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  • ICAA Record ID
    1091637
    TITLE
    Max Bill critica a nossa moderna arquitetura / Flávio de Aquino
    IN
    Manchete (Rio de Janeiro, Brasil). -- Jun. 13, 1953
    DESCRIPTION
    p. 38- 39 : ill.
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Interviews
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Aquino, Flávio de. "Max Bill critica a nossa moderna arquitetura." Manchete (Rio de Janeiro, Brazil), (June 13, 1953): 38-39.
Editorial Categories [?]
Synopsis

Flávio de Aquino interviewed Swiss artist and architect Max Bill during his visit to Brazil. In the interview, Bill expresses his reservations about the Ministério da Educação e Saúde (MES) building—a watershed in Brazilian modern architecture built in 1936 on the basis of the ideas of Le Corbusier, who contributed to the design. Bill’s far-reaching criticism addresses topics, such as the lack of human scale; he is not convinced by the [functional] layout and he believes that the tiles, which were designed by Candido Portinari, are useless (Bill opposed mural painting in modern architecture). Bill asserts that designer Oscar Niemeyer’s tendency toward individualism to the detriment of social function is evident in the Pampulha complex on the outskirts of Belo Horizonte. He is a staunch supporter of the logical and functional form; one of his essential tenets is that both art and architecture should reflect their times, in a natural fashion. Paradoxically, at the end of the interview Bill affirms the importance of modern Brazilian architecture while surreptitiously implying that it illustrates the contradictions innate to poor and outdated instruction in architecture.

Leia esta sinopse em português
Synopsis

Flávio de Aquino entrevista o artista e arquiteto suiço Max Bill durante sua visita ao Brasil. Max Bill faz reservas ao edifício do Ministério da Educação, dizendo que lhe falta proporção humana e discordando de seu partido. Considera os azulejos de Portinari inúteis e coloca-se contrário à pintura mural na arquitetura moderna.  Cita o conjunto da Pampulha de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte, cujo projeto na sua opinião carece de função social e tende ao individualismo. Defende a lógica e a funcionalidade da forma, o desinteresse da atividade da arte e da arquitetura, que devem refletir o espírito da época em que foram realizadas. Afirma a importância da moderna arquitetura brasileira, mas acha que revela as mesmas contradições inerentes à deficiência e inadequação do ensino atual de arquitetura.

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Annotations

In 1951, Max Bill was awarded the Grand Prize at the Primeira Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo for his work Dreiteilige Einheit [Tripartite Unity, 1948–51], which is bound to his notion of Die gute form [good form] based on three elements: Schönheit, Form, und Funktion [beauty, form, and function]. Two years later, Max Bill visited Brazil at the invitation of the Ministério das Relações Exteriores. This interview by architect and art critic Flávio de Aquino was first published in the popular weekly Manchete, and a few months later, in the journal HABITAT. Both the interview and the press conference that Bill gave at the Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo sparked widespread controversy among Brazilian architects because Bill questioned their commitment to the logic of the creation of form and reminded them of the “social function” of architecture.

 

On the debate sparked by Bill’s visit, see Eduardo Corona, “O testamento tripartido de Max Bill” (ICAA digital doc. no. 1110330); Lucio Costa, “Max Bill e a arquitetura brasileira vistos por Lucio Costa: oportunidade perdida” (doc. no 1110331); and “O arquiteto, a arquitetura, a sociedade” by Bill himself (doc. no. 1110329).

Leia este comentário crítico em português
Annotations

Após receber o grande prêmio da I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1951, Max Bill visita o Brasil a convite do Ministério das Relações Exteriores. Fornece esta entrevista ao arquiteto e crítico de arte Flávio de Aquino, que é publicada na revista Manchete, semanário de grande circulação e, alguns meses depois, na revista Habitat. A entrevista e a conferência que o arquiteto suiço pronuncia na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo provocam reação polêmica entre arquitetos brasileiros, ao serem questionados pelo descompromisso com a lógica da criação da forma e com o que ele chama de "função social" da arquitetura. Ver o debate em torno do assunto nos documentos: Max Bill, "O arquiteto, a arquitetura , a sociedade"; Lúcio Costa, "Oportunidade perdida" e Eduardo Corona,  "O testamento tripartido de Max Bill".

 

g- Crítica de arquitetura: debate entre forma e função social

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Researcher
Marco Andrade
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Location
Serviço de Biblioteca e Documentação ECA/USP