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  • ICAA Record ID
    1110395
    TITLE
    [A ação de Maria como escultora]
    DESCRIPTION
    7p.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Book/pamphlet article – Catalogs
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    MENDES, Murilo. [A ação de Maria como escultora]. In: Maria. Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, maio 1956.
    NAME DESCRIPTORS
Synopsis

This essay by Murilo Mendes appeared in the exhibition catalogue for work by the sculptor Maria Martins at the MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) in 1956. Mendes thinks the uniqueness of her work arises from a confrontation at a subconscious level, and from the inherent challenges posed by the genre in which she works. He admits that not all of her solutions satisfy him, although he admires her attempts to apply the concept of “automatism” to hard materials such as stone, wood, and metal. Her sculpture should not be judged on the basis of criteria such as “good taste,” since she is not interested in expressing a strictly aesthetic point of view; they should be viewed in metaphysical terms. Mendes underscores the sexuality (a constant feature of her sculpture) that is a fundamental element in the works he reviews, describing their contrasting oval and straight forms. According to Mendes, Brazil is a surreal country. 

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Texto do escritor Murilo Mendes no catálogo da exposição de Maria Martins, em 1956, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Considera que a peculiaridade de sua obra está no confronto entre conteúdos de origem inconsciente e dificuldades impostas pela técnica da escultura. Declara que nem todas as soluções encontradas pela artista o satisfazem, mas admira sua coragem de aplicar a noção de automatismo a materiais duros, tais como a pedra, a madeira e o metal. Suas peças não devem ser vistas a partir de conceitos como "bom gosto" ou "mau gosto", pois seu interesse não é exprimir um ponto de vista puramente estético, e sim questões metafísicas. Destaca a sexualidade como um elemento central no trabalho de Maria Martins, chamando a atenção para o confronto entre formas ovaladas e retas. Afirma ser o Brasil um país surrealista.

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Annotations

Maria Martins (1894–1973) is undoubtedly one of the few Brazilian artists to have had a personal association with the Surrealist movement. When she was living in New York in the 1940s, she was in touch with members of the movement, such as the writer André Breton and the artists Marcel Duchamp, Yves Tanguy, and Max Ernest. At that time, Martins worked with organic forms to create bronze sculpture inspired by Amazonian myths and psychological conflicts of a passionate or sexual nature. Among the reviews of her work, this one by Murilo Mendes is noteworthy because it highlights the connections she makes between the content and subject matter chosen by “Maria.” The poet interprets her sculptural goals in Surrealist terms, discussing the challenges involved in such an approach.

 

A poet who emerged from the Brazilian modernist movement in the 1920s, Murilo Mendes was also a well-known art critic (in the 1940s) who focused mainly on Surrealist and abstract poetry. In the 1960s—by which time he was the cultural attaché at the Brazilian Embassy in Italy—he turned his critical eye on Kinetic art, which was in vogue in Europe at the time.

 

[As complementary reading, see the following articles in the ICAA digital archive: (untitled) [“Amazonia. Every year (…)”] (doc. no. 1110396); by André Breton (untitled) [“L’esprit, durant ces dernières années (…)”] (doc. no. 1110397); by Clement Greenberg “Review of a Group Exhibition at the Art of This Century Gallery, and the Exhibitions of Maria Martins and Luis Quintanilla” (doc. no. 1110399); by Benjamin Péret (untitled) [“Nada evoca tanto quanto a obra de Maria (…)”] (doc. no. 1110398); and by Jorge Zarur “The Legend of the origin” (doc. no. 1110400)]. 

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Maria Martins é uma das poucas artistas brasileiras a estabelecer vínculos diretos com o movimento surrealista. Nos anos quarenta, quando viveu em Nova York, manteve contato com expoentes do surrealismo como o escritor André Breton e os artistas Marcel Duchamp, Yves Tanguy e Max Ernest. A artista trabalhava formas orgânicas em esculturas de bronze, tendo como temas os mitos amazônicos e conflitos psicológicos de conotação passional e, às vezes, sexual. Entre as críticas sobre a obra de Maria Martins, o texto de Murilo Mendes se destaca por enfatizar as relações entre o conteúdo e os materiais utilizados pela artista. O autor inscreve a obra de Maria Martins no âmbito do surrealismo e analisa dificuldades implicadas nessa opção. Poeta modernista, Murilo Mendes atuou também como crítico de arte, a partir dos anos quarenta, tendo se voltado, sobretudo, para poéticas surrealistas, abstracionistas e, a partir dos anos sessenta, para a arte cinética.

Ver também: [Amazonia. Every year...]. Nova York, Valentine Gallery, 22 mar. 1943; BRETON, André. [L'esprit, durant ces dernières années...]. Nova York: Julien Levy Gallery, 1947; GREENBERG, Clement. Review of a Group Exhibition at the Art of This Century Gallery, and the Exhibitions of Maria Martins and Luis Quintanilla. The Nation, 03 jun. 1944; PÉRET, Benjamin. [Nada evoca tanto quanto a obra de Maria ...]. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956; ZARUR, Jorge. The Legend of the origin. Nova York, Valentine Gallery, 22 mar. 1943.

f- Surrealismo e modernismo no Brasil

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Researcher
Equipe Brasil: Heloisa Espada
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
From Murilo Mendes. Coleção MAM RJ
Location
Centro de Documentação e Biblioteca do Itaú Cultural