Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1110378
    AUTHOR
    Santarrita, Marcos, 1941-
    TITLE
    Voulez-vous, m'sieu? (Take it or leave it) / Marcos Santarrita
    IN
    GAM : Galeria de Arte Moderna (Rio de Janeiro, Brasil). -- No. 7 (Jun. 1967)
    DESCRIPTION
    p. 40- 42
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Interviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Santarrita, Marcos. "Voulez-vous, m'sieu? (Take it or leave it)." GAM: Galeria de Arte Moderna (Rio de Janeiro, Brazil), no. 7 (June 1967): 40- 42.
    TOPIC DESCRIPTORS
    GEOGRAPHIC DESCRIPTORS
Synopsis

This is an article written by Marcos Santarrita, published in the form of a one-act play, with the lead parts played by Décio Vieira and Alfredo Volpi, along with a reporter (Santarrita) and a photographer. The scene takes place in the workshop of an artist (Vieira) in Rio de Janeiro, where the painters Volpi and Milton Dacosta are talking. The text comes out of an actual interview about their respective art lives, broken down by “action” and “scenes,” including technical markings in the script. The dramatic highpoint of the work arises in a reporter’s question: Why has Brazil been unable to create an “autonomous” movement in the visual arts? To reinforce the question, the writer points out that Brazil has been able to do this in music (Heitor Villa-Lobos), literature (Graciliano Ramos and José Lins do Rego), and film (Glauber Rocha).

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Reportagem do escritor Marcos Santarrita, editada em forma de peça teatral de ato único, em que os "personagens" são os artistas Décio Vieira e Alfredo Volpi, além de um repórter (o próprio Santarrita) e um fotógrafo. Ambientado no ateliê de Vieira, Volpi e Milton Dacosta no Rio de Janeiro, o diálogo resulta de uma entrevista verídica sobre a formação e a trajetória profissional dos artistas, em meio a rubricas com detalhes de ações e "cenas", a descrição física e as "marcações" dos "atores". No clímax do entrecho, o repórter pergunta aos entrevistados por que o Brasil não criou, nas artes plásticas, um movimento artístico "autônomo", tal como já havia ocorrido, de acordo com o autor, na música (por Heitor Villa-Lobos), na literatura (por Graciliano Ramos e José Lins do Rego) e no cinema (por Glauber Rocha).

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Annotations

The title of the interview—“Voulez-vous, m'sieu? (Take It or Leave It)”—sarcastically points out the lack of genuine achievement in Brazilian visual arts. The languages used indicate the artistic poles to which Brazil is inevitably tied. First, French, which has been in Brazil since the implementation of the Mission Artistique in Brazil (brought by the Emperor of France in the early nineteenth century to establish patrons of culture and art in Brazil); later, English, which reflects the United States hegemony imposed after World War II. The responses by Décio Vieira and Alfredo Volpi do not exactly fit the theses postulated by the author regarding Brazil’s inability to generate “a Brazilian expression of culture.” Responding to the thesis that art is a universal phenomenon that cannot be strengthened by its local origins, Vieira states that “if an abstract artwork is good, its nationality is unimportant.” Volpi, in turn, paints what pleases him without thinking about “whether the form I am using comes from France or from Tierra del Fuego.”

Leia este comentário crítico em português
Annotations

A entrevista apresentada como peça de teatro curta tem um título que parece se referir às passagens da conversa sobre a falta de uma produção legitimamente brasileira no campo das artes plásticas: em português, numa tradução livre, seria algo como "Você quer, meu senhor? (Pegue-o ou deixe-o)". Os idiomas francês e inglês seriam, assim, menções aos dois centros do sistema de artes aos quais estaria historicamente ligado o Brasil: o francês, desde a Missão Artística do começo do século XIX, e o norte-americano, sobretudo depois da II Guerra Mundial. As respostas de Décio Vieira e Alfredo Volpi não condizem com a tese do repórter de que a produção artística do país é incapaz de se afirmar como "expressão brasileira de cultura". Para os artistas, ao contrário, a arte é fenômeno universal, sem necessidade da reivindicação de uma origem nacional. Nesse sentido, Vieira afirma que, "se um quadro abstrato é bom, não interessa sua nacionalidade". Já Volpi diz pintar o que quer e o que gosta, sem pensar se "esta ou aquela forma usada por mim tinha nascido na França ou na Terra del Fuego".

b- Centro e periferia: subdesenvolvimento e dependência

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Researcher
José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP