Documents of 20th-century Latin American and Latino Art

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  • ICAA Record ID
    1091438
    TITLE
    A pintura franceza no Museu Nacional
    IN
    Bellas Artes (Rio de Janeiro, Brasil). -- No. 59-60 (Jun./Jul. 1940)
    DESCRIPTION
    p. 1;3
    LANGUAGES
    Portuguese
    TYPE AND GENRE
    Journal article – Essays
    BIBLIOGRAPHIC CITATION
    Campofiorito, Quirino. A pintura franceza no Museu Nacional. Bellas Artes, Rio de Janeiro, n.59-60, p.1;3, jun./jul. 1940.
    TOPIC DESCRIPTORS
    NAME DESCRIPTORS
    Exposição de Arte Francesa
Synopsis

This review of the 1940 Exposição de Arte Francesa at the Museu Nacional de Belas Artes in Rio de Janeiro discusses the “backwardness” of Brazilian art compared to its European counterpart. By presenting over a hundred years of French art—from the neo-classicism of Jacques-Louis David to the surviving ripples of the École de Paris in the early twentieth century—the exhibition showed, according to the art critic Quirino Campofiorito, that Brazilian art “is still being shaped overseas.” That concept of an imbalance between Brazil and Europe is described as “artistic servility,” a situation in which the former (lacking any typical expression or ‘look’ of its own) is resigned to keep exploring “ancient forms” that have long been popular in the Old World. Within that dynamic of original and copy, “our” David calls himself Pedro Américo, and “our” Courbet answers to the name of Almeida Júnior.     

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Synopsis

Resenha da Exposição de Arte Francesa apresentada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1940, em que o autor comenta o "atraso" da produção artística brasileira em relação à européia. Ao apresentar mais de 100 anos de arte francesa, desde o neoclassicismo de Jacques-Louis David até vertentes da Escola de Paris do início do século XX, a mostra evidenciava, de acordo com Campofiorito, o fato de a arte brasileira ser "ainda hoje moldada no estrangeiro". Essa idéia de descompasso de meio século entre o país e a Europa é descrita como "servilismo artístico", em que o primeiro, sem expressão típica nem fisionomia própria, resigna-se a explorar "velhas fórmulas" consagradas no velho continente. Nessa dinâmica de matriz e cópia, o "nosso" David teria surgido com Pedro Américo e o "nosso" Courbet, com Almeida Júnior.

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Annotations

The Exposição de Arte Francesa, organized by the Associação Francesa de Ação Artística, provided Brazilians with an unprecedented opportunity to actually see almost two hundred works of art by an impressive array of modern French artists, including the likes of Ingres, Géricault, Delacroix, Daumier, Courbet, Corot, Pissarro, Manet, Degas, Cézanne, van Gogh, Henri Rousseau, Seurat, Matisse, Picasso, Braque, and Lhote. These works were assembled in order to clarify ideas concerning the eventual development of a Brazilian style of painting. According to the artist and art critic Quirino Campofiorito (1902–93), the initiative “had huge cultural implications and was a boon to our people.” The exhibition was subsequently taken to São Paulo, where it was installed in a building on Barão de Itapetininga, a street in the center of town. This exhibition actually set the tone for the 1940s, as more and more foreign exhibitions were brought to Brazil and more local works were being shown overseas, in spite of the armed conflict between 1939 and 1945 during World War II.      

Leia este comentário crítico em português
Annotations

A Exposição de Arte Francesa, organizada pela Associação Francesa de Ação Artística, significou a oportunidade, até então inédita no Brasil, de estabelecer contato direto com quase duas centenas de obras de um grande número de artistas da modernidade francesa. Dentre eles, Ingres, Géricault, Delacroix, Daumier, Courbet, Corot, Pisarro, Manet, Degas, Cézanne, Van Gogh, Henri Rosseau, Seurat, Matisse, Picasso, Braque e Lhote, reunidos de modo a tornar nítida a constituição de um modelo de pintura nacional. Vista por Quirino Campofiorito, como iniciativa de "grande alcance cultural em favor da nossa gente", a mostra foi apresentada, depois, em São Paulo, em edifício da rua Barão de Itapetininga. Além disso, a exposição inaugura uma década em que se intensifica a vinda de mostras estrangeiras ao Brasil e a ida de mostras de arte brasileira para o exterior, apesar do decurso da II Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.

 

b- Circulação de artistas, intelectuais e obras entre Brasil, Europa e EUA

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Researcher
Equipe Brasil: José Augusto Ribeiro
Team
FAPESP, Sao Paulo, Brazil
Credit
Reproduzido com o consentimiento de Italo Campofiorito, RJ
Location
Instituto de Estudos Brasileiros - IEB/USP