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  • ICAA Record ID
    1110398
    TITLE
    [Nada evoca tanto quanto a obra de Maria...] / Benjamin Péret
    IN
    Maria. -- Rio de Janeiro, Brasil : Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956
    DESCRIPTION
    ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Catalogs
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Péret, Benjamin. "[Nada evoca tanto quanto a obra de Maria]." In Maria. Exh. cat., Rio de Janeiro, Brazil: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956.
    NAME DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This essay by the French Surrealist poet Benjamin Péret appeared in the catalogue for the exhibition of works by Maria Martins presented at the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) in 1956. Péret discusses the artist’s sculptures, which he claims evoke natural images without a hint of mimesis. In his opinion they are unpredictable because they contain animal, vegetable, and mineral forms; he sees Martins’ work as a harbinger of a future world that does not yet exist. To him, these works portray Brazil as a unique place where unfinished projects, questions, and gestation abound. 

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Synopsis

Texto do poeta Benjamin Péret no catálogo da exposição de Maria Martins, em 1956, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Afirma que as esculturas da artista evocam imagens da natureza, mas sem mimetismo e de maneira imprevisível, pois condensam formas minerais, animais e vegetais. Sua obra anuncia um mundo que ainda não existe. Ela revela o Brasil, um lugar que, como nenhum outro, sugere os sentidos de inacabado, de interrogação e de gestação.

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Annotations

Maria Martins (1894–1973) was one of the few Brazilian artists with friends in the Surrealist movement. When she was living in New York in the 1940s (she was married to the Ambassador Carlos Martins, a close friend of President Getúlio Vargas), she got to know writers and artists including André Breton, Marcel Duchamp, Yves Tanguy, and Max Ernst. Later on, when her husband was transferred to Paris, she met the author of this essay, Benjamin Péret, and the painter Amédée Ozenfant. Péret notes that Martins’ sculptures emulate the natural environment of the Amazon; he explains that her approach to molding her materials is reminiscent of the way in which nature works. In the Brazilian example, the process suggests the idea of a world in a state of gestation.  

 

Péret lived in Brazil from 1929 to 1931. He returned at a later date (1955–56) and, on both occasions, undertook ethnographic excursions to the northern and northeastern regions of the country. He then wrote about his discoveries in articles that were published in the national press. Ever since the 1920s, Péret kept in touch with writers who were involved with the anthropophagus movement—led by Mário de Andrade—and published some of his poems in the Revista de Antropofagia (1929). [On this subject, see the article by Péret “Candomblê e makumba” (doc. no. 1110370)].

 

[As complementary reading, see in the ICAA digital archive the articles “Amazonia” (doc. no. 1110396); by André Breton (untitled) [“L’esprit, durant ces dernières années...”] (doc. no. 1110397); by Clement Greenberg “Review of a Group Exhibition at the Art of This Century Gallery, and the Exhibitions of Maria Martins and Luis Quintanilla” (doc. no. 1110399); by Jorge Zarur “The Legend of the Origin” (doc. no. 1110400); and by Murilo Mendes (untitled) [“A ação de Maria como escultora (…)”] (doc. no. 1110395)]. 

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Annotations

Maria Martins é uma das poucas artistas brasileiras a estabelecer vínculos diretos com o movimento surrealista. Nos anos quarenta, quando viveu em Nova York, manteve contato com expoentes do surrealismo como o escritor André Breton e os artistas Marcel Duchamp, Yves Tanguy e Max Ernest. Em seguida, transferiu-se para Paris, onde conheceu os escritores Benjamin Péret e o pintor Amédée Ozenfant, entre outros artistas. No documento, Benjamin Péret destaca a relação da obra de Maria Martins com a natureza da Amazônica. Segundo o escritor, seus métodos de moldagem se assemelham à maneira como a natureza age sobre a matéria, sendo que, no Brasil, essa ação remete à idéia de algo que está em processo, à noção de um mundo em permanente estado de gestação. Benjamin Péret viveu no país entre 1929 e 1931, e de 1955 a 1956, períodos em que realizou excursões etnográficas às regiões Norte e Nordeste, e publicou artigos sobre essas pesquisas na imprensa nacional. No fim da década de vinte, Péret manteve contato com os escritores brasileiros ligados ao movimento antropofágico, tendo divulgado poemas na Revista de Antropofagia, em 1929.

Ver também: [Amazonia. Every year...]. Nova York, Valentine Gallery, 22 mar. 1943; BRETON, André. [L'esprit, durant ces dernières années...]. Nova York: Julien Levy Gallery, 1947; GREENBERG, Clement. Review of a Group Exhibition at the Art of This Century Gallery, and the Exhibitions of Maria Martins and Luis Quintanilla. The Nation, 03 jun. 1944; MENDES, Murilo. [A ação de Maria como escultora consistiu...]. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956; ZARUR, Jorge. The Legend of the origin. Nova York, Valentine Gallery, 22 mar. 1943.

f- Surrealismo e modernismo no Brasil

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Researcher
Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
From Benjamin Péret. Coleção MAM RJ
Location
Centro de Documentação e Biblioteca do Itaú Cultural