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  • ICAA Record ID
    1110330
    TITLE
    O testamento tripartido de Max Bill / Eduardo Corona
    IN
    A & D : Arquitetura e Decoração (São Paulo, Brasil). -- No. 4 (mar./abr., 1954)
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Corona, Eduardo. "O testamento tripartido de Max Bill." A & D: Arquitetura e Decoração (São Paulo, Brazil), no. 4 (Mar./Abr., 1954).
    NAME DESCRIPTORS
Editorial Categories [?]
Synopsis

As a complement to the lecture offered by Max Bill (in June 1953 and published shortly thereafter in the magazine HABITAT), Eduardo Coronado offers a defense of Brazilian architecture. He refers to the Swiss architect’s presumption to express a “truthful judgment” on Brazilian art, although he had spent very few days in the country. Corona does not agree with Bill’s criticism about the absence of an “interior patio” in the MES (Ministerio de Educação e Saúde, 1936) building, which is unquestionably a mark of urban modernity in Brazil. In Corona’s judgment, it is a form of cultural expression and its appropriateness (or lack thereof) is only for Brazilians to debate; Bill’s critique of the California building (in Rio de Janeiro) is an attack on Oscar Niemeyer, which arises from Bill’s inability to understand Niemeyer’s creative spirit. Corona juxtaposes the notion of “form” (defended by Bill) with the inherent importance of “content,” accusing Bill of designing empty formalism in his work. In order to strengthen his position, Corona appeals to the words of German architect Walter Gropius on Niemeyer and Lúcio Costa, which represent for Corona a dissimilar and more conscious strain of thought on Brazilian culture.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Eduardo Corona comenta a palestra proferida em junho de 1953 por Max Bill, que havia sido recentemente publicada pela revista Habitat, colocando-se em defesa da arquitetura brasileira. Faz referência à pretensão do juízo de verdade sobre a arte brasileira anunciado pelo arquiteto suíço, tendo este, estado tão poucos dias no Brasil. Entende ser errônea a critica de Bill sobre a ausência de pátio interno no ministério da Educação, forma cultural cuja pertinência de uso só caberia aos brasileiros discutir. Percebe que a crítica feita por Bill ao edifício Califórnia é também um ataque a Oscar Niemeyer, deivada da incapacidade de compreender seu espírito criador. Contrapõe à noção de forma, defendida por Bill, a importância do conteúdo e acusa um formalismo vazio na sua produção. Encontra, nas palavras de Walter Gropius sobre Niemeyer e Lúcio Costa, um pensamento divergente e mais consciente da cultura local.

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Annotations

After winning the Grand Prize for Sculpture at the First São Paulo biennial (1951), organized by the MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), Swiss architect Max Bill (1908?94) at last decided to visit Brazil when he received an official invitation from the Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores / State Department). Upon his arrival, Bill sat for an interview with architect and art critic Flávio de Aquino (1919?87), which appeared in Manchete magazine, a weekly publication of wide circulation, and also later in HABITAT magazine, which was then led by architect Lina Bo Bardi. Both Bill’s lecture and his interview with Aquino took place at the Faculdade de Arquitetura de la Universidade de São Paulo; both unleashed an immediate backlash from Brazilian architects, whom Bill had described as strangers to the logic of the “creation of form” and what he called the “social function” of architecture.

 

The title of Corona’s article, “O testamento tripartido,” refers to Bill’s triple thesis, which was based on the unifying idea of Gestalt (or “good form”) and that was meant to unite “Form,” “Funktion” (function), and “Schönheit” (beauty). Coincidentally, the work that won the First Biennial had the title Dreiteilige Einheit [Triparted Unit], which had originally been designed in plaster (1947?48) so that it could be exhibited in a public garden in Zürich.

 

[As a complementary reading, see in the ICAA digital archive other documents on the aforementioned debate: by Flávio de Aquino “Max Bill critica a nossa moderna arquitetura” (doc. no. 1091637); by Max Bill “O arquiteto, a arquitetura, a sociedade” (doc. no. 1110329); and by Lúcio Costa “Oportunidade perdida” (doc. no. 1110331)].

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Após receber o grande prêmio da I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1951, Max Bill visita o Brasil a convite do Ministério das Relações Exteriores. Fornece esta entrevista ao arquiteto e crítico de arte Flávio de Aquino, que é publicada na revista Manchete, semanário de grande circulação e, alguns meses depois, na revista Habitat. A entrevista e a conferência que o arquiteto suiço pronuncia na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo provocam reação polêmica entre arquitetos brasileiros, ao serem questionados pelo descompromisso com a lógica da criação da forma e com o que ele chama de "função social" da arquitetura. Ver o debate em torno do assunto nos documentos: Flávio d´Aquino, "Max Bill censura os arquitetos brasileiros"; Max Bill, " O arquiteto, a arquitetura , a sociedade"; e Lúcio Costa, "Oportunidade perdida" .

 

Ver também: Flávio d´Aquino, "Max Bill censura os arquitetos brasileiros"; Max Bill, " O arquiteto, a arquitetura , a sociedade"; Lúcio Costa, "Oportunidade perdida".

 

g- Crítica de arquitetura: debate entre forma e função social

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Researcher
Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo