor comenta a origem figurativa do trabalho do pintor e rechaça a designação de abstracionismo informal para aquela produção. Ainda segundo Gullar, o artista buscava a gênese de formas e cores em manchas e na escuridão, apagando o "métier" com mãos de mestre, em nome de uma imbricação entre técnica e expressão, matéria e significação, composição e estrutura subjacente, num embate dramático com o real.

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Annotations

In this review of the exhibition of works by the painter Iberê Camargo (1914–94) in Rio de Janeiro, the art critic [José Ribamar] Ferreira Gullar (b. 1930) rejects the “informal abstractionism” label that some attached to Camargo’s work. Informal painting or “tachisme”—a fashion that was in vogue from the mid-1950s until 1970 in Brazil—had already been criticized by artists and intellectuals who were committed to geometrical abstraction (Gullar himself, among others) because it emphasized the use of gestures that were spontaneously repeated or were not genuinely free during the creation of the work. Iberê Camargo, who never joined any specific movement throughout his entire career, was an autonomous artist; that is, he never even resorted to abstraction, much less figuration, as languages to use in his painting. Brazilian critics such as Mário Pedrosa (1900–81) nonetheless claimed, in a 1958 essay, to see a hint of “tachisme” in Camargo’s work, and a totally “de-objectified” form of abstraction.    

 

Iberê Camargo produced the drawings that were featured in the exhibition at the Acervo gallery, reviewed by Gullar, while he was imprisoned at the Marechal Caetano de Farias barracks in Rio de Janeiro, charged with murder. He was quickly found not guilty by reason of legitimate self-defense. Most of the drawings in question are of scenes in the interior patio of the prison, and a couple of them—entitled Tranca rua—are a coded reference to the name of a man who had been condemned for the murder of indigent street people.

 

In reference to this matter, see by Mário Pedrosa, “Iberê Camargo,” Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, June 7, 1958.

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Nesta resenha da exposição de Iberê Camargo na galeria Acervo, no Rio de Janeiro, Ferreira Gullar contesta a definição de abstracionismo informal para a obra do artista. A pintura informal ou tachista, que esti" em voga no Brasil entre meados da década de 1950 e 1970, já havia sido alvo de críticas de artistas e intelectuais ligados à abstração geométrica, dentre eles o próprio Gullar, por enfatizar gestos considerados repetidamente espontâneos, ou falsamente livres, na realização de uma obra. Iberê, que nunca estabeleceu vínculos fortes com nenhuma corrente estética específica, manteve ao longo de sua trajetória uma produção que se desenvolveu solitariamente, sem aferrar-se nem mesmo à abstração ou à figuração como linguagem privilegiada de sua pintura. Mesmo assim, o crítico de arte Mario Pedrosa chegou a temer alguma aproximação do pintor com o tachismo, com uma abstração totalmente "desobjetivada", em texto de 1958. Os desenhos que compunham a mostra da galeria Acervo comentada por Gullar, foram realizados durante o mês em que o artista esteve preso no regimento Marechal Caetano de Farias, no Rio de Janeiro, pelo assassinato de um homem, do qual fora absolvido em seguida, com a tese de que agiu em legítima defesa. A maioria desses trabalhos gráficos registra cenas do pátio interno da prisão e dois deles, intitulados "Tranca Rua", fazem referência ao codinome de um prisioneiro condenado por assassinar moradores de rua.

h- Abstração e expressão

h- Contribuições de artistas brasileiros ao abstracionismo

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Researcher
José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduced with the permission of Ferreira Gullar, Rio de Janeiro, BR
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP